SOARES, Edvaldo. Metodologia Científica - Lógica, Epistemologia e Normas
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SOARES, Edvaldo. Metodologia Científica - Lógica, Epistemologia e Normas


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EDVALDO SOARES
Metodologia
Científica
Lógica, Epistemologia e Normas
11
EDITORA ATLAS S.A.
Rua Conselheiro Nébias, 1384 (Campos Elísios)
01203-904 São Paulo (SP)
Te!.: (0- -11) 3357-9144 (PABX)
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SÃO PAULO
EDITORA ATLAS SoA - 2003
© 2002 by EDITORA ATlAS S.A.
Capa: Rogério Caetano/ Maiby Lira
Composição: Set-up Time Artes Gráficas
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP,Brasil)
Soares, Edvaldo
Metodologia científica: lógica, epistemologia e normas / Edvaldo Soa-
res. -- São Paulo: Atlas, 2003.
Bibliografia.
ISBN 85-224-3377-1
1. Ciência - Metodologia 2. Pesquisa 3. Pesquisa - Metodologia
L Título.
02-6388 CDD-501
Índice para catálogo sistemático:
1. Metodologia científica 501
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Impresso no Brasil/Prínred in Brazil
OOAÇ.J.O/HE-ClENClAS HUMANAS E EOUCACAO
Registro No.471.641 Da1lR:10/02/2009
Au1Dr:80ARES. EDVALOO
TI1Ulo:METOOa.OOIA ClENTlACA:LOOICA. EPISTEMa.OOIA E NORMAS
Preço:.OO
OOlldor:OIVERSOS
A minha esposa Patrícia e
A minha filha Isadora
Sumário
Apresentação, 11
1 INTRODUÇÃOÀ LÓGICAE À EPISTEMOLOGIA,13
1 Ciênciae conhecimento, 13
2 Métodocientífico, 14
2.1 Abordagens, 17
2.1.1. Abordagem quantitativa, 17
1; 2.1.2 Abordagem qualitativa, 19 *
3 Indução e dedução, 20
3.1 Formae verdade, 20
3.1.1 Relação forma-conteúdo, 21
3.2 Dedução,-22
3.2.1 Argumentação dedutiva, 23
3.2.1.1 Tipos de argumentos dedutivos, 25
3.2.1.1.1 Argumentos categóricos, 25
3.2.1.1.2 Argumentoshipotéticos, 30
3.3 Indução, 31
3.3.1 Tipos de indução, 33
3.3.1.1 Indução formal, 34
3.3.1.2 Indução científica, 35
3.3.1.3 Indução analógica, 36
3.3.1.4 Indução estatística, 37
3.4 Método hipotético-dedutivo,39
2 A PESQUISA,41
1 Pesquisa científica, 41
1.1 .Projeto de pesquisa, 43
-
8 METODOLOGIA CIENTÍFICA SUMÁRIO 9
2.4 Citações,75
2.4.1 Citaçõesliterais, 76
2.4.2 Citaçõesnão literais, 78
2.4.3 Indicação das fontes, 79
2.5 Notas de rodapé, 83
2.5.1 Finalidade das notas de rodapé, 83
2.5.2 Disposiçãodas notas de rodapé, 84
2.5.3 Indicação das fontes, 85
2.5.3.1 Autor,86
2.5.3.2 Título, 92
2.5.3.3 Numeração das páginas, 92
2.6 Definições,96
2.6.1 Propósitosda definição, 97
2.6.2 Tipos de definição,97
2.6.2.1 Nominal, 97
2.6.2.2 Real,98
2.6.2.3 Genérica, 99
2.6.2.4 Negativa,99
2.6.3 Regras de definição,99
4 NORMASPARAELABORAÇÃODEREFERÊNCIASBIBLIOGRÁFICAS,101
Índice geral de modelos de referências, 101
1 Livro, 104
1.1 Livrosconsideradosno todo, 104
1.2 Livrosconsiderados.em partes, 107
2 Teses, dissertações e monografias, 107
3 Dicionários, 108
4 Enciclopédias, 108
5 Almanaques, 108
6 Memoriais, 108
7 Bíblia, 109
8 Periódicos,109
8.1 Jornais, 109
8.2 Revistas,110
9 Eventos científicos,113
10 Legislação, 115
II Relatórios técnicos, 116
12 Documentos em CD,117
13 Fita cassete, 117
14 Programa (software), 117
1.1.1
1.1.2
1.1.3
1.1.4
1.1.5
1.1.6
1.1.7
1.1.8
1.1.9
1.1.10
Tema, 44
Delimitação,45
Justificativa, 45
Objetivogeral, 46
Objetivosespecíficos,46
Problema, 47
Hipótese,47
Procedimentos, 48
Cronograma, 48
Bibliografia,49
3 A REDAÇÃO,51
1 Apresentação do trabalho, 51
1.1 Elementos pré-textuais, 52
1.1.1 Capa, 52
1.1.2 Errata, 53
1.1.3 Folhade rosto, 54
1.1.4 Dedicatória e agradecimentos, 55
1.1.5 Sumário, 57
1.1.6 Listas,58
1.1.7 Resumoe abstract, 59
1.2 Elementos textuais, 61
1.2.1 Introdução, 61
1.2.2 Desenvolvimento,62
1.2.3 Condusão,62
1.3 Elementos pós-textuais, 62
1.3.1 Anexos,'62
1.3.2 'Apêndices, 63
1.3.3 \u2022 Figuras e tabelas, 63
. 1.3.3.1' .Figuras, 63
1.3.3.2 Tabelas, 66
1.3.4 Referências bibliográficas, 67
2 Redação do trabalho, 68
2.1 Expressões, 68
2.1.1 Expressõesproibidas, 69
2.1.2 Expressõesnão recomendadas, 70
2.2 Formatação das letras, 70
2.2.1 Maiúsculas, 71
2.2.2 Minúsculas, 73
2.3 Abreviaturas, 74
2.3.1 Expressõese abreviaturas latinas, 75
10 METODOLOGIA CIENTÍFICA
15 Filmes, 117
16 Documentos eletrônicos, 118
.<t 16.1 Livros, 119
16.2 Teses e dissertações, 119
16.3 Enciclopédias, 120
16.4 Periódicos, 120
16.5 Legislação, 121
5 FONTES DE PESQUISANAWEB, 123
1 Instituições de incentivo à pesquisa, 123
2 Sociedades e associações, 124
3 Institutos de pesquisa, 126
4 Base de dados e periódicos, 127
5 Bibliotecas virtuais, 127
6.. Lógica e epistemologia, 128
7 Educação e informática, 129
8 Filosofia e filosofia da mente, 129
9 Psicologia, 130
10 Direito, 131
11 Notícias em ciências, l31
12 Instrumentos de busca, 134
Bibliografia, 135
Apresentação
&quot;Estudar é relacionar.&quot;
Falar sobre ciência é complicado. Não só pela particular complexidade d
cada ciência, mas também pelo próprio fato de a ciência ser dinâmica.
Apesar disso, são apresentadas algumas noções básicas de lógica e epis-
temologia que focalizam o que é ciência e quais seus principais métodos.
Como este manual é direcionado a estudantes, ele foi escrito com o objetivo
de ser uma introdução à iniciação científica, oferecendo alguns parâmetros para
a elaboração de trabalhos acadêmicos, em especial de monografias .
. Além disso, tendo consciência da importância das &quot;redes de informação&quot;, em
especial da Internet, para a pesquisa hoje e das dificuldades para &quot;garimpar&quot; in-
formações de qualidade, é incluída no final deste livro uma pequena lista de ende-
reços em que o iniciante seguramente encontrará informações de qualidade.
Visando facilitar a assimilação e o uso das normas da Associação Brasileira
de Normas Técnicas (ABNT), apresentam-se exemplos didáticos da aplicação de
regras de citação e referenciação normais e de documentos obtidos por meio
eletrônico.
Para facilitar a localização dos modelos, foi incluído no início do Capítulo 4
um índice geral de referências.
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1
Introdução à Lógica
e à Epistemologia
1 CIÊNCIA E CONHECIMENTO
Antes de tudo, deve-se lembrar que o objetivo das ciências é buscar o conhe-
cimento. Segundo o lógico brasileiro Newton Afonso C. da Costa, por conheci-
mento ou saber entende-se antes de tudo crença. Porém, entre as crenças possí-
veis, nem todas se enquadram na categoria de conhecimento. Por exemplo, se
alguém crê que hoje é quarta-feira, embora seja terça-feira, tal crença não per-
tence ao rol dos &quot;conhecimentos&quot;. Trata-se de uma crença falsa.
Dessa forma, reservam-se ao rol do conhecimento somente as crenças ver-
dadeiras.
Contudo, o fato de.ser &quot;verdadeira&quot; não confere à crença o status científico,
o que leva Costa à conclusão de que, para possuirmos conhecimento particular-
mente científico,é necessário determos algum tipo de 'justificação&quot; que susten-
, \u2022 '. J' f'. \u2022\u2022\u2022\u2022\u2022\u2022\u2022 .IQ,.
te o que acreditamos. .
. Em ciências, o tipo de justificação nem sempre é o mesmo. Por exemplo,
nas ciências formais (Matemática e Lógica), a justificativa está na demonstra-
ção dos teoremas (por exemplo, o teorema de Pitágoras). Já nas ciências empíricas
(Física, Química, Biologia, ...), suas leis valem aproximadamente, ou seja, a justi-
ficação das ciências empíricas depende antes de tudo de considerações experi-
mentais.
Assim, pode-se afirmar que o conhecimento científico é uma crença verda-
deira e justificaâa;' fato este que nos leva a acreditar que o conhecimento acha-
se essencialmente correlacionado com a verdade.
1 COSTA, Newton A. C. O conhecimento científico: São Paulo: Discurso Editorial, 1997, p. 21·23.
, .'
14 METODOLOGIA CIENTÍFICA