Cibercultura - Exclusão Digital
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Cibercultura - Exclusão Digital


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UNIVERSIDADE PAULISTA
EXCLUSÃO DIGITAL
NO BRASIL E NO MUNDO
SÃO PAULO
2016
	
1 INTRODUÇÃO
	O mundo virtual possui espaço e tempo sem linearidade e com materialidade diminuída. Ele é como um complexo problemático onde está presente o digital, que é tudo que trabalha com informações reais que são convertidas em números binários, o que utiliza somente os números 1 e 0, fazendo com que essa informação seja representada digitalmente de forma intocável. A vantagem disso é que essa informação, mesmo em alguns casos perdendo um pouco de sua qualidade dependendo de como foi convertida, se torna fácil de multiplicar-se de forma idêntica. 
A exclusão digital pode ser definida como uma camada humanitária que fica a margem da sociedade enquanto a expansão de novos meios tecnológicos e digitais. Esta é vista como um problema para o desenvolvimento da sociedade, pois, é mais um fator que ressalta a desigualdade de classes econômicas e culturais, gerando assim outros problemas atuais como nível de desemprego alto, falta de inclusão da população carente de educação digital, contribuído assim para a falta de informação que hoje grande parte é obtida através da internet, além de outros problemas sociais.
Sendo assim, o trabalho presente levantará temas sobre a exclusão e inclusão de pessoas ao meio digital e os impactos causados na sociedade, economia e cultura.
2. A ERA DIGITAL
O século XXI é pautado pela era digital, ou era da informação, onde a tecnologia é dominante com aparelhos desde uma calculadora digital até uma TV, ou desde um celular até um outdoor eletrônico. As gerações atuais já estão, boa parte, inseridas neste mundo digital, embora seja imprescindível falar sobre era digital sem citar a Internet. 
As pessoas podem saber usar uma calculadora, mudar de canal na televisão, acessar um aplicativo pelo celular, manusear uma câmera fotográfica digital, mas dentre todos esses aparelhos digitais, sem o uso ta internet é praticamente inviável a existência de uma interação interpessoal.
2.1 ACESSO À INTERNET
	
(Imagem 1 - Tabela de usuários de internet por país, atualizada em 2016)
	Na tabela acima, entende-se melhor a situação dos 10 países que possuem mais usuários de internet no mundo. A lista oficial, contudo, encontrada no site Internet Live Stats contempla 201 países. 
O Brasil é o 4° país com mais acesso à internet no mundo, com 139,111,185 usuários de internet. Mesmo assim, ainda é pouco, pois esse número representa apenas 66,4% da população brasileira, ou seja, 70,456,735 pessoas ainda são excluídas digitalmente. O país com maior inclusão digital é a Islândia, (vide imagem 2) com 100% de penetração numa população de 331,778 habitantes. A população é pequena, e a área geográfica também, possuindo assim, uma média de 3,2 hab./km² enquanto o Brasil, 24,6 hab./km². Então é basicamente impossível ter esse critério para comparação, pois a China, por exemplo, tem uma densidade demográfica de 144 hab./km² e é o país com maior número de usuários da internet, 721,434,547. Em contrapartida, esse número representa apenas 52,2% da população chinesa. Ou seja, é um problema de gestão que ainda persiste em todo o mundo. Apesar do avanço contínuo nos gráficos sobre inclusão digital, os países mais populosos encontram grandes dificuldades para disseminar o acesso à internet.
(Imagem 2 - Tabela de usuários de internet por país, Islândia)
(Imagem 3 - Tabela apresentando os números de usuários de internet, a penetração que este número tem em relação ao número da população mundial que está logo em seguida, os "não-usuários", mudança de usuários em ano e mudança da população mundial, de 2016 à 2000 em ordem decrescente)
	Vide a tabela acima extraída do site Internet Live Stats, compreende-se melhor o acesso à internet em caráter mundial em relação ao número da população mundial desde os anos 2000 até 2016. Observando a porcentagem de penetração deste primeiro para com este segundo, observa-se um aumento significativo no acesso à internet.
3 EXCLUSÃO DIGITAL
	Sabemos que o Brasil enfrenta muitos problemas sociais e tem um nível de desigualdade bem elevado, segundo seu índice Gini. Assim, a exclusão digital, que ainda colabora para a exclusão social, se torna algo preocupante. Os meios existentes pensados para melhorar a inclusão digital não são o bastante para conter o problema da desigualdade brasileira. Isso pede por mais programas e ações desenvolvidas pelo Estado para tentar diminuir a separação entre pessoas que possuem e aqueles que não têm o acesso aos recursos tecnológicos.
	Pessoas que vivem mais distantes dos centros urbanos, de baixa renda e/ou baixo grau de escolaridade possuem grande dificuldade de acesso à informação digital, principalmente pelo fato de haver uma enorme falta de conexão à rede nas cidades mais distantes e menos urbanizadas. Além disso, a falta de investimento na educação e cultura é outro agravante, pois para que alguém possa acessar a internet, precisa ao menos saber ler, escrever e ter uma ideia de como se relacionar com os equipamentos e com a rede. Sem alfabetização digital o indivíduo encontra muito mais dificuldade para utilizar os meios digitais. Mesmo sendo um país extremamente populoso, apenas 66,4%, aproximadamente, das pessoas no Brasil tem acesso às redes. Este é um problema que afeta não só o Brasil, mas o mundo inteiro, e só mantendo uma estabilidade social poderia melhorar o problema.
3.1 IMPACTOS SOCIAIS
Sem dúvida a tecnologia é uma grande conquista da humanidade. Contudo, não há um cuidado com os impactos que o mesmo pode causar, assim podendo gerar um grande desequilíbrio social. O analfabetismo, social e digital, a miséria e o desemprego, são alguns dos efeitos deste problema.
Cada vez mais os meios tecnológicos se tornam indispensáveis no dia-a-dia das pessoas. A exclusão digital vai além apenas da falta de acesso à tecnologia. Para utiliza-la é necessário uma seria de recursos, como a alfabetização, sem essa função a compreensão é nula. Devido à grande porcentagem de analfabetos, o impacto causado tanto social quanto profissional, é extremamente negativo, sendo excluídos de processos seletivos, pois não há domínio.
Estamos vivendo em uma revolução tecnológica da qual as mudanças acontecem rapidamente. Através de computadores, softwares e da conexão com uma rede, realizamos tarefas intelectuais que foram pensadas e desenvolvidas para facilitar, organizar e agilizar o trabalho de quem utiliza esses meios. Isso gera uma grande mudança no comportamento dos indivíduos como, por exemplo, o contato com outra pessoa que não está em um local próximo. Esse contato pode acontecer através de algum aparelho eletrônico, ganhando tempo, pois não é mais necessário o encontro com a pessoa para resolver determinados assuntos. Outra mudança que pode acontecer é a velocidade com que conseguimos obter as informações que precisamos. Em uma pesquisa em um determinado navegador ou site de busca, conseguimos encontrar milhares de resultados de acordo com o que desejamos.
	Pierre Lévy propõe três possibilidades para responder a provocação da exclusão digital, afirma que a tendência é um aumento na conexão entre os países; depois diz que será cada vez mais barato se conectar; e, por fim, responde que todo sistema de comunicação acarreta alguma exclusão. Assim, mesmo possuindo a tecnologia, a aquisição de informações também pode ser utópica para a classe de menor poder aquisitivo. Com a informação tardia as classes inferiores da elite, a desigualdade para concorrência profissional, gera uma redução no mercado para a população sem condições financeiras.
O impacto vai além da sociedade, pois os indivíduos que formam a população do país, no qual não tem conhecimento do novo meio de informação, tende a não evolução econômica. Assim gerando mais gastos, por dependerem de programas-auxílio do governo.
 Está havendo uma redução cada vez maior no trabalho manual, este que está sendo