Estratégias de Empresas Contábeis
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Estratégias de Empresas Contábeis


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estar relacionada a algum resultado, o qual foi antecipadamente estabelecido, e é 
sua razão de ser.\u201d 
A missão e a visão da empresa são essenciais para o estabelecimento dos 
objetivos. Mesmo em pequenas empresas, o empresário possui uma visão e uma 
missão, mesmo estas não sendo oficializadas e divulgadas para os demais 
funcionários da empresa. No entanto, se o empresário não concentrar o 
planejamento estratégico coerentemente à sua visão, certamente, o planejamento 
será falho. 
2.2.2 Análise do ambiente externo e interno 
O conhecimento do ambiente empresarial permite ao executivo determinar 
como a empresa se enquadra no mercado, como é influenciada e como influencia. 
Segundo Oliveira (2001, p.122), 
Ambiente empresarial é o conjunto de todos os fatores externos à empresa que, 
de forma direta ou indireta, proporcionam ou recebem influência da referida 
empresa. [\u2026] A análise externa tem por finalidade estudar a relação existente 
entre a empresa e seu ambiente em termos de oportunidades e ameaças, bem 
como sua atual posição produto-mercado e, prospectivamente, quanto a sua 
posição produto-mercado desejada no futuro. 
Pode-se dividir o ambiente empresarial em macroambiente (economia 
nacional, mundial, variação cambial, índice de inflação, etc.), onde a empresa não 
influencia diretamente e não consegue alterá-lo; e ambiente direto (clientes, 
fornecedores, concorrentes diretos, entrantes potenciais, produtos substitutos), onde 
a empresa influencia diretamente. 
 
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Figura 7: Componentes do ambiente 
Fonte: Autor 
No setor contabilista, o ambiente externo no início do século XXI, como 
explicado anteriormente, se caracteriza por ser extremamente dinâmico, com 
mudanças constantes da legislação, dos procedimentos contábeis e das condições 
tecnológicas. Estes fatores regidos pelo ambiente macroeconômico não são 
influenciados apenas pelas empresas de contabilidade, mas por uma série de 
fatores econômicos e mundiais, políticos, culturais e sociais. Logo, o planejamento 
estratégico de uma empresa de contabilidade deve levá-los em conta como 
condicionantes da estratégia competitiva. 
Fahey & Randall (1999, p.214) afirmam, 
Não é surpreendente que as empresas concentrem no microambiente boa parte 
de sua atenção, mas é alarmante que poucas empresas sejam tão displicentes na 
observação do macroambiente. Muitas são as evidências dos riscos dessa 
desatenção; os relatos favoritos dos jornais e da imprensa especializada em 
negócios são sobre os eventos políticos, sociais, econômicos, legais e 
tecnológicos que, subitamente, comprometem decisões gerenciais fundamentadas 
no mais cuidadoso planejamento, criam ou eliminam oportunidades de mercado, e 
deflagram oscilações de montanha-russa nos preços das ações. 
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Através do monitoramento do macroambiente, o contador consegue identificar 
tendências do mercado que podem preveni-lo das transformações e 
descontinuidades dos diferentes setores, e com isso, alertar seus clientes; além de 
prever certos acontecimentos que são capazes de conquistar valiosa vantagem 
competitiva. A empresa que conseguir monitorar e diagnosticar melhor os 
acontecimentos do macroambiente, com certeza, será a empresa que obterá 
maiores sucessos em suas empreitadas. 
Com relação ao ambiente direto, o modelo das Cinco Forças de Porter (1986, 
p.14) pode ser utilizado como uma ferramenta que auxilia o executivo a determinar 
os principais fatores de influencia. 
Figura 8: Cinco forças de influência 
Fonte: Porter (1986, p.14) 
A idéia básica de qualquer estratégia é conseguir uma posição de privilégio. 
Os privilégios advindos da estratégia adotada pela empresa normalmente não 
eliminam a concorrência, mas representam vantagens competitivas que a empresa 
procura manter. Outro ponto importante a ser salientado é que o planejamento 
estratégico não deve se preocupar apenas com o mercado dos clientes. É 
fundamental ter sempre em mente que as empresas concorrem também por 
insumos, pelos recursos humanos e pelos recursos financeiros. Então, o modelo de 
Porter também procura considerar estes fatores e a identificar as oportunidade e 
ameaças presentes no ambiente. 
Segundo Oliveira (2001, p.123), 
O ambiente pode oferecer para a empresa oportunidades e ameaças. Nesse 
contexto, as empresas devem procurar aproveitar as oportunidades do ambiente, 
bem como procurar amortecer ou absorver as ameaças, ou simplesmente adaptar-
se a elas. 
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Os fatores externos às empresas podem ser determinados através de fontes 
primárias, mediante pesquisas realizadas pela empresa diretamente no ambiente, ou 
através de empresas que obtém informações do ambiente por meio de agências 
governamentais(IBGE, etc.), universidades, Bolsa de Valores, sociedades de 
classes, etc. 
Oportunidades que são aproveitadas devidamente pela empresa 
proporcionam aumentos dos lucros da empresa, maior participação de mercado, etc. 
Por outro lado, as ameaças não consideradas podem proporcionar bloqueios para o 
desenvolvimento da empresa, ou até mesmo proporcionar a diminuição nos lucros 
previstos. 
Alguns fatores do ambiente externo à empresa que o contador precisa 
considerar para determinação das principais oportunidades e ameaças: 
\uf0b7 Cadeia de fornecedores 
\uf0b7 Possibilidade de junção com outras empresas do setor; 
\uf0b7 Atualizações tecnológicas (TI); 
\uf0b7 Atualização tributária e legislativa; 
\uf0b7 Economia brasileira (inflação, PIB, variação cambial, etc.); 
\uf0b7 Principais linhas de crédito e juros praticados; 
\uf0b7 Conhecimento do cliente e sua respectiva cultura; 
\uf0b7 Serviços e produtos oferecidos pelos concorrentes; 
\uf0b7 Serviços e produtos necessários para os clientes; 
\uf0b7 Novos serviços e produtos com potencial de entrada que exigem 
conhecimento contábil. 
Oliveira (2001, p.130) afirma, \u201cOutro aspecto que deve ser considerado na 
análise ambiental corresponde às crises econômicas, as quais não são um 
fenômeno novo.\u201d No segundo semestre de 2008, o mundo viveu uma crise 
financeira. Naquele momento, as empresas brasileiras que não levaram em conta 
essa ameaça, não conseguiram sobreviver e aquelas que estavam preparadas, 
conseguiram se preparar para a falta de crédito no mercado financeiro. 
Além disso, os contadores que estavam cientes da situação financeira 
mundial e que acompanhavam a \u201cbolha econômica\u201d apresentada pelas ações das 
Bolsas de Valores no mundo, conseguiram avisar seus clientes sobre os perigos, e 
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recomendar que os mesmos fizessem provisões de caixa no período de 2008. 
Também conseguiram identificar oportunidades de negócios, onde produtos, antes 
esquecidos ou de menor relevância, puderam ser mais bem negociados. Um 
exemplo pode ser a consideração de índices de liquidez e endividamento como 
ferramentas de análise e decisão, frente à situação de falta de crédito no mercado. 
 No contexto do ambiente interno da empresa, devem-se levar em conta os 
pontos fortes e fracos, ou seja, aquilo que a empresa faz bem e aquilo que precisa 
ser melhorado. 
Durante a análise do ambiente interno de uma empresa de contabilidade, 
podem-se considerar algumas áreas da empresa em questão. As divisões mais 
comuns são: 
\uf0b7 Marketing: mix de produtos e serviços contábeis oferecidos, como Balanço 
Patrimonial, Demonstrativo de Resultados e Exercícios, Fluxo de caixa, 
Contas a pagar e a receber, análise financeira dos clientes, crescimento de 
clientes ao longo do tempo, etc. 
\uf0b7 Finanças: Análise dos principais índices financeiros, disponibilidade de caixa, 
pagamento de dividendos, faturamento, endividamento, etc. 
\uf0b7 Produção: tempo para finalizar o trabalho contratado, qualidade dos relatórios, 
índice de satisfação dos clientes,