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Manual de Inventário de Centrais Hidroelétricas

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negativo calculados 
para cada alternativa, conforme itens 4.11.1 e 4.11.2.
Por tratar-se da seleção de um conjunto de alternativas que serão objeto de detalhamento durante os 
Estudos Finais, recomenda-se não compará-las com base na agregação dos citados índices, visando 
evidenciar o posicionamento de cada alternativa com relação a cada um dos objetivos, maximização 
da efi ciência econômico-energética, e minimização dos impactos socioambientais negativos, evitando-se, 
deste modo, a necessidade de se estabelecer a importância relativa entre os objetivos. A seleção deve ser 
feita (item 4.11.3) tendo como base a eliminação das alternativas que apresentem baixo desempenho 
sob o ponto-de-vista de cada objetivo isoladamente e a identifi cação, entre as alternativas restantes, do 
conjunto das não-dominadas (alternativas para as quais não exista outra com índice custo/benefício 
energético e índice socioambiental negativo, simultaneamente inferiores).
2.8.2 Estudos Finais
Nos Estudos Finais, a comparação e seleção de alternativas têm por objetivo identifi car uma alternativa 
que será utilizada nos estudos subseqüentes da cadeia de planejamento da expansão do Setor Elétrico. 
Essa escolha deverá ser feita considerando um critério de hierarquização das alternativas que leve em 
conta o critério básico de maximização da efi ciência econômico-energética em conjunto com a mi-
nimização dos impactos socioambientais negativos, levando em conta, adicionalmente, os impactos 
socioambientais positivos oriundos da implantação dos aproveitamentos hidroelétricos na bacia. 
As alternativas devem ser hierarquizadas segundo um índice de preferência I, obtido pela soma pon-
derada do índice custo/benefício energético e do índice de impacto socioambiental negativo. Os pesos 
utilizados devem ser estabelecidos considerando a importância relativa atribuída a cada um dos obje-
tivos, de modo a refl etir o contexto em que a análise se insere e a época em que os estudos se realizam 
(item 5.8.4). Para a defi nição destes pesos, além da opinião dos especialistas envolvidos diretamente 
nos estudos, são considerados os resultados da reunião técnica para apresentação parcial dos estudos, a 
ser realizada ao fi nal dos Estudos Preliminares, conforme descrito no item 2.9. 
Para a escolha fi nal da alternativa de divisão de queda, propõe-se uma análise adicional incorporando-
se à hierarquia anterior os impactos socioambientais positivos para a área do estudo, representados 
pelo índice de impactos socioambientais positivos, obtendo-se o índice de preferência modifi cado I’, 
conforme descrito no item 5.8.4.
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CAPÍTULO 2 | CRITÉRIOS BÁSICOS
2.9 DIVULGAÇÃO E PARTICIPAÇÃO PÚBLICA
Visando informar e envolver os diversos setores da sociedade ao longo do desenvolvimento dos Estudos 
de Inventário, deverão ser adotados os seguintes procedimentos:
Na Etapa de Planejamento, comunicar aos órgãos ambientais e de recursos hídricos, bem como aos 
Comitês, associações ou outras instituições relacionadas com o gerenciamento dos recursos hídricos 
sobre o início dos estudos, apresentando seus objetivos, as atividades, análises e prospecções que serão 
realizadas na bacia.
Ao fi nal dos Estudos Preliminares, será realizada uma reunião de caráter técnico, convocada pelo MME, 
onde serão apresentados os resultados dos estudos dessa etapa. 
Ao fi nal dos estudos, será realizado um Seminário Público, convocado pelo MME, para apresentação 
dos resultados da divisão de queda selecionada e dos estudos de AAI, suas diretrizes e recomendações. 
a)
b)
c)
MME | Ministério de Minas e Energia 59
CAPÍTULO 2 | CRITÉRIOS BÁSICOS
2.10 BIBLIOGRAFIA
ANEEL. Estudo de Custos Unitários de O&M das UHE – Composição da TEO – Tarifa de Energia de 
Otimização. São Paulo: Andrade & Canellas, 2006.
ELETROBRÁS. Manual de Inventário Hidroelétrico de Bacias Hidrográfi cas. 1997.
EPE/Sondotécnica, AAI da Bacia do Rio Doce, 2007. 
MINISTÉRIO DE MEIO AMBIENTE. Plano Nacional de Recursos Hídricos. 2006. Disponível em: 
http://www.mma.gov.br/port/srh/pnrh.
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. Lei no 9.433 de 8 de Janeiro de 1997.
RAMOS, A., 1987, apud Iara Verocai. Vocabulário Básico de Meio Ambiente. Rio de Janeiro, 1990, 
apud EPE/Sondotécnica – AAI do Rio Doce, 2007.
VEROCAI, I. Vocabulário Básico de Meio Ambiente. Rio de Janeiro, 1990, apud EPE/Sondotécnica 
– AAI do Rio Doce, 2007.
capítulo 3
Planejamento dos Estudos
CAPÍTULO 3
3.1 COLETA E ANÁLISE DE DADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
3.1.1 Cartografi a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65
3.1.2 Hidrometeorologia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66
3.1.3 Usos Múltiplos da Água . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67
3.1.4 Geologia e Geotecnia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
3.1.5 Meio Ambiente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71
3.2 IDENTIFICAÇÃO DE LOCAIS BARRÁVEIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
3.3 RECONHECIMENTO DE CAMPO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74
3.4 ALTERNATIVAS DE DIVISÃO DE QUEDA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75
3.5. RELATÓRIO DE PLANEJAMENTO DOS ESTUDOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
3.5.1 Aspectos Socioambientais e de Recursos Hídricos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
3.5.2 Programa de Trabalho a Executar e Estimativa de Custos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
3.6 BIBLIOGRAFIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78
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CAPÍTULO 3 | PLANEJAMENTO DOS ESTUDOS
A fase de Planejamento tem como objetivo programar as etapas posteriores do Estudo de Inventário, quais sejam, Estudos Preliminares e Estudos Finais, incluindo os estudos de Avaliação Ambiental Integrada. Deverá apresentar como produto um relatório gerencial contendo o plano de trabalho dos Estudos de Inventário, com seu cronograma e custo.
As informações a serem levantadas nesta fase compreendem dados cartográfi cos, geológicos, geotécni-
cos, hidrometeorológicos, sedimentométricos, socioambientais e de custo, de caráter regional e local.
A análise desses dados permite:
Avaliar os levantamentos e investigações de campo necessários para as etapas posteriores.
Indicar prováveis locais de barramento.
Propor, preliminarmente, alternativas de divisão de queda.
Estimar o potencial energético.
O planejamento dos estudos é elaborado considerando parâmetros, restrições e fatores, já identifi cados, 
que condicionam o desenvolvimento dos trabalhos.
Em áreas relativamente bem conhecidas, esta fase deve basear-se, principalmente, em informações de 
natureza bibliográfi ca e documental, coletadas junto a entidades governamentais e particulares. Os 
reconhecimentos de campo têm, nesta fase, caráter expedito, visando à coleta e confi rmação de infor-
mações relevantes, de