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AULAS ENDODONTIA

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em virtude de a 
entrada do canal mesio-vestibular estar mais para a vestibular que o disto-vestibular. 
 
 
*Ponto de Eleição: 
-No centro da superfície oclusal, à mesial da ponte de esmalte. 
-A Câmara Pulpar do Molar Superior está para mesial da ponte de esmalte. -Sendo assim, não adianta procurar canal para 
distal da ponte de esmalte. O canal distal está para mesial da ponte de esmalte. Ele só é chamado de canal disto-vestibular, 
porque em relação ao canal mésio-vestibular ele esta mais para distal! 
- Nem a ponte de esmalte, nem a crista marginal mesial devem ser desgastadas. 
 
*Direção de Trepanação: 
-Paralelo ao longo eixo do dente, se quiser pode ir um pouco inclinado para a palatina (pois o canal palatino é o de maior 
diâmetro). 
 
*Forma de Contorno: 
-Utilizo a broca 3082. 
 
*Forma de Conveniência (Acesso Radicular): 
-Tem o intuito de desgastar os ombros dentinários. 
-Quando consigo entrar nos canais só com a broca CA877, chamo de forma de conveniência. Nos molares, não consigo entrar 
no canal com a CA877, por isso preciso fazer outro procedimento chamado de Acesso Radicular. 
-No acesso radicular, antes de usar a CA877 devo usar outras brocas para abrir espaço com a Gattes. 
-O canal Mésio-Vestibular costuma estar abaixo da cúspide Mésio-Vestibular. E o canal Palatino costuma estar abaixo da 
cúspide Mésio-Palatina. 
-Quanto mais distante o canal Mésio-Vestibular do Palatino em relação ao Disto-Vestibular do Palatino, maior é a chance de 
ocorrer um 4º canal. 
Molares Inferiores: 
-Possuem 4 cornos pulpares. 
-A abertura coronária, terá a forma trapezoidal com a base maior voltada para a mesial e a base menor para distal (pois na 
maioria dos casos, apresentam 2 canais mesiais e um distal achatado/alongado no sentido vestibulo-lingual). 
-Mas quando ele apresentar 4 canais (2 mesiais e 2 distais) sua abertura terá uma forma quase retangular. 
-Quanto maior for a base menor do trapézio, maior a probabilidade de haver 2 canais distais. 
 
-Parede mesial divergente para oclusal (para facilitar a entrada nos canais mesio-vestibular e mesio-lingual, que deve ocorrer 
de distal para mesial) 
-Parede distal levemente convergente para oclusal (pois a embocadura do canal distal está voltada para mesial). 
-Paredes vestibular e lingual paralelas entre si. 
 
*Ponto de Eleição: 
-No centro da superfície oclusal. 
 
*Direção de Trepanação: 
-Com a broca 1012 paralela ao longo eixo do dente, posso inclinar um pouco para a distal (cerca de 15°). 
-Desgaste maior na parede mesial para facilitar a instrumentação. 
 
 *Forma de Contorno: 
-Remoção do teto restante. 
-vou com a broca para os cantros ao encontro dos canais mesiais: mesio-vestibular, que fica localizado abaixo da cúspide 
mesio-vestibular, e mesiolingual, entre o sulco central e a cúspide correspondente, e se necessário depois vou para distal. 
*Forma de Conveniência: 
-O desgaste compensatório deve ser feito principalmente na parede mesial, no sentido do canal mesio-vestibular e mesio-
lingual. 
-Geralmente, a raiz mesial dos molares inferiores possui 2 canais situados nos extremos vestibular e lingual. 
-Entre os 2 canais existe uma rede de ductos contendo tecido pulpar. E pode haver um canal adicional (2,6% dos casos). Esse 
terceito canal, na raiz mesial é chamado de intermediário. 
 
30.04.13 Aula 4 Prof: Alexandre Heck 
Radiografia em Endodontia 
 
O tratamento endodôntico é limitado, pois as únicas informações que temos para nos auxiliar em nosso trabalho são: 
-Estatísticas anatômicas 
-Sensibilidade tátil 
-Radiografia 
 Por isso, a importância de fazermos boas radiografias! 
 
Repensando a Radiologia: 
-É imprescindível que se visualize com perfeição as estruturas relacionadas à Endodontia. 
-É muito útil tirar o máximo proveito de variações de técnicas clássicas. 
-É fundamental interpretar corretamente as imagens obtidas. 
 
VISUALIZAÇÃO DAS ESTRUTURAS: 
1- Cuidados com a escolha do filme; 
2- Cuidados com a tomada radiográfica; 
3- Cuidados com o processamento; 
4- Cuidados com a interpretação; 
5- Conhecimento da normalidade e das variações anatômicas possíveis e, suas probabilidades. 
 
 
1- Cuidados com a Escolha do Filme: 
DF 58: Velocidade D 
EP 21P: Velocidade E 
IP 21: Velocidade maior que E 
 
-Filmes com maior velocidade (E) necessitam de um menor tempo de exposição e, consequentemente diminuirão o nível de 
radiação que o paciente recebe. 
-Mas eles necessitam de um processamento bem feito. 
-E o processamento que fazemos nas caixas escuras são os piores, pois não há controle da temperatura e sempre acaba 
entrando luz pelas mangas. 
 
-Como durante o tratamento endodôntico precisamos de um processamento rápido (que é feito nas caixas escuras) utilizamos 
o filme “D”. 
-Ele precisa de um apenas pouco mais de tempo de exposição, o que não chega a ser prejudicial ao paciente. 
-Como são filmes um pouco mais lentos, mesmo não processados da maneira ideal, oferecem uma boa qualidade de imagem. 
-Marcas Comercias de filmes D: Ultra-Speed da Kodak 
 Constrast da DFL 
 
 
2- Cuidados com a Tomada Radiográfica: 
-Ajustar Kv e mA (nos aparelhos odontológicos de consultório essas grandezas são fixas) 
 
-Testar o melhor tempo de exposição Estes 2 itens estão relacionados, pois pacientes com maior desenvolvimento 
-Variar conforme a região e o paciente mm., mais gordura ou ossos proeminentes necessitam de um maior tempo de 
 exposição. Além disso, exposições na maxila requerem um tempo menor que 
 na mandíbula, pois a mandíbula tem a cortical óssea (V e L) mais espessa. 
 
-Direcionar corretamente o feixe de raios-x: 
Nas radiografias periapicais o centro do cilindro deve ficar sobre o ápice dos dentes, assim terei uma melhor resolução 
do terço apical, que é o que interessa na endodontia. 
 Dentes Superiores: Centro do cilindro na Linha de Camper 
 Dentes Inferiores: Centro do cilindro na Base da Mandibula 
 
-Distância Foco/Filme e Filme/Objeto: 
Como na endodontia usaremos a técnica da bissetriz, o filme deve ficar o mais próximo possível do objeto, e o feixe 
principal de radiação deve incidir perpendicularmente à bissetriz formada pelo plano do filme e pelo plano do dente. 
 
 Em pacientes “bicudos” nos quais o filme não cabe corretamente na boca durante as radiografias dos incisivos inferiores, 
posso dobrar a parte do filme que não me interessa (a parte mais próximas ao canino e pré-molares). Assim a parte que me 
interessa terá a angulação correta. Ou posso usar um filme infantil. 
 
 
3- Cuidados com o Processamento: 
 Tempo / Temperatura: 
 Na caixinha reveladora não consigo controlar a temperatura dos líquidos processadores, pois elas dependerão da 
temperatura do ambiente. 
 Quanto mais calor, menor o tempo de processamento. 
 O tempo sim pode ser controlado. Caso a radiografia revelada esteja muito escura, é sinal de que devo deixá-la menos 
tempo no revelador. 
 A radiografia ideal apresenta preto (tecidos moles), branco (osso mais compacto) e tons de cinza (osso medular – 
menos compacto). 
 
 Usar líquidos de boa qualidade. 
 Trocar os líquidos com frequência (principalmente quando se revela muitas películas). 
 Sempre seguir as indicações do fabricante. 
 
 Não usar reveladores rápidos ou líquidos aquecidos: 
 Geralmente reveladores que aceleram o processo, diminuem a qualidade da imagem. 
 Por isso deve-se comprar os reveladores padrão / convencionais. 
 Os líquidos devem estar em uma temperatura