RESUMO: DENTÍSTICA (inclui: Passo a Passo de Restauração de Dentes Anteriores & Posteriores com Resina Composta)
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RESUMO: DENTÍSTICA (inclui: Passo a Passo de Restauração de Dentes Anteriores & Posteriores com Resina Composta)


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Resumo - Dentística 
Restauração de dentes anteriores 
- Principais motivos de sua realização: cárie, dentes manchados... 
- Por se tratarem de dentes visíveis externamente, é preciso que os materiais restauradores sejam capazes de 
mimetizar o dente natural. Por exemplo: cor, translucidez e textura. 
- Algumas vantagens de se trabalhar com resinas: elas fazem \u2013 com êxito \u2013 o reforço das estruturas dentárias 
remanescentes; apresentam resiliência; permite controle maior do tempo de trabalho devido à fotopolimerização 
(ao contrário do amálgama, por exemplo, que se cristalizava com o tempo e impossibilitava um tempo de trabalho 
demasiado longo); apresenta facilidade de reparo; e a técnica é realizada em baixo número de sessões (geralmente 
duas se tudo ocorrer direito). 
Classes III, IV e V em Anteriores 
 
 
 - Relembrando: 
> Classe III: faces proximais dos dentes anteriores (incisivos ou caninos), sem prejuízo do ângulo incisal. Geralmente 
a lesão estará mais para o terço cervical do que o incisal. 
> Classe IV: igual à classe III, mas com perda do ângulo incisal. Geralmente são resultado de fraturas, ou evolução de 
cárie de classe III. 
> Classe V: terço cervical (gengival) dos dentes, seja vestibular, lingual ou palatino. 
Determinantes do sucesso 
- Indicação precisa, escolha do tipo e cor melhor indicados, adequado tratamento do remanescente dentário, bom 
acabamento e polimento, adequada inserção da resina. 
Sequência Operatória 
1) Procedimentos pré-operatórios e profilaxia: 
- Fazer anamnese; 
- Fazer exame radiográfico para saber a extensão da lesão; 
- Profilaxia é feita com pedra-pomes e água, usando-se escova de Robson ou taça de borracha. A profilaxia tem a 
função de permitir que o dentista tenha ideia da cor original do dente (impurezas deixariam a cor diferente da 
original); 
2) Seleção de cor: 
- Tem que ser feita antes do isolamento absoluto, pois o dente seco fica com cor 
diferente da original; 
- Fabricante fornece escala de cor das suas resinas; 
- Pode-se colocar um pouquinho de resina na vestibular do dente e fotopolimerizar, só 
para confirmar se a cor está boa. A retirada será fácil pois, obviamente, o sistema 
adesivo não foi usado. 
3) Checar contatos oclusais e anestesia: 
- A anestesia é porque os grampos do isolamento absoluto ou fios retratores são dolorosos. 
4) Acesso à cavidade: 
- Forma de contorno; 
- Acesso deve ser feito preferencialmente por lingual ou palatino caso os dentes vizinhos estejam presentes e 
intactos. Se não existir dentes vizinhos, não tem problema (óbvio) fazer o acesso pela própria face proximal. 
- Usaremos pontas diamantadas esféricas em alta rotação; 
- Evitar estragar pontos de contato caso eles não tenham sido vítimas da lesão; 
- Se for cavidade complexa VPP (vestibular-proximal-palatina), não tem problema afetar os pontos de contato; 
- Para classes IV: o contorno já estará praticamente feito, só devemos nos atentar para remover possíveis esmaltes 
fragilizados; 
- Bisel é opcional, ele só disfarça a fronteira dente-restauração; 
- Para classes V: cavidade tem que ser em formato de meia-lua; 
5) Isolamento do campo operatório: 
- Preferencialmente o absoluto, ao menos que se trate de uma cárie classe V que esteja muito para a cervical; 
- Grampos vão nos pré-molares, por cima do lençol mesmo; 
 - Não se esquecer dos princípios de Black: 
> Forma de resistência: preservar estruturas de reforço (como cristas marginais); 
> Forma de retenção: paredes arredondadas; 
> Forma de conveniência: afastamento temporário com elástico, grampos específicos, proteger dentes vizinhos com 
matriz de metal; 
6) Remoção da dentina cariada remanescente: 
- Curetas de dentina para tirar as partes amolecidas; 
- Depois brocas esféricas em baixa rotação (a maior que couber); 
7) Acabamento das paredes: 
- Biselamento pode ser feito no ângulo cavossuperficial vestibular; 
8) Limpeza da cavidade. 
 
9) Proteção do complexo dentino-pulpar / Procedimentos adesivos 
- Bolinha de algodão para secar, se preciso for ;) 
- Uso de microbrushes; 
10) Inserção da resina composta: 
- Fazer técnica incremental devido à contração de polimerização; 
- Espátula de inserção recomendada são as da linha Suprafill (mais delgadas); 
- Para classe III proximal: fazer incremento gengival com resina de dentina, depois incremento incisal; por fim 
incremento sobre isso tudo com resina enamel-like (mimetiza esmalte, é mais translúcida); 
- Para classe IV: guia de silicone, ou matriz de poliéster; 
 - \u201cGuia de silicone\u201d = molde com material de condensação pesado e vaza-se gesso; faz-se restauração em cera; 
- Para classe V: importante reproduzir bossa; 
11) Remoção de excessos grosseiros e ajustes oclusais: 
- Lâmina de bisturi; 
- Acabamento e polimento: discos para a vestibular, tiras de lixa para as proximais (técnica do S); 
- Pastas com discos de feltro; 
 
Restaurações em resina de dentes posteriores 
 
Resinas compostas: 
- intensamente utilizadas e pesquisadas; 
- estética; 
- conservação dos tecidos dentários; 
- controvérsia do mercúrio; 
- são mais resilientes; 
- possibilitam maior controle do tempo de trabalho; 
- facilidade de reparo; 
- técnica realizada em menor número de sessões e mais barata; 
- a alta quantia de partículas promove maior resistência e rigidez; 
- sensíveis à técnica; 
- módulo de elasticidade é inferior ao do amálgama; 
Tipos de cavidade em que pode ser usada (posteriores): 
- Classe I; 
- Classe II: MOD ou de duas faces, slots verticais, slots horizontais, túnel; 
Determinantes do sucesso: 
- Indicação precisa (por exemplo: indivíduo com índice altíssimo de cárie não pode ter restauração com resina, o 
problema precisa ser tratado antes); 
- Escolha adequada de tipo e cor da resina (ex: microparticuladas não podem ser usadas em posteriores); 
- Adequado preparo; 
- Adequada inserção da resina (incrementos); 
- Controle dos efeitos da contração de polimerização; 
- Bom acabamento e polimento; 
- Acompanhamento periódico; 
Insucessos: 
- Indicação imprecisa; 
- Execução incorreta; 
- Deficiências na manutenção; 
- EX de males na integridade marginal: infiltração, cáries adjacentes, pigmentação, fratura (da restauração ou do 
remanescente dentário), desgaste (caso paciente tenha bruxismo); 
- Longevidade limitada: associada ao desgaste ou alteração de cor; 
Sequência operatória (Classes I e II com resina composta) 
1) Procedimentos pré-operatórios; 
2) Profilaxia; 
3) Seleção de cor; 
4) Verificação dos contatos oclusais e anestesia; 
5) Acesso à cavidade; 
6) Isolamento do campo operatório; 
7) Preparo cavitário; 
8) Limpeza da cavidade; 
9) Proteção do complexo dentino-pulpar; 
10) Inserção da Resina composta; 
11) Ajuste oclusal; 
12) Acabamento e polimento; 
OBS: esses passos já foram explicados mais anteriormente, então, só vou repassar as coisas exclusivas 
para estes tipos de cavidades; 
1) Procedimentos pré-operatórios; 
2) Profilaxia; 
3) Seleção de cor; 
 
4) Verificação dos contatos oclusais e anestesia: 
 - Contato oclusal não pode se dar na interface dente-restauração; 
5) Acesso à cavidade: 
- Ponta diamantada esférica em alta rotação (1011, 1012, 1013); 
- Acesso em forma de gota; 
- Trabalhar a nível supra-gengival, dentro do possível; 
6) Isolamento do Campo operatório; 
 
7) Preparo cavitário: 
- Basicamente a remoção do tecido cariado; 
- Black: 
> Resistência: ângulos internos e áxio-pulpar arredondados; 
> Acabamento das paredes: para posteriores não biselar o ângulo cavossuperficial; 
OBS: Pode haver caso de substituição de restauração já feitas na boca do paciente;
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