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Análise do filme Maria Antonieta

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Taís de Mello Figueiredo	Turma: AM1CS	Disciplina: História da Arte
Análise do filme “Maria Antonieta de Copollo” com base no texto do livro “História da Arte” de Graça Proença
Analisar: 
Arquitetura (interior e exterior)
Objetos
Sociedade/comportamento
Cores
Hábitos e costumes 
Roupas
 
Sobre o Rococó
 O século XVIII foi marcada pelo Rococó, um movimento artístico europeu que nasceu como uma reação da aristocracia francesa contra o Barroco suntuoso. O Rococó foi um estilo que teve expressão na arquitetura, na decoração e nas artes em geral, traduzindo-se sobretudo na moda. Para as mulheres, era muito importante a elegância no refinamento, nos enfeites com elementos caprichosos e extravagantes. Nesse período existia muita atenção e cuidado com o que o status exigia de cada um. A aparência era sempre um modo de expressão, repousando sobre a elaboração de imagens e símbolos. As cores fortes do barroco foram substituídas por cores de tons pasteis no Rococó.
 O termo “Rococó” originou-se da palavra francesa rocaille que significa concha em português. Esse detalhe marca muito esse período devido a perda dos excessos de linhas retorcidas do barroco que expressam as emoções humanas as quais se tornaram mais sinuosas, delicadas e leves parecendo muitas vezes uma concha nas decorações.
A igreja nesse período passa para segundo plano motivada pela criação das camadas sociais após a entrada da burguesia no poder, pois para alimentar essa nobreza foram criadas outras classes sociais.
Com o estado nas mãos da alta nobreza, iniciaram a construção de diversos palácios retirando dinheiro das classes mais baixas. Para fortalecerem seu status superior, essas construções eram repletas de detalhes e exageros por todos os lados, como em mobilharias, artesanato (tapeçarias), arquitetura (no interior dos palácios haviam construções grandes com o auxilio do espelho, e no exterior as construções eram menores parecendo as construções do período clássico anterior), pinturas (retratos dos nobres denunciando a sua riqueza) etc... gostavam de mostrar também a elegância com roupas sempre bem detalhadas, penteados de cabelos altos e joias.
Primeiras impressões
Roupas detalhadas, com a presença da cor dourada.
Arquitetura rica em detalhes e presença da cor dourada. 
Perucas simétricas e grandes.
Vestido simples, sem muitos detalhes, cor cinza azulada, tons pastel sem a presença da cor dourada. 
Sem joias e enfeites.
Arquitetura
Arquitetura: reflete um barroco sem exageros ou o estilo clássico dos renascentistas italianos.
Muitas janelas
Apreciavam a “natureza”.
Hábitos e Costumes
Sempre acompanhada.
Assistem ao café da manha deles.
 Muita comida no café da manha.
Costumes exagerados para comer e beber.
Moda
Sua pele esta mais pálida como o restante da cena e bem inocente.
Na primeira fase do filme as roupas, e cenas possuem os tons mais azulados.
Isso ocorre devido o maior controle sobre a própria situação de Maria.
Na 2 fase, Maria começa a aparecer com mais cores, camadas, saias, corpetes, babados, adornos etc....
All Star: Representa a passagem para o mundo Adulto de Maria.
Figurino com cores mais sóbrias e leves, tons pasteis 
Após o nascimento de sua filha, Maria abandona as festas e assume uma postura mais naturalista
Com a chegada da Revolução Francesa os tons pretos começam a dominar a cena
Conclusão
 O filme Maria Antonieta de Copolla reproduz os acontecimentos reais da época nas vestimentas das personagens. Tanto nos vestidos quanto nas cenas (arquitetura, hábitos e objetos). A iluminação e direção do filme também espelha muito bem os acontecimentos (cenas mais azuladas no começo do filme com a chegada de Maria ate as mais escuras do final com a Revolução francesa). 
 As cores utilizadas nas vestimentas e cenário são baseadas nos quadros pintados na época do Rococó. 
 As emoções dos personagens também são demarcadas por mudanças de cores nas vestimentas, no cenário e ate mesmo na maneira de ser filmado. 
 O filme mostra a indumentária da época de uma maneira bem moderna mas bem fiel. 
 Ate mesmo a trilha sonora do filme (rock dos anos 1980) é proposital devido a época das musicas (década da adolescência de Sofia Coppola) e também pela rebeldia que toma conta da princesa. Essa trilha sonora visa aproximar a saga da rainha do cotidiano dos adolescentes da época. 
 Durante o filme são mostrados símbolos que deixam bem claro que o filme definitivamente não é um filme de época convencional, mas sim uma historia contada através do filtro subjetivo da realizadora, uma versão estilizada da versão verdadeira.
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