1001 Questoes Comentadas Direito Processual Penal CESPE

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Público, independentemente da prévia 
instauração de inquérito policial, também pode formar a sua 
“opinio delicti” com base em outros elementos de convicção que 
evidenciem a materialidade e a existência de indícios suficientes 
de autoria.  



   
   

   
   

   
   

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80. Correto. A regra assentada no art. 10 do CPP é a de que o IP 
deve ser findado no prazo de 30 (trinta) dias, caso esteja em 
liberdade o investigado, e no prazo de 10 (dez) dias, se o 
indiciado tiver sido preso em flagrante ou estiver preso 
preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a partir do dia 
em que se executar a ordem de prisão.  

81. Errado. Ressalvadas as hipóteses de delitos de ação penal 
pública condicionada à representação e dos crimes de ação 
penal privada, o inquérito policial deve ser instaurado de ofício 
pela autoridade policial, sempre que esta tiver ciência do 
cometimento de uma infração penal. Ou seja, em se tratando de 
crime de ação penal pública incondicionada, a autoridade 
policial e o Ministério Público devem agir “ex officio” visando à 
apuração dos fatos delituosos (princípio da oficiosidade).  

82. Correto. Segundo estabelece o art. 21 do CPP, a 
“incomunicabilidade do indiciado dependerá sempre de despacho 
nos autos e somente será permitida quando o interesse da 
sociedade ou a conveniência da investigação o exigir”. Noberto 
Avena sustenta que, atualmente, há divergências quanto à 
recepção dessa previsão pela Carta Magna vigente. Segundo o 
autor, “um primeiro entendimento, majoritário na doutrina, 
inclina-se no sentido de que é inconstitucional a 
incomunicabilidade, pois se na vigência do Estado de Defesa, 
quando há a supressão de inúmeras garantias individuais, o 
preso não pode ficar incomunicável (art. 136, § 3º, IV, da CF), com 
mais razão isto deve ser observado nos estados de normalidade, 
em que as garantias estão sendo consideradas” (Processo Penal 
Esquematizado. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 
2009, p. 130). 

83. Correto. Conforme estabelece o art. 5º, XI, da CF/88, em caso de 
flagrante delito, ainda que sem o consentimento do morador, 
permite-se a entrada na casa de outrem, de dia ou de noite.  

84. Correto. O Ministério Público, ao receber os autos de inquérito 
policial da autoridade competente, poderá requisitar à 
autoridade policial, no prazo que determinar, novas diligências, 
desde que imprescindíveis ao oferecimento da denúncia (CPP, 
art. 16). Contudo, estando o indiciado preso, há entendimento 
doutrinário de que haverá constrangimento ilegal no retorno do 
inquérito à delegacia. Vale anotar que se o MP julgar necessários 
maiores esclarecimentos e documentos complementares ou 
novos elementos de convicção, deverá requisitá-los, diretamente, 
de quaisquer autoridades ou funcionários que devam ou possam 
fornecê-los (CPP, art. 47).  

85. Errado. Conforme prescreve o art. 17 do CPP, a autoridade 
policial não poderá mandar arquivar autos de inquérito.  



   
   

   
   

   
   

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86. Errado. Segundo o art. 33, parágrafo único, da Lei Orgânica da 
Magistratura Nacional, “quando, no curso de investigação, houver 
indício de prática de crime por parte do magistrado, a autoridade 
policial, civil ou militar, remeterá os respectivos autos ao tribunal 
ou órgão especial competente para julgamento, a fim de que 
prossiga na investigação”.  

87. Errado. Embora o inquérito policial substancie um procedimento 
administrativo, não há que se falar em contraditório e em ampla 
defesa. Não havendo acusação no inquérito policial, mas, sim, 
mera investigação de fatos, o indiciado não precisa contradizer. 
Ademais, o inquérito policial traduz-se como um procedimento 
inquisitivo, razão pela qual se veda o contraditório. Entretanto, é 
importante lembrar que na hipótese de inquérito instaurado pelo 
polícia federal objetivando a expulsão do estrangeiro, o 
contraditório faz-se necessário, assim como a ampla defesa.  

88. Correto. No STF, o entendimento atual é de que a prova obtida 
em decorrência de uma prova colhida por meio ilícito é 
inadmissível no processo, pois ilícita por derivação, ocasionando 
a nulidade do processo.  

89. Errado. Uma vez instaurado o inquérito, não pode a autoridade 
policial, por iniciativa própria, promover o seu arquivamento 
(CPP, art. 17). Vê-se, pois, que o princípio da indisponibilidade 
aplica-se, também, em sede de investigação policial.  

90. Errado. O Ministério Público, ao receber os autos de inquérito 
policial, poderá requisitar à autoridade policial, no prazo que 
determinar, novas diligências, desde que imprescindíveis ao 
oferecimento da denúncia (CPP, art. 16). Contudo, estando o 
indiciado preso, há entendimento doutrinário de que haverá 
constrangimento ilegal no retorno do inquérito à delegacia. 
Caberá, nesse caso, impetração de “habeas corpus”. Em outras 
palavras, os autos somente devem retornar à delegacia de origem 
se as diligências forem indispensáveis para o oferecimento da 
denúncia e o indiciado estiver solto (em liberdade).  

91. Errado. Consoante estabelece o § 1º do art. 10 do CPP, a 
autoridade policial fará minucioso relatório do que tiver sido 
apurado e enviará os autos ao juiz competente.  

92. Correto. Em se tratando de crimes de ação penal privada, deve-
se observar o comando preconizado no art. 5º, § 5º, do CPP, 
segundo o qual a autoridade policial somente poderá proceder ao 
inquérito mediante requerimento do ofendido ou de quem 
legalmente o represente (observar o que dispõe o art. 31 do CPP).  

93. Correto. Com a reforma do CP pela Lei nº 7.209/1984, a medida 
de segurança é imposta na sentença exarada no processo de 
conhecimento e tem natureza jurídica de uma absolvição 
imprópria.  



   
   

   
   

   
   

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94. Errado. A autoridade policial e a autoridade judiciária não 
podem, por iniciativa própria, promover o arquivamento do 
inquérito policial. Encaminhado o inquérito à autoridade 
judiciária, tratando-se de investigação de crime de ação penal 
pública, deverá o magistrado ordenar vista imediata ao 
Ministério Público, que poderá pedir o arquivamento dos autos 
do IP, oferecer denúncia ou requisitar diligências que se fizerem 
imprescindíveis.  

95. Errado. Segundo o art. 16 do CPP, o representante do Ministério 
Público não poderá requerer a devolução do IP à autoridade 
policial, senão para novas diligências, imprescindíveis ao 
oferecimento da denúncia-crime.  

96. Errado. A CF/88, em seu art. 5º, LIII, reza que “ninguém será 
processado nem sentenciado senão pela autoridade competente”. 
As autoridades policiais não têm as atribuições de processar e 
sentenciar, logo o dispositivo constitucional supra não se aplica 
a elas. Não há que se falar em nulidade quando uma autoridade 
policial atua em circunscrição de outra (RTJ 82, p. 18). Em se 
tratando de mera peça informativa, não há que se falar em 
nulidade do inquérito policial presidido por delegado pertencente 
à circunscrição distinta daquele onde ocorreu o fato.  

97. Correto. Segundo o art. 5º, I e II, do CPP, nos crimes de ação 
pública o inquérito policial será iniciado de ofício pela autoridade 
policial, o que ocorre mediante a expedição de portaria, ou 
mediante requisição (determinação; ordem) da autoridade 
judiciária ou do Ministério Público, ou a requerimento do 
ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo.  

98. Correto. Relatado minuciosamente o inquérito pela autoridade 
policial, esta encaminhará os autos do procedimento à 
autoridade judiciária, não podendo, de forma alguma, promover, 
por
Cássia Neres fez um comentário
  • obrigada
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    alcione fez um comentário
  • perfeito
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    Vivi Santos fez um comentário
  • muito bom
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    William fez um comentário
  • Muito bom; agradecido.
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