RESUMO: RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA (inclui: Incidências; Anatomia em Radiografia Panorâmica; Princípios de Interpretação; Aspecto Radiográfico de Lesões e Alterações Dentais e Periapicais)
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RESUMO: RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA (inclui: Incidências; Anatomia em Radiografia Panorâmica; Princípios de Interpretação; Aspecto Radiográfico de Lesões e Alterações Dentais e Periapicais)


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Resumo: Radiologia (incidências e anormalidades) 
 
Incidências 
 
- Há 3 planos principais de referência para as incidências: 
\u2022 Plano Sagital 
\u2022 Plano Axial (ou \u201cbasal\u201d) 
\u2022 Plano Frontal 
- Há 3 tipos de incidências propriamente ditas: 
\u2022 Laterais 
\u2022 Póstero-Anteriores 
\u2022 Axiais 
- Nós veremos todos estes 3 tipos acima em detalhes! 
1) Incidências Laterais: 
 
 
 
 
 
 
 
 
a) Lateral de Mandíbula para ângulo e ramo de mandíbula: 
- Paciente: o plano sagital mediano (ou P.S.M.) do paciente ficará paralelo ao chassi e 
inclinado 60° em relação ao plano horizontal; 
- Incidência: se dá na região de ângulo de mandíbula do lado oposto ao ramo de 
mandíbula que se deseja radiografar; 
- Angulação: 0° vertical e 90° horizontal; 
- Chassi: 60° em relação ao plano horizontal; 
- Distância focal: 50cm; 
- Indicação: diagnóstico de corpo estranho ou lesões, fraturas, elementos retidos (inclusos ou impactados), estudo de glândulas 
salivares; 
OBS: o estudo de glândulas salivares é feito, hoje em dia, mais com a ressonância magnética do que incidências radiográficas; 
b) Lateral de Mandíbula para corpo de mandíbula: 
- Idêntico ao tipo anterior em todos os aspectos, só muda o posicionamento do paciente: 
o ápice nasal ficará voltado para o filme; 
 
 
c) Modificação de Djian: 
- Paciente: P.S.M. paralelo ao chassi e perpendicular ao plano horizontal; 
- Incidência: região de ângulo de mandíbula do lado oposto ao que se deseja 
radiografar; 
- Pode ser usada tanto para ramo & ângulo, quanto para corpo de mandíbula; 
- Angulação: - 30° vertical e 90° horizontal; 
- Distância focal: 50 cm; 
- Chassi: perpendicular ao plano horizontal; 
- Usada quando o paciente está impossibilitado de virar a cabeça por algum motivo; 
d) Telerradiografia lateral: 
- Paciente: P.S.M. paralelo ao chassi e perpendicular ao plano horizontal (ou P.H.); plano de Frankfort paralelo ao P.H.; Camper 
10° para cima em relação ao P.H.; 
- Incidência: região do trago; 
- Angulação: 0° vertical e 90° horizontal; 
- Chassi: perpendicular ao plano horizontal; 
- Usado para documentação biológica, permite comparações; 
- Distância focal 1,52m; 
- Indivíduo tem que estar em oclusão habitual e tecidos moles em repouso; 
- Indicações: ortodontia (cefalometria), traumas, fraturas, cirurgia ortognática, implantodontia. 
 
 
 
 
 
2) Incidências Póstero-Anteriores: 
 
 
 
 
 
 
a) Telerradiografia Frontal: 
- Paciente: P.S.M. perpendicular ao chassi e ao P.H.; plano de Frankfort paralelo ao P.H.; 
Camper 10° para cima em relação ao P.H.; 
- Incidência: 2cm acima da protuberância occipital; 
- Angulação: 0° vertical e 0° horizontal; 
- Chassi: perpendicular ao plano horizontal; 
- Distância Focal: 1,52m; 
- Indicações: ortodontia, cirurgia ortognática, traumatologia, sialografia; 
 
b) P.A. de Mandíbula: 
- Paciente: P.S.M. perpendicular ao chassi e ao P.H.; plano de Frankfort 25° para baixo e 
paciente com boca aberta; 
- Incidência: 2cm abaixo da protuberância occipital; 
- Angulação: 0° vertical e 0° horizontal; 
- Chassi: perpendicular ao plano horizontal, à frente do paciente; 
- Distância focal: 80cm; 
- Usada amplamente para comparar um lado com o outro (proporcionalidade); 
- Indicações: patologias, corpos estranhos, traumatologia, cirurgia; 
 
c) P.A. de Seio Frontal (\u2018Caldwell\u2019 ou fronto-naso-placa): 
- Paciente: P.S.M. perpendicular ao chassi e ao P.H.; plano de Frankfort 25° para baixo; Camper 15° para baixo em relação ao 
P.H.; 
- Incidência: 3cm acima da protuberância occipital; 
- Angulação: +20° vertical e 0° horizontal; 
- Chassi: perpendicular ao plano horizontal à frente do paciente; 
- Indicações: patologias, sinusopatias; 
 
 
 
 
 
d) P.A. de Seios Maxilares (\u2018Waters-Waldron\u2019 ou mento-naso-placa): 
- Paciente: P.S.M. perpendicular ao chassi e ao P.H.; plano de Frankfort 45° para cima; Camper 37° para cima em relação ao P.H. 
e paciente com boca aberta; 
- Incidência: 2cm acima da protuberância occipital; 
- Angulação: 0° vertical e 0° horizontal; 
- Chassi: perpendicular ao plano horizontal, à frente do paciente; 
- Distância focal: 80cm; 
- Indicações: patologias, sinusopatias, traumatologia, cirurgias; 
 
3) Incidências Axiais: 
a) Submentovértex (ou Hirtz Invertida): 
- Paciente: P.S.M. perpendicular ao chassi e ao P.H.; plano de Frankfort paralelo ao chassi e perpendicular ao P.H; 
- Incidência: 4cm abaixo do mento; 
- Angulação: 0° vertical e 0° horizontal; 
- Chassi: perpendicular ao P.H.; 
- Distância focal: 60 a 75 cm; 
- Indicações: traumatologia (fratura do arco zigomático), cirurgia, estudo da ATM, estudo da base do crânio, seio esfenoidal, seio 
maxilar; 
 
 
 
 
 
Anatomia Radiográfica da Incidência Panorâmica 
- Não confundir incidência panorâmica com corte panorâmico de tomografia (este último fornece um resultado fidedigno); 
- A imagem da incidência panorâmica tem uma distorção inevitável de 20 a 30%; 
OBS: nesta aula, o professor não passou conteúdo pelo projetor. Ele apenas distribuiu uma folha sulfite com um desenho 
esquemático de uma tomada panorâmica, e apontou algumas estruturas anatômicas. Na folha seguinte, poderá observar os 
aspectos anatômicos citados e suas respectivas localizações! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Princípios de Interpretação Radiográfica 
 
- O diagnóstico é obtido através da soma de: 
Exames Clínicos; 
Exames Radiográficos; 
Exames Laboratoriais; 
- O que é a radiografia? R: É o registro fotográfico de uma imagem produzida pela passagem de uma fonte de raios X através de 
um objeto. 
- Qual a importância da radiografia? R: Ela auxilia no estabelecimento do diagnóstico, colabora no plano de tratamento e orienta 
e acompanha qualquer manobra terapêutica. Descobrir, confirmar, classificar, definir e localizar lesões. 
- Nota-se que a imagem radiográfica de um paciente é altamente variável com o tempo, não é algo atemporal. Portanto, não 
adianta você ter uma imagem radiográfica do ano 2012 do seu paciente e querer usá-la como referência para fazer uma cirurgia 
em 2016. 
- A qualidade da radiografia é resultado de um bom padrão: máximo de detalhes, mínima distorção e grau médio de contraste e 
densidade. O objetivo de fazer-se o controle de qualidade das imagens é a obtenção de imagens fidedignas frente a níveis 
mínimos de exposição. 
- Os exames de rotina para odontologia são os intraorais e ou extraorais (estes últimos são geralmente feitos em clínicas 
especializadas). 
- As radiografias induzem algum risco ao paciente? R: As radiografias intra e extraorais apresentam menos risco ao paciente do 
que radiações de fundo ambiental (raios U.V., radiação cósmica, etc.). 
Princípios da interpretação radiográfica 
1º Princípio: 
- A região a ser interpretada deve aparecer totalmente na radiografia e na incidência que melhor reproduza a região. 
2º Princípio: 
- A radiografia a ser interpretada deve abranger a área alterada e uma área saudável circundante. 
3º Princípio: 
- Há necessidade de conhecimento da anatomia e suas variações; bem como o conhecimento das entidades patológicas que 
podem provocar o aparecimento de imagens radiográficas. 
4º Princípio: 
- Sempre que se inicia um tratamento odontológico, há necessidade de um levantamento completo dos arcos dentais, e/ou das 
regiões edêntulas (se existentes), mesmo que não ocorra uma suspeita clínica. 
 
Visualização de Radiografias 
- Negatoscópio; 
- Lupas; 
- Ambiente escuro; 
Órgão Dentário:
Arlene
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Radiologia odonto
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