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FACULDADE PRESBITERIANA AUGUSTO GALVÃ1

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FACULDADE PRESBITERIANA AUGUSTO GALVÃO
CURSO ENGENHARIA AMBIENTAL
CONSERVAÇÃO E RECUPERAÇÃO AMBIENTAL 
CAMPO FORMOSO- BA
2016
YARA
MICHELLY DE OLIVEIRA
CONSERVAÇÃO E RECUPERAÇÃO AMBIENTAL 
Trabalho apresentado à Faculdade Presbiteriana Augusto Galvão como avaliação para obtenção de nota na disciplina de Recuperação e Conservação Ambiental ministrada pelo docente Tiago Borges. 
CAMPO FORMOSO- BA
2016
REBIMAR- Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha
 
Cidade: Pontal do Paraná
Nome da Instituição/Empresa: Associação MarBrasil 
OBJETIVO GERAL: O objetivo do programa REBIMAR é recuperar a biodiversidade marinha do litoral do Paraná e os estoques pesqueiros.
O QUE OCORREU: A plataforma rasa paranaense é utilizada por embarcações industriais de outros estados para arrasto de fundo com o objetivo de capturar o camarão. O constante varrimento dessa área por estas embarcações resulta na degradação física e biológica do ecossistema marinho, além de ser uma prática com maior capacidade de captura, o que gera uma concorrência injusta com as atividades de pesca artesanais. Este problema foi identificado por meio de pesquisas pretéritas realizadas pela associação marbrasil e de relatos dos pescadores artesanais. por este fato, justifica-se a implantação de recifes artificiais para conservação e recuperação da biodiversidade marinha. 
MEDIDAS TOMADAS: A metodologia do Projeto engloba ações técnicas, científicas e de integração com a comunidade, as quais estão distribuídas para atender nove objetivos específicos que se integram e se complementam para o alcance do objetivo geral . Os objetivos específicos relacionados ao levantamento e monitoramento da biodiversidade estão divididos em ações direcionadas em substratos artificiais e em substratos naturais rochosos. Para a realização destas ações, o projeto contempla a utilização de embarcação rápida e segura, equipada para atuação em mar aberto, e todos os licenciamentos para coleta biológica científica e didática e para o transporte e manutenção de espécies vivas para fins didáticos em aquários.
RESULTADOS: A prática já serve de exemplo para outros lugares, considerando que a instrução normativa do IBAMA, que rege a instalação de recifes artificiais no Brasil, foi baseada no processo feito pelo programa REBIMAR. Outras localidades poderão reproduzir essa prática e, por sua vez, buscar soluções para resolver os problemas de manejo dos recursos pesqueiros e auxiliar a população que deles dependem, pois é uma estratégia já utilizada em diversos lugares do mundo e agora no brasil. Além disso, a participação da população é um diferencial significativo no projeto, já que foram realizadas 13 reuniões públicas para que a instalação das estruturas atendesse as necessidades dos pescadores artesanais, reduzindo o conflito com os pescadores industriais. As principais ações que destacam esse diferencial é são as atividades voltadas para a participação da população, com significativo investimentos na comunicação e diálogo com a comunidade local. O projeto vem se construindo de forma participativa e integradora. Não só as representações sociais vem sendo ouvidas, mas o pescador que enfrenta os problemas da pesca no dia a dia. Mais da metade da equipe é voltada para os componentes de pesca, socioeconomia, educação ambiental e comunicação.
Patrocínio : 
PROJETO ARARA AZUL
	
	Local: O Projeto é realizado no Pantanal, principalmente do Estado do Mato Grosso do Sul e esporadicamente no Estado de Mato Grosso.
	
OBJETIVO GERAL: Manter populações viáveis de araras azuis (Anodorhynchus hyacinthinus), a médio e longo prazo em vida livre no seu ambiente natural; Promover a conservação da biodiversidade e do Pantanal.
O QUE OCORREU: A bióloga Neiva Guedes acompanhava um curso de conservação da natureza quando encontrou uma árvore repleta de aves. O bando era majestoso, composto por cerca de trinta indivíduos que coloriam a paisagem com um azul vibrante. Os olhos, negros, eram destacados por um anel amarelo de cor intensa e o bico era extremamente forte, capaz de quebrar a casca das mais duras sementes. Pela primeira vez na vida, Neiva se deparava com a maior arara do mundo, a arara-azul.
Mas aquela era uma cena rara. O desmatamento derrubava acuris e bocaiuvas, as palmeiras responsáveis pela produção das sementes que servem de alimento para arara-azul. O manduvi, árvore de cerne macio que abriga mais de 90% dos ninhos da espécie, dava lugar a pastos e plantações. Traficantes de animais escalavam as árvores que permaneciam de pé para pegar os filhotes e vendê-los, principalmente no exterior. Os animais eram transportados em caixas pequenas e superlotados, sem água e sem comida. O estresse era grande e, na briga por espaço, as ararinhas acabavam mutiladas ou mortas. Algumas aves eram forçadas a consumir bebidas alcoólicas para se acalmar, enquanto outras recebiam um soco, para quebrar osso esterno e impossibilitá-las de cantar. A arara-azul estava à beira da extinção.
MEDIDAS TOMADAS: Em 1990 Neiva iniciou o Projeto Arara Azul. Com o objetivo de manter populações viáveis da espécie em vida livre no seu habitat natural e promover a conservação da biodiversidade do Pantanal, a bióloga começou a mudar a história da espécie.
A arara-azul passou a ser minuciosamente estudada. Dados sobre a biologia e reprodução eram coletados diariamente, a saúde dos filhotes era monitorada, ninhos artificiais foram instalados para aumentar a quantidade de locais disponíveis para a postura de ovos, tábuas foram colocadas em ninhos naturais que apresentavam uma abertura muito grande, deixando os filhotes mais protegidos contra predadores e as intempéries do tempo. 
RESULTADOS: Graças ao Projeto Arara Azul, a espécie saiu da Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção, elaborada pelo ICMBio, em 2014. Mas há muito trabalho pela frente a espécie ainda é classificada como vulnerável pela lista vermelha da IUCN (União Internacional pela Conservação da Natureza na sigla em inglês). Assim, os esforços do Projeto Arara Azul continuam para tentar mudar esse status. Em 22 anos a população, que era de 1.500 indivíduos, chegou a 5000 e as araras-azuis voltaram a pintar os céus do Pantanal.
Em paralelo um trabalho de educação ambiental era desenvolvido nas escolas, informando às crianças das ameaças do desmatamento e do tráfico de animais. As pessoas passaram a ter orgulho das aves e informavam o projeto da localização de novos ninhos. O tráfico passou a ser quase inexistente. 
Patrocínio : Universidade Anhanguera-Uniderp, Fundação Toyota do Brasil,  Toyota do Brasil, Refúgio Ecológico Caiman, Bradesco Capitalização, Parrots International, UNIEMS, entre outros.
REFERENCIAS 
Disponível em : http://www.projetoararaazul.org.br/Arara/default.aspx Acesso em : 03/10/2016.
Disponível em : https://doe.wwf.org.br/adoteumaarara?gclid=CO66i4-vwc8CFUwFkQodaU8K8g Acesso em : 03/10/2016.
Disponível em : http://www.marbrasil.org/rebimar/sobre/ Acesso em : 03/10/2016.
Disponível em : http://www.fundacaotoyotadobrasil.org.br/projetos/arara-azull Acesso em : 03/10/2016.
Disponível em http://www.fiepr.org.br/nospodemosparana/uploadAddress/Programa_REBIMAR[60682].pdf Acesso em : 03/10/2016.