Pessoa natural - Resumo
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Pessoa natural - Resumo


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Direitos da Pessoa Natural
Direitos da Pessoa Natural
Personalidade: A personalidade é atributo intrínseco das pessoas. O conceito de “Pes-
soa” pode ser extraído do Art. 1º do Código Civil, segundo o qual toda pessoa é capaz
de direitos e deveres na ordem civil. Temos aqui a chamada capacidade de direito. Daí
poder-se dizer que pessoa é aquele ser dotado de personalidade, porque só as pessoas
são “sujeitos de direitos e deveres”.
Não se confunde com capacidade de fato / de exercício, que é a aptidão para exercer
direitos e deveres, o que se dá somente com a observância de alguns requisitos, sendo o
mais importante deles a maioridade.
Início da Personalidade: Art. 2º, CC: A personalidade tem início a partir do nascimento
com vida, isto é, saída do nascituro para o mundo exterior, com respiração (a entrada
de ar nos pulmões).
Para não confundir...
Nascituro: É o ser humano que já foi concebido e está no ventre da mãe, em ges-
tação. O art. 2º, CC, prevê direitos ao nascituro desde a concepção, como direito a
alimentos (L. 11.804/08, alimentos gravídicos) e à vida, por exemplo.
Embrião: É o produto da união dos gametas masculino e feminino. Para o STF (ADI
3510/DF), o embrião in vitro, pré-implantado, não é pessoa.
Natimorto: É o feto que sai sem vida do útero materno, devendo ser registrado, no
livro “C Auxiliar”, como “nascido sem vida”. Aquele que vive apenas 1 segundo é nati-
morto e terá 2 registros, o de nascimento e o de óbito.
Natalista (STF, ADI 351/DF): Interpretação literal do art. 2º, CC; a pessoa natural só
adquire direitos da personalidade a partir do nascimento com vida.
Embrião: Dá-se a personalidade de jurídica da pessoa natural desde a concepção.
Natimorto: A personalidade tem início na concepção, mas se trata de uma perso-
nalidade sob a condição suspensiva do nascimento com vida.
Pessoa natural
Direito Civil
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Registro das Pessoas Naturais
Averbação de Atos: Art.10, CC
Estado da Pessoa Natural
Segundo o art. 9º, CC, estão sujeitos a registro público:
I) Nascimentos, casamentos e óbitos.
II) Emancipação (por outorga ou judicial).
III) Interdição1.
IV) Sentença de ausência ou de morte presumida.
Nota: Nem todos os atos relativos à existência, estado e capacidade das pessoas naturais
são levados a registro.
Ex.: A maioridade não se registra no cartório.
I) Sentenças de nulidade ou anulação do casamento, o divórcio, a separação judicial e o
restabelecimento da sociedade conjugal.
II) Atos judiciais ou extrajudiciais que declarem ou reconheçam a liação.
Registro X Averbação
Registro: ato que visa armar ou negar a existência, estado ou a capacidade da pes-
soa natural (Ex.: o casamento, a emancipação.)
Averbação: ato que pretende modicar ou, ainda, cancelar o próprio registro. (Ex.:
no registro do casamento, averbar-se a sentença / certidão de divórcio.)
Capacidade de Fato: é a capacidade para o exercício de direitos, envolve, além da persona-
lidade, o preenchimento dos requisitos legais para que o sujeito de direitos possa exercê-los.
Capacidade X Legitimidade
Legitimidade
Não afeta a capacidade da pessoa
Exigência legal para prática de certos atos
Implica apenas na validade dos atos
1OBS.: Depois do Estatuto da Pessoa com Deciência, há quem sustente não haver mais falar em interdição.
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Art. 3º, CC/02 - Incapacidade Absoluta.
Atenção: Com a L. 13.146/15, como ca?
Após o advento do Estatuto da Pessoa com Deciência, somente são absolutamente
incapazes para o exercício dos atos da vida civil os menores de 16 anos.
Serão representados pelos pais.
A não observância gera nulidade do ato praticado pelo menor.
O idoso é incapaz? A senectude / senilidade, por si só, não gera a incapacidade.
Art. 4º, CC – Incapacidade Relativa
Trata-se de preocupação do legislador em dar a certas pessoas a proteção de outras, para
que não sejam lesadas, embora tenham capacidade, mesmo que não plena.
Quem é relativamente incapaz?
Maiores de 16 e menores de 18 anos: Podem praticar atos assistidos pelos pais ou
representantes legais.
Todo aquele que, por causa transitória ou permanente, não puder exprimir sua von-
tade (EPD).
Enfermo**
Doente mental**
Ébrio habitual
Viciado em tóxico
Nota: Após o EPD, evitamos falar em “incapacidade”, salvo nos casos de menores de 16 anos.
Capacidade
Refere-se a vulnerabilidade.
Requisito para o exercício de direitos.
Sua falta exige a constituição de um representante.
Incapacidade – Parte I
** Devem ser declarados judicialmente. Arts. 1.767 a 1.778, CC.