Apostila Projeto de Fábrica e Layout
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Apostila Projeto de Fábrica e Layout

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APOSTILA DA DISCIPLINA:
PROJETO DE FÁBRICA E LAYOUT

Profª. Érika Márcia de Souza

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PROJETO DE FÁBRICA E LAYOUT

Programa da disciplina

Ementa

Classificação de modelos e seleção de critérios. Coleta e análise de informações sobre o
produto o processo e a programação. Planejamento sistemático de “Layout” (SLP). Tipos
clássicos de arranjo físico. Estudo de fluxo. Dimensionamento de áreas. Movimentação de
materiais.

Técnicas quantitativas de avaliação. Projeto da fábrica. Apresentação do “Layout”.
Localização industrial e o meio ambiente..

Objetivos

Dar aos alunos informações técnicas de elaboração e análise de projetos industriais,
abordando especificamente a parte de layout.

Conteúdo programático
1. Fundamentos
2. Sistematização de projetos de arranjo físico
3. Dados de entrada
4. Fluxo de materiais
5. Diagrama de fluxo e/ou interrelações
6. Determinação dos espaços
7. Determinação de interrelações entre espaços
8. Planejamento de arranjo físico detalhado

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Bibliografia recomendada

BUFFA, E. Modern Production/Operation Management. New York, USA: Jonh Wiley
& Sons, 1987.

CHASE, R. B,; JACOBS, R.; AQUILANO, N. J. Administração da produção para a vantagem
competitiva. 10. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.

CORRÊA, H. L.; CORRÊA, C. A., Administração da produção e operações: manufatura
e serviços – uma abordagem estratégica, 2. ed., São Paulo: Atlas, 2006.

DAVIS, M.M. et al. Fundamentos da administração da produção. 3. ed. Porto
Alegre: Bookman, 2001.

LAUGENI, F. P.; MARTINS, P. G. Administração de produção. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2005.
MONKS, J. G. Administração da produção. São Paulo: McGraw Hill, 1987.

MOREIRA, D. A. Administração da produção e operações, 2. ed. São Paulo: Cengage Learning,
2008.

MUTHER, Richard. Planejamento do Layout: Sistema SLP. São Paulo: Edgard Blucher, 1978.
RITZMAN, L. P.; KRAJEWSKI, L.J. Administração da produção e operações. 2. ed. São Paulo:
Prentice Hall, 2008.

SLACK, N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, R. Administração da produção, 3. ed. São Paulo:
Atlas, 2005.

Caros alunos,

A presente apostila se presta a servir de fonte inicial de esclarecimento e
orientação sobre o conteúdo da disciplina Projeto de Fábrica e Layout, não
devendo, no entanto, ser considerada a única fonte de informação e estudo. O
aprofundamento conceitual, bem como aplicações práticas adicionais, devem ser
consultados nas obras indicadas na Bibliografia da disciplina.

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1. FUNDAMENTOS

Dentre as disciplinas associadas ao projeto de um sistema de produção, destaca-se o projeto de
arranjo físico (plant layout design), definido como o conjunto de atividades envolvidas na
localização de departamentos de fabricação, linhas de produção, centros de trabalho, máquinas e
funções auxiliares (ferramentaria, manutenção, etc.) e na definição de rotas e meios de
movimentação apropriados.

DEFINIÇÕES
Segundo Muther (1986) e Slack, Chambers e Johnson (2002), o arranjo físico ou layout pode ser
definido como o estudo do posicionamento relativo dos recursos produtivos, homens, máquinas e
materiais, ou seja, é a combinação dos diversos

equipamentos/máquinas, áreas ou atividades funcionais dispostas adequadamente. Decidese onde
colocar todas as instalações, máquinas equipamentos e pessoal da produção, preocupando-se com o
posicionamento físico dos recursos de transformação, determinando a forma e a aparência desta
unidade produtiva, e também o fluxo dos recursos transformados através das operações.

É frequentemente uma atividade difícil e de longa duração por causa das dimensões físicas dos
recursos de transformação movidos e podem afetar o fluxo dos materiais e pessoas, o que poderá
acarretar maiores ou menores custos e eficácias da produção (SLACK; CHAMBERS; JOHNSON,
2002). Um erro pode produzir padrões de fluxo longos e confusos, estoque de materiais, filas de
clientes formando-se ao longo da operação, inconveniência para os clientes, tempos de
processamento longos, operações inflexíveis, fluxo imprevisíveis e altos custos.

Segundo Ritzman e Krajewski (2008), ao se alterar um arranjo físico, pode-se afetar o modo de
como uma empresa busca atingir suas prioridades. Os objetivos visados com um bom layout são: I.
Aumentar a moral e satisfação no trabalho;

II. Incrementar a produção, reduzindo as demoras, manuseios e tempos de manufatura
(menor demora e distância);

III. Maior utilização de equipamentos, mão-de-obra e serviços (reduzindo distâncias e tempos
improdutivos);

IV. Reduzir os riscos para os colaboradores;

V. Melhorar a comunicação. Slack, Chambers e Johnson (2002) afirmam que para se projetar um
arranjo físico, deve-se fazer uma análise do que realmente deseja-se alcançar. Devem ser muito
bem compreendidos os objetivos estratégicos da produção, como ponto de partida, dos muitos
estágios que levam ao arranjo físico final da produção. Em várias situações, torna-se necessário um
estudo de layout:

I. Ineficiência das instalações (fabricação de novos produtos, aquisição de máquinas, necessidade
de maior espaço para estocagem, etc);

II. Redução dos custos de produção;
III. Variação da demanda (aumento ou decréscimo na produção);

IV. Ambiente de trabalho inadequado (ruídos, temperaturas, iluminação, etc);
V. Excesso de estoques (fluxo do produto não está bom);

VI. Manuseios excessivos (provocam estragos e atrasam a produção);
VII. Instalação de uma nova fábrica.

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LAYOUT OU LEIAUTE?

Layout é uma palavra da língua inglesa que faz parte da terminologia de diversas áreas
profissionais: em editoração e diagramação significa a forma de organização de elementos
textuais e gráficos nas páginas de um documento. Já, no projeto de circuitos eletrônicos, significa
a disposição dos componentes na placa de circuito impresso; em manufatura este termo está
relacionado com a disposição dos recursos de produção na instalação industrial.

Esta palavra, a rigor, consta nos dicionários brasileiros com a grafia leiaute. A forma
aportuguesada parece ser pouco conhecida e utilizada no meio empresarial. Na linguagem
corporativa brasileira a expressão original layout é largamente utilizada (PEINADO; GRAEML,
2007).

VOLUME-VARIEDADE

O projeto de arranjo físico busca minimizar custos de movimentação, reduzir o
congestionamento de materiais e pessoas, incrementar a segurança, o moral e a comunicação,
aumentar a eficiência de máquinas e mão-de-obra e apoiar a flexibilidade.

A concepção ou planejamento do sistema de produção segue, então, influenciado essencialmente
pelo fluxo do trabalho, o qual deve ser racional evitando-se que os deslocamentos, sejam de
pessoas ou materiais, quando necessários ocorram por distâncias reduzidas, outro aspecto a ser
considerado quando da elaboração do arranjo físico, trata-se do conforto e da segurança que deve
ser proporcionada aos trabalhadores.

Para tal, baseia-se principalmente na configuração do sistema de produção, que deve assumir
uma das seguintes orientações básicas:

(a) sistemas orientados a processos (produção intermitente), caracterizados por baixo volume,
alta variedade, fluxo de materiais intermitente, máquinas universais, emprego intensivo de mão-
de-obra.

(b) sistemas orientados a produtos (produção contínua), caracterizados por alto volume, baixa
variedade, fluxo de materiais contínuo, máquinas especiais, aplicação intensiva de capital.
Deymesson Felix fez um comentário
  • Amigo vc teria algum livro de clovis neumann?
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