RESUMO DE IMUNOLOGIA ABBAS
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RESUMO DE IMUNOLOGIA ABBAS


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RESUMO DE IMUNOLOGIA ( Abbas Caps 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,14,18,19)
CAPÍTULO 1 (Propriedades Gerais das Respostas Imunes)
Imunidade Inata: respostas imediatas que proporciona a linha de defesa inicial contra micro-organismos. Consiste em mecanismos de defesa celulares e bioquímicos, que já existem até mesmo antes da infecção e que estão prontos para responder rapidamente a infecções. Os principais componentes da imunidade inata, são: barreiras físicas e químicas, como os epitélios e as substâncias químicas antimicrobiana produzida nas superfícies epiteliais; Células fagocitárias (neutrófilos e macrófagos), células dendríticas e células NK; proteínas do sangue, incluindo membros do sistema complemento e outros mediadores de inflamação e proteínas denominadas citocinas, que regulam e coordenam muitas atividades da imunidade inata. A resposta imune inata estimula respostas imunes adquiridas. 
 A resposta imune inata consiste em dois principais tipos de reações: inflamação e defesa antiviral. A inflamação refere-se ao processo de recrutamento de leucócitos e proteínas plasmáticas do sangue, seu acúmulo nos tecidos e sua ativação para destruir os microrganismos. Esse processo envolve citocinas, que são produzidas por células dendríticas, macrófagos e outras. Os principais leucócitos que são recrutados são os neutrófilos e monócitos (que são transformados em macrófagos teciduais). Esses fagócitos expressam em sua superfície receptores que se ligam à microrganismos e os ingerem e receptores que reconhecem diferentes moléculas microbianas e ativam as células. Com ativação desses receptores, os fagócitos produzem radicais reativos de oxigênio e nitrogênio e enzimas lisossômicas. A defesa antiviral consiste em reação mediada por citocinas, em que as células adquirem resistência à infecção viral, e na destruição pelas células NK das células infectadas por vírus.
 A imunidade inata confia na coevolução de patógenos. Possui todos os receptores já codificados. Ela identifica Padrões moleculares de Patógenos (PAMPs).
Imunidade Adaptativa: respostas tardias que são estimuladas pela exposição a agentes infecciosos, cuja magnitude e capacidade de defesa aumentam com cada exposição sucessiva a determinado organismo. Como características importantes, destacam-se sua notável especificidade para moléculas distintas e sua capacidade de memória celular, que permite responder com mais intensidade em exposições repetidas ao mesmo microrganismo. Os principais componentes são os linfócitos e seus produtos secretados, tais como anticorpos. A resposta imune adaptativa atua intensificando os mecanismos protetores da imunidade inata.
 O sistema imune adaptativo utiliza três estratégias para combater os microrganismos: Os anticorpos secretados ligam-se a microrganismos extracelulares, bloqueiam sua capacidade de infectar células do hospedeiro e promovem ingestão e destruição pelos fagócitos. As células T Help aumentam a capacidade microbicida dos fagócitos, que ingerem os microrganismos e os destroem. E há também a estratégia dos linfócitos T citotóxicos, no qual destroem as células infectadas por microrganismos que são inacessíveis aos anticorpos e à destruição fagocítica.
 A imunidade adaptativa confia na diversidade da imunidade, ou seja, tem vários segmentos gênicos e há uma enzima (RAG) que sorteia o segmento VDJ que liga os rearranjos gênicos a alguns segmentos gênicos para formar seus receptores gênicos, responsáveis pela aleatoriedade gênica. 
Tipos de Resposta Imune Adaptativa
Imunidade Humoral
Mediada por moléculas no sangue e anticorpos produzidos por linfócitos B. Os anticorpos reconhecem antígenos microbianos, neutralizam sua capacidade de infectar e promovem a sua eliminação por mecanismos efetores.
Principal mecanismo de defesa contra microrganismos extracelulares e suas toxinas
Foi originalmente definida como um tipo de imunidade passível de ser transferida a indivíduos não imunes, ou virgens, através de porções do sangue isentas de células contendo anticorpos, obtidas de indivíduos previamente imunizados
Os linfócitos B ativados proliferam e diferenciam-se em plasmócitos, células que secretam classes de anticorpos, com funções distintas. A resposta das células B a antígenos proteicos exige sinais ativadores das células T CD4. Os antígenos proteicos após induzirem uma produção inicial de IgM, causam a produção de diferentes anticorpos (IgG, IgA ou IgE). A produção desses anticorpor diferentes é denominada mudança de classe e exige a ação das células T help, estimulando a produção de anticorpos com afinidade aumentada pelo antígeno
Imunidade Celular 
Mediada pelos linfócitos T
Promove a destruição dos microrganismos que residem nos macrófagos ou a destruição das células infectadas para eliminar os reservatórios de infecção.
Foi definida como a forma de imunidade que pode ser transferida a animais não imunes por meio de linfócitos T, mas não por meio do plasma ou do soro.
Os linfócitos T CD4 help ativados proliferam e diferenciam-se com células efetoras cujas funções são mediadas por citocinas secretadas. Uma das respostas mais iniciais das células T help CD4 é a secreção de IL-2, que é um fator de crescimento que atua sobre os linfócitos ativados, além de estimular sua expansão clonal.
As células T efetoras da linhagem de células help CD4 secretam citocinas que estimulam a produção de imunoglobulina E (IgE), além de ativar eosinófilos, que são capazes de matar parasitas grandes demais para serem fagocitados. 
Os linfócitos T CD8 ativados proliferam e diferenciam-se em CTL que destroem as células infectadas no citoplasma. Ao destruir as células infectadas, os CTL eliminam os reservatórios da infecção. 
Principais Características da Resposta Imune Adaptativa:
Especificidade e diversidade: As respostas imunológicas são específicas para diferentes antígenos. As partes desses antígenos que são reconhecidas especificamente pelos linfócitos são denominadas determinantes antigênicos (ou epítopo). Essa especificidade ocorre porque os linfócitos expressam receptores de membrana que são capazes de distinguir diferenças sutis na estrutura de diferentes epítopo. O número total de especificidades antigênicas dos linfócitos de um indivíduo chama-se repertório dos linfócitos. Essa capacidade do repertório linfocitário de reconhecer um número muito grande de antígenos chama-se diversidade, e resulta da variabilidade de estruturas dos sítios de ligação de antígenos presentes nos receptores dos linfócitos.
Memória: A exposição do sistema imunológico a um antígeno estranho aumenta a sua capacidade de responder novamente àquele antígeno específico. Essas respostas imunológicas secundárias geralmente são mais rápidas, de maior intensidade e frequência do que a primeira resposta ao antígeno. A explicação para isso se deve ao fato de que a exposição a um antígeno gera células de memória de vida longa específicas para o antígeno. Por exemplo, os linfócitos B de memória produzem anticorpos que se ligam ao antígeno com maior afinidade do que os anticorpos produzidos na \u201cresposta imune primárias\u201d; e as células T de memória reagem muito mais rapidamente e com mais vigor à estimulação antigênica do que células T virgens.
Expansão clonal: Os linfócitos específicos para determinado antígeno sofrem considerável proliferação após a exposição a esse antígeno. Refere-se, portanto, a um aumento no número de células que expressam receptores idênticos para o mesmo antígeno, pertencendo então a um clone. Isso permite que a resposta imunológica possa dar conta do ritmo de divisão dos patógenos.
Especialização: Resposta distinta e especial a diferentes patógenos maximizam a eficiência dos mecanismos de defesa antimicrobianos. 
Não reatividade ao próprio: Capacidade do sistema imunológico de reconhecer muitos antígenos estranhos (não próprios), de responder a eles e eliminá-los e, ao mesmo tempo, de não reagir de modo prejudicial às substâncias antigênicas próprias do indivíduo.
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