A divisão da Lógica

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#raciocínio lógico

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1 Raciocínio Lógico  -  Unidade 3

UNIDADE 5: A divisão da lógica

Raciocínio Lógico 
Profª Carmen Suely Cavalcanti de Miranda

Profº Ivickson Ricardo de Miranda Cavalcanti

Raciocínio Lógico 
Profª Carmen Suely Cavalcanti de Miranda

Profº Ivickson Ricardo de Miranda Cavalcanti



2 Raciocínio Lógico  -  Unidade 3

A divisão dA lógicA

UnidAde 5 

3.1 contextualizando

Até aqui você vem sendo apresentado à lógica e pode conhecer sua definição 
e seu desenvolvimento na história. estes são conteúdos indispensáveis para que você 
possa avançar na compreensão e uso desse conhecimento. Pode perceber que a 
preocupação com a lógica não é atual, já estava presente entre os gregos, e que a lógica é 
um instrumento bastante utilizado pela ciência, na medida em que todo conhecimento 
para ser científico tem que ser lógico.

É muito importante, ainda, que você possa ter percebido, que a lógica deve 
ser aplicada na procura e demonstração da verdade. Quando falamos em procura da 
verdade, devemos ter claro que esse é um processo que envolve a relação do pensamento 
com a realidade. É exatamente em função destes elementos que se estabelecem as duas 
grandes divisões da lógica: a lógica formal e a lógica material – objeto desse capítulo. 

Quando falamos em verdade no campo da ciência, nos referimos ao mundo 
fenomênico, ou seja, à realidade concreta, aquilo que aparece a cada um que busca a 
verdade. no entanto, a definição/conceituação dos fenômenos, liga-se necessariamente 
a operações mentais. Assim, é necessária a observação do pensamento, a forma pela 
qual ele deve se apresentar para que possua validade.

em outras palavras, a validade de um argumento deve ser considerada no 
conjunto das operações do qual resultou. desde o momento de formulação da ideia 
até a construção do novo conhecimento com a formulação do argumento. veja que 
este processo implica uma reflexão em dois níveis: o nível das operações mentais, 
que se inicia com a formulação da ideia, e o nível da articulação do pensamento com 
a realidade, que se efetiva na formulação do argumento. são esses os problemas que 
se explicitam na aplicação da lógica e em decorrência dos quais são definidas as duas 



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divisões da lógica: a lógica formal e a lógica material.

Ao final deste capítulo esperamos que você esteja apto a: 

 • identificar as duas grandes divisões da lógica;
 • conceituar a lógica formal e a lógica material.

3.2 conhecendo a teoria

3.2.1 A lógica formal

como você pôde ver nos capítulos anteriores, a lógica, sobretudo no que diz 
respeito à sua origem, configura-se como um instrumento que busca fazer com que 
nossas operações intelectuais sejam corretas e de acordo com a realidade. 

essa busca se inicia com uma primeira preocupação: o acordo do pensamento 
consigo mesmo, para que não apresente contradições. esta deve ser a primeira condição 
de nossas operações intelectuais na busca pela verdade. estamos falando do campo de 
atuação do que chamamos de lógica formal, que é responsável pelo estudo das leis 
gerais do pensamento. 

observe o exemplo a seguir:

Todos os mamíferos têm asas – premissa 1
o gato é um mamífero – premissa 2

o gato tem asas  – conclUsão

Temos duas premissas e uma conclusão.

no que diz respeito ao pensamento em relação a si mesmo, ao seu aspecto 
formal, a conclusão deste argumento é deduzida corretamente das premissas, o que 
garante a sua validade. confira o que estamos dizendo: da afirmação de que todos os 
mamíferos têm asas e da classificação do gato como mamífero, é lógica a conclusão de 
que o gato (uma vez tendo sido afirmado que é um mamífero) tem asas. essa lógica se 
efetiva no campo formal. não obstante, se recorrermos à realidade material, saberemos 
que a primeira premissa – todos os mamíferos têm asas - é falsa, o que faz com que, 
consequentemente, a conclusão a que se chega também seja falsa. 



4 Raciocínio Lógico  -  Unidade 3

o exemplo acima deixa evidente que o objetivo da lógica formal não é avaliar o 
conteúdo em si, mas se o argumento apresentado foi bem construído.

Partes e bases da lógica formal

Para que você possa compreender o campo de reflexão da lógica formal é 
importante que possa saber identificar suas partes constitutivas. são elas: 

 • ideia, juízo e raciocínio – como elementos do pensamento;
 • termo, proposição e argumento – como representação concreta dos elementos 

do pensamento.  

de forma esquemática temos:

ideia TeRMo

Juízo PRoPosiÇão

Raciocínio ARgUMenTo

A ideia e o termo

A primeira operação do intelecto na busca da verdade é a apreensão dos fatos, 
momento em que introjetamos em nós um conhecimento que vem da realidade. esse 
conhecimento possibilita a formação da ideia. É este o ponto de partida da lógica formal: 
a ideia. Podemos defini-la como a representação intelectual de um objeto (homem, 
Brasil, Pedro, entre outros). 

Toda ideia apresenta uma compreensão e uma extensão.

1) A compreensão de uma ideia diz respeito ao seu conteúdo, ao conjunto dos 
elementos que a compõe. Assim, a ideia de HoMeM supõe uma série de 
elementos para sua compreensão: ser, sensível, racional, bípede, entre outros.

2) A extensão diz respeito à quantidade de indivíduos que podem ser 
depreendidos da ideia. da ideia de animal, por exemplo, participam uma 
grande quantidade de indivíduos: vertebrados, invertebrados, celenterados, e 
até mesmo o próprio homem.

Quanto mais compreensiva uma ideia, menos extensa e vice-versa. Por exemplo, 



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quando nos referimos à ideia de animal, podemos imaginar a partir dela todos os animais, 
e ao mesmo tempo não teremos condições de especificar nenhum. sua extensão é ampla, 
ao mesmo tempo, sua compreensão é limitada. Fica difícil compreender plenamente o 
que uma pessoa quer dizer quando pronuncia a palavra animal. 

Já, se pensarmos a ideia de homem, esta se aplica a uma categoria de animal e 
traz consigo uma série de elementos que contribuem à sua compreensão. Tal ideia é 
mais compreensível do que extensa. 

As ideias podem ser divididas considerando a capacidade que têm de representar 
o objeto, a compreensão e a extensão. 

a)  Quanto à perfeição, as ideias podem ser:

 à Adequadas – quando são esgotadas as possibilidades de conhecimento 
da coisa (ex.: relâmpago, Marco Polo). Quando as possibilidades não são 
esgotadas e as ideias podem referir-se a mais de uma coisa, elas classificam-
se como inadequadas (ex.: clarão, som, vulto).

 à claras – quando os elementos percebidos são suficientes para distingui-
la de outras (ex.: homem, peixe), ela nunca será confundida com outra. 
Quando falta clareza de seus elementos é classificada como obscura (ex.: 
objeto voador, animal peludo).     

 à distintas – quando todos os seus elementos são suficientes para torná-la 
clara, apresentando dados significativos individualizantes (ex.: relógio-
pulseira de ouro, marca ômega). Quando não há clareza, a ideia é classificada 
como confusa (ex.: relógio, veículo).

b)  Quanto à compreensão, as ideias podem ser classificadas como:

 à simples – quando é composta por um só elemento significativo sua 
compreensão é imediata (ex.: ser, ente).

 à compostas - quando é composta por mais de um elemento significativo, 
sua compreensão implica vários elementos (ex.: homem, animal).

c)  Quanto à extensão, por sua vez, as ideias podem ser classificadas como:

 à singulares - quando se referem a um determinado ser ( ex.: este lápis, o 
primeiro satélite espacial).

 à Particulares - quando designam parte de uma classe ou gênero de seres 



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(ex.: muitos soldados, alguns livros, várias televisões).
 à Universais - quando designam todos os seres de uma mesma espécie ou 

gênero de seres (ex.: animal, racional, homem). 

como a lógica formal estuda

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