1001 Questoes Comentadas Direito Processual Penal CESPE

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Norberto Avena assenta que, em tese, “aspectos relativos 
à ilicitude da conduta não relevam no ajuizamento da denúncia. A 
consideração a ser realizada pelo Ministério Público diz respeito, 
unicamente, à existência de indícios de autoria e prova da 
materialidade de uma infração penal (fato típico), descabendo 
adentrar nas órbitas da ilicitude ou culpabilidade nesse momento” 
(“Processo Penal Esquematizado”. Rio de Janeiro: Forense; São 
Paulo: Método, 2009, p. 162). Porém, segundo o autor, “parte da 
doutrina tem aceito a possibilidade de não-ajuizamento da ação 
penal pública em situações nas quais a presença de excludentes 
da ilicitude seja absolutamente irrefutável, vale dizer, totalmente 
estreme de dúvidas”.  



   
   

   
   

   
   

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224. Errado. Conforme estabelece a Lei 9.609/1998, no que tange aos 
crimes previstos em seu art. 12, em regra, somente se procede 
mediante queixa-crime.  

225. Errado. “É inepta a denúncia genérica por não descrever clara e 
especificamente a conduta delituosa do réu que, a par disso, fica 
impossibilitado de se defender, frustrando o estabelecimento do 
contraditório em termos positivos, com evidente prejuízo para a 
defesa, sujeita a vagas acusações, consoante precedente do STF” 
(STJ, HC 7512/PA, Rel. Min. Fernando Gonçalves, DJ 
13.10.1998). O STF tem admitido a denúncia genérica nos 
crimes de autoria coletiva (HC 22.265/BA, DJ 17.02.03).  

226. Errado. Precedente firmado pela 1ª Turma do STF, no HC 
74.813, sob a relatoria do Min. Sydney Sanches: “Não é inepta a 
denúncia, só por não descrever a conduta individual de cada um 
dos sócios denunciados, se a todos, indistintamente, atribui a 
prática do delito societário, afirmando-lhes a condição de 
administradores que respondiam pelos atos a eles imputados, e 
estes, na impetração do ‘writ’, não o negam, podendo, em tal 
circunstância, apresentar ampla defesa no processo criminal”.  

227. Correto. Segundo Ishida, “não é motivo para a queixa-crime o 
arquivamento ministerial, porque aí não se pode falar em inércia 
do órgão acusador” (“Processo Penal”. 2. ed. São Paulo: Atlas, 
2010, p. 71).  

228. Errado. “Em se tratando de crime contra a honra praticado contra 
funcionário propter officium, admite-se a legitimidade concorrente 
tanto do ofendido para promover ação penal privada (ex vi art. 5º, 
X, da Lex Maxima), como do Ministério Público para oferecimento 
de ação penal pública condicionada à representação (...)” (STJ, 5ª 
T., REsp 663941/SP, Rel. Min. Felix Fischer, DJ 22.11.2004).  

229. Errado. Nos crimes que se apuram exclusivamente por ação 
penal privada, fica extinta a punibilidade pelo perdão do 
ofendido (aceito pelo agente).  

230. Errado. Segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, 
“o benefício processual previsto no art. 89, da Lei nº 9.099/1995, 
mediante aplicação da analogia in bonam partem, prevista no art. 
3º, do Código de Processo Penal, é cabível também nos casos de 
crimes de ação penal privada” (RHC 12276/RJ, Rel. Min. Laurita 
Vaz, DJ 07.04.2003).  

CAPÍTULO 5 
Ação Civil



   
   

   
   

   
   

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231. (CESPE/Exame de Ordem Unificado 2010.2) Transitada em 
julgado a sentença penal condenatória, poderão promover-lhe a 
execução, no juízo cível, para o efeito da reparação do dano, o 
ofendido, seu representante legal ou seus herdeiros.  

232. (CESPE/Exame de Ordem Unificado 2010.1) O despacho de 
arquivamento do inquérito policial e a decisão que julga extinta a 
punibilidade são causas impeditivas da propositura da ação 
civil.  

233. (CESPE/Exame de Ordem Unificado 2010.1) Segundo o CPP, a 
sentença absolutória no juízo criminal impede a propositura da 
ação civil para reparação de eventuais danos resultantes do fato, 
uma vez que seria contraditório absolver o agente na esfera 
criminal e processá-lo no âmbito cível.  

234. (CESPE/Exame de Ordem Unificado 2009.3) Impede a 
propositura da ação civil para a reparação do dano causado pelo 
fato delituoso a sentença penal que reconhecer ter sido o ato 
praticado em estrito cumprimento do dever legal.  

235. (CESPE/Exame de Ordem Unificado 2009.3) Impede a 
propositura da ação civil para a reparação do dano causado pelo 
fato delituoso a decisão que julgar extinta a punibilidade.  

236. (CESPE/Analista de Trânsito-DF/2009) A prescrição da 
pretensão punitiva do Estado extingue a punibilidade do agente 
e impede a propositura de ação civil reparatória dos danos 
causados pela conduta criminosa.  

237. (CESPE/Defensor Público-AL/2009) Com o trânsito em julgado 
da sentença penal condenatória, o ofendido deve promover a 
liquidação do dano para fins de propositura da ação “ex delito”, 
pois é vedado ao juiz fixar valor para reparação dos danos 
causados pela infração.  

238. (CESPE/Defensor Público-CE/2008) A sentença penal 
absolutória que decidir que o fato imputado ao acusado não 
constitui crime impede a propositura da ação civil.  

239. (CESPE/Defensor Público-CE/2008) Apesar do princípio da 
intranscendência, segundo o qual a pena não passará da pessoa 
do condenado, a ação civil para ressarcimento do dano poderá 
ser proposta, no juízo cível, contra o autor do crime e, se for o 
caso, contra o responsável civil.  

240. (CESPE/Estagiário de Direito-DPESP/2008) Para evitar decisões 
conflitantes, o juiz pode suspender o curso do processo na esfera 
cível até o julgamento definitivo da ação penal.  

  

Gabarito:



   
   

   
   

   
   

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231 C 235 E 239 C 
232 E 236 E 240 C 
233 E 237 E   
234 C 238 E   

Comentários: 

231. Correto. O art. 63 do CPP, em perfeita harmonia com o art. 91, I, 
do CP, estabelece que com o trânsito em julgado da sentença 
criminal condenatória, “poderão promover-lhe a execução, no 
juízo cível, para o efeito de reparação do dano, o ofendido, seu 
representante legal ou seus herdeiros”.

232. Errado. Não impedirão o ajuizamento da ação civil o despacho de 
arquivamento do inquérito ou das peças de informação e a 
decisão que julgar extinta a punibilidade (CPP, art. 67, I e II). Da 
mesma forma, não impedirá a propositura da ação civil a 
sentença absolutória que decidir que o fato imputado não 
constitui crime (III).

233. Errado. Segundo o CPP, não obstante a sentença penal 
absolutória, a “ação civil poderá ser proposta quando não tiver 
sido, categoricamente, reconhecida a inexistência material do 
fato”. Igualmente, não impedirá a propositura da ação civil, a 
“sentença absolutória que decidir que o fato imputado não 
constitui crime” (CPP, art. 67, III).

234. Correto. “Faz coisa julgada no cível a sentença penal que 
reconhecer ter sido o ato praticado em estado de necessidade, em 
legítima defesa, em estrito cumprimento do dever legal ou no 
exercício regular de direito” (CPP, art. 65). Frise-se, no entanto, 
que o Código Civil apresenta exceções, hipóteses nas quais, 
mesmo havendo absolvição com fulcro nas excludentes de 
ilicitude, poderá existir demanda na esfera cível (estado de 
necessidade agressivo; legítima defesa em que, por erro na 
execução, atinge-se terceiro inocente; absolvição penal com base 
na inexistência do fato ou na comprovação de não ter o acusado 
concorrido para a infração penal). 

235. Errado. De acordo com o art. 67 do CPP, não impedirá a 
propositura da ação civil a “decisão que julgar extinta a 
punibilidade” (II).

236. Errado. Extingue-se a punibilidade pela prescrição, conforme 
prevê o art. 107, IV, do Código Penal. O fato de ter havido a 
extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva, 
decretada pelo juízocriminal, não obsta que seja aferida, no 



   
   

   
   

   
   

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âmbito cível, a responsabilidade do agente pelos prejuízos 
causados, nos termos do art. 67, II, do CPP, dada a autonomia 
entre as esferas cível e criminal.

237. Errado. O magistrado, ao proferir sentença condenatória, fixará 
valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração, 
considerando os prejuízos sofridos pela vítima (CPP, inciso IV, do 
art. 387, com redação dada pela Lei 11.719/2008). À vista disso, 
hodiernamente, uma vez transitada em julgado a condenação 
criminal, faculta-se à vítima, desde logo, ingressar com a ação de 
execução “ex delicto” no juízo cível, exigindo do condenado 
criminalmente o pagamento do “quantum” arbitrado na sentença 
criminal (observar a regra prevista no art. 63, parágrafo único, 
do CPP).

238. Errado. Estabelece o art. 67, do CPP, que não impede a 
propositura da ação civil a “sentença absolutória que decidir que 
o fato imputado não constitui crime” (III).

239. Correto. O ofendido não precisa aguardar o trânsito em julgado 
da sentença criminal condenatória para, somente após, 
promover-lhe a execução no juízo cível visando à reparação do 
dano. Desse modo, o CPP faculta ajuizar, desde logo, a ação civil 
“ex delito”. Segundo prevê o art. 64, “caput”, do CPP, “(...) a ação 
para ressarcimento do dano poderá ser proposta no juízo cível, 
contra o autor do crime e, se for o caso, contra o responsável civil”. 
Não obstante, poderá o magistrado civil determinar a suspensão 
do feito cível, para aguardar o julgamento definitivo do processo 
penal (CPP, art. 64, parágrafo único).

240. Correto. Se correrem, simultâneos, os processos civil e penal, o 
juízo cível poderá sobrestar a ação civil, aguardando a decisão 
penal, para evitar decisões conflitantes. De acordo com o 
parágrafo único, do art. 64, do CPP, “intentada a ação penal, o 
juiz da ação civil poderá suspender o curso desta, até o 
julgamento definitivo daquela”.

  

CAPÍTULO 6 
Jurisdição e Competência

241. (CESPE/Exame de Ordem Unificado 2010.1) Os 
desembargadores dos tribunais de justiça dos estados e dos 
tribunais regionais federais possuem prerrogativa de foro 
especial, devendo ser processados e julgados criminalmente no 
STF.  

242. (CESPE/Exame de Ordem Unificado 2010.1) Caso um policial 
militar cometa, em uma mesma comarca, dois delitos conexos, 



   
   

   
   

   
   

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um cujo processo e julgamento seja de competência da justiça 
estadual militar e outro, da justiça comum estadual, haverá 
cisão processual.  

243. (CESPE/Advogado Detran-DF/2010) Havendo conexão entre 
delitos de competência da justiça estadual e federal, devem ser 
observadas as penas cominadas abstratamente pela lei a cada 
tipo penal, fixando-se a competência pela infração de pena mais 
grave.  

244. (CESPE/Advogado Detran-DF/2010) Compete, originariamente, 
ao STF o julgamento de “habeas corpus” contra a decisão de 
turma recursal de juizados especiais criminais. 

245. (CESPE/Promotor MPE-ES/2010) No tocante ao lugar do crime, 
o CPP aplica a teoria da ubiquidade para os crimes comissivos e 
omissivos, do mesmo modo que o CP.  

246. (CESPE/Promotor MPE-ES/2010) Nas infrações penais conexas, 
especificamente em relação aos crimes militares próprios, a 
declaração de extinção da punibilidade de um dos delitos impede 
que este agrave a pena resultante dos demais delitos da 
conexão.  

247. (CESPE/Procurador Municipal-Prefeitura Boa Vista-RR/2010) 
Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência será 
firmada pelo domicílio da vítima.  

248. (CESPE/Procurador Municipal-Prefeitura Boa Vista-RR/2010) 
Caso um prefeito municipal cometa crimes contra bens, 
interesses ou serviços da União, ele somente poderá ser 
processado criminalmente mediante ação penal instaurada no 
tribunal de justiça do estado.  

249. (CESPE/Procurador Municipal-Prefeitura Boa Vista-RR/2010) A 
competência territorial é relativa; não alegada no momento 
oportuno, ocorre a preclusão. Por conseguinte, ela é prorrogável.  

250. (CESPE/Promotor MPE-RO/2010) O foro por prerrogativa de 
função segue o princípio da atualidade do exercício do mandato 
ou cargo e, havendo concurso de agentes e de crimes, seguirá o 
foro prevalente na forma da legislação processual e expresso na 
CF. Com o trânsito em julgado da decisão condenatória, a 
execução penal se dará na primeira instância, perante a vara de 
execuções penais.  

251. (CESPE/AJAA-TRE-BA/2010) Compete aos juízes federais 
processar e julgar os crimes políticos e compete ao Supremo 
Tribunal Federal julgar o recurso ordinário contra as sentenças 
advindas do julgamento desses crimes.  

252. (CESPE/Procurador Judicial-PE/2009) O foro competente para 
processar e julgar os prefeitos municipais é o tribunal de justiça 
estadual.  



   
   

   
   

   
   

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253. (CESPE/Promotor MPE-RN/2009) Caso determinada autoridade 
do estado do Rio Grande do Norte, detentora de foro especial por 
prerrogativa de função no TJRN, cuja previsão encontra-se 
apenas na respectiva constituição estadual, cometa crime doloso 
contra a vida, a competência para processá-la e julgá-la deve ser 
do tribunal do júri.  

254. (CESPE/Promotor MPE-RN/2009) Por se tratar de hipótese de 
competência criminal absoluta, verificada a ocorrência de 
conexão entre delitos diversos, deve ser determinada a reunião 
dos processos, ainda que um deles já tenha sido julgado, sob 
pena de nulidade, que pode ser alegada a qualquer tempo e em 
qualquer grau de jurisdição.  

255. (CESPE/Promotor MPE-RN/2009) Tratando-se de competência 
territorial pelo lugar da infração, em regra, o CPP adotou a teoria 
da atividade.  

256. (CESPE/Promotor MPE-RN/2009) Em regra, observa-se a teoria 
do resultado para se firmar a competência no âmbito dos 
juizados especiais criminais estaduais.  

257. (CESPE/Promotor MPE-RN/2009) Compete à justiça federal o 
processo e julgamento do delito de interceptação telefônica sem 
autorização judicial, pois resta evidenciado interesse específico 
da União em manter a integridade do sistema de comunicação 
nacional.  

258. (CESPE/Promotor MPE-RN/2009) Na hipótese de deslocamento 
de competência, admite-se a ratificação dos atos decisórios 
praticados por órgão jurisdicional absolutamente incompetente.  

259. (CESPE/Agente de Escolta e Vigilância Penitenciário-ES/2009) 
O acusado de ter cometido crime de homicídio culposo deve ser 
processado e julgado pelo tribunal do júri.  

260. (CESPE/Agente de Escolta e Vigilância Penitenciário-ES/2009) 
Os menores de 14 anos de idade e os deficientes mentais são 
proibidos de depor.  

261. (CESPE/Analista Judiciário-TREMA/2009) Não compete 
originariamente ao STF a execução de sentenças nas causas de 
sua competência originária, cabendo tal função ao juízo 
competente de primeiro grau do local do fato.  

262. (CESPE/FINEP/2009) Cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF) 
processar e julgar o Presidente da República por crime comum, 
havendo perpetuação dessa competência quando cessar o 
mandato, circunstância que não acarreta a remessa dos autos à 
justiça de 1º grau.  

263. (CESPE/Juiz Federal Substituto-TRF 2ª Região/2009) Em 
relação aos crimes de tortura, não há disposição específica 
relativa à competência; vigora, assim, a regra geral de 



   
   

   
   

   
   

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territorialidade prevista no CPP, não sendo competente a justiça 
brasileira se o crime
Mauricio Laurindo fez um comentário
  • Ótimo! Obrigado.
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    pedro silva fez um comentário
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    Cássia Neres fez um comentário
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    alcione fez um comentário
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