ED PUP 6º SEMESTRE
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ED PUP 6º SEMESTRE

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Desenvolvimento urbano e sustentabilidade;

Políticas urbanas e ambientais;

Intervenções em áreas urbanas e centralidade;

 

Exercício 1:

 

1­     A conservação e o manejo de recursos são pré­requisitos do novo conceito de
desenvolvimento que emerge a partir da conscientização do padrão equivocado da
urbanização e do desenvolvimento vigentes até a década de 1970. A partir do novo
paradigma, o desenvolvimento urbano não deve ser respaldado apenas por políticas de
cunho econômico, mas as de cunho socioambiental, cujas ações ainda são insipientes.
Sobre a trajetória da política ambiental no Brasil é inverídico afirmar:

A ­   a­      o conceito de desenvolvimento sustentável foi lastreado pela
relevância de políticas para preservar e conservar os últimos remanescentes de
paisagens naturais independentemente das possíveis ações; 
B ­   A criação da Secretaria de Meio Ambiente, em 1973, teve o
comprometimento com Políticas Nacionais de Meio Ambiente com a instituição do
CONAMA no nível federal. 
C ­      o CONAMA, desde 1986, passou a definir a obrigatoriedade da realização
de EIA (Estudo de Impacto Ambiental) e RIMA (Relatório de Impacto no Meio
Ambiente) para quaisquer projetos de relevância socioambiental, em área urbana
ou não, que resulta em alteração de condições físicas, bióticas e socioeconômicas
do bioma ou ecossistema; 
D ­        o trabalho de D. Thoreau que passou a descrever a natureza não como
um cenário impessoal a emoldurar o homem, mas como alvo de uma experiência
pessoal e direta, alicerçada na emoção; 
E ­      a ação de Paulo Nogueira Neto foi fundamental no estabelecimento de uma
legislação ambiental desde 1986, cuja base é pertinente à ideologia de
Desenvolvimento Sustentável; 

O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)

Comentários:

D ­ Seu ambientalismo se expressa na frase: "Quero dizer uma palavra em defesa
do ambiente natural e da liberdade absoluta. Uma declaração extrema pois já há
muitos defensores da civilização".

Exercício 2:

 
Poucos conceitos têm sido mais utilizados do que o de desenvolvimento urbano sustentável, num
consenso revelador mais de imprecisão do que de clareza em torno de seu significado. Dentre os
conflitos podemos destacar:

A ­ não há conflitos inerentes à conceituação de desenvolvimento urbano
sustentável , visto que as políticas e os Planos Diretores almejam a
sustentabilidade e a função social da cidade ; 
B ­ o conflito entre a trajetória da análise ambiental e da análise urbana que,
originando­se em áreas do conhecimento diferentes procuram convergir,
recentemente, na proposta de desenvolvimento urbano sustentável, mas cujos
objetivos não raramente são divergentes; 
C ­ os conflitos decorrem de imprecisões das análises ambientais cujos
condicionantes são de difícil controle e conhecimento , mesmo com a tecnologia
contemporânea ; 
D ­    os conflitos são plenamente superáveis visto que as formulações teóricas e
as propostas de intervenção traduzem a convergência entre análise social e
urbana e o planejamento urbano; 
E ­ há concordância , não conflito , na trajetória do desenvolvimento urbano
sustentável , visto que a expressão meio ambiente urbano busca sintetizar
dimensões físicas ( naturais e construídas) do espaço urbano. 

O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)

Comentários:

B ­ Muitos fazem a análise ambiental com o objetivo de conservar áreas de
proteção, mas não pensam na integração do meio urbano com essas áreas. O
mesmo acontece com a análise urbana, onde busca­se um desenlvolvimento
sustentável da cidade, mas sem integrar antigas áreas de preservação.

Exercício 3:

 

O macrozoneamento, segundo o Estatuto da Cidade, estabelece referência espacial para o uso e a ocupação do
solo na cidade, em concordância com as estratégias de política urbana, e define inicialmente grandes áreas de
ocupação. A construção do macrozoneamento se inicia pelo conhecimento da realidade do lugar, a gerar sistema
de informações espacializadas para as diretrizes. São requisitos básicos para a definição do macrozoneamento:

A ­ o macrozoneamento só deve ser estabelecido em regiões metropolitanas ou
aglomerações urbanas com população maior de 20.000 habitantes; 
B ­ os dados relativos ao desenvolvimento urbano e ao interesse turístico, os
dados relativos ao zoneamento , uso e ocupação do solo urbano atuais, a
quantidade de população que excede 20.000 habitantes ; 
C ­ os dados relativos ao preço da terra , a definição das áreas periféricas
providas de infraestrutura urbana, os dados de densidade demográfica elevada, o
uso e ocupação do solo; 
D ­     os dados relativos aos aspectos ambientais, a população urbana e rural , a
infraestrutura urbana, áreas de desenvolvimento industrial ; 
E ­ os dados relativos às características de uso e ocupação existentes, os dados

da geomorfologia , dados do ecossistema, do atendimento da área urbana pela
infraestrutura, os dados do preço da terra. 

O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)

Comentários:

E ­ O Macrozoneamento deve, conforme já dissemos acima, incluir toda a área do
Município, já que o Estatuto da Cidade instituiu essa exigência. Por esse motivo,
deve também contemplar a diferenciação entre área urbana e rural, ou seja, entre
as porções do território que podem ser parceladas e utilizadas para fins urbanos,
e aquelas onde isso não é possível. Dessa forma, o macrozoneamento deve ser
composto por: Definição do perímetro urbano, incluindo delimitação da área
urbana, de expansão urbana (se houver, com essa denominação) e rural;
Definição das Macrozonas, entendidas como grandes zonas que estabelecem um
referencial para o uso e a ocupação do solo, e para a aplicação dos programas
contidos nas estratégias. Para conferir a coerência pretendida para a lógica do
desenvolvimento urbano, é importante que o macrozoneamento tenha um número
limitado de macrozonas diferentes. Dessa forma, sua leitura e entendimento não
ficam prejudicados (recomendamos um número não maior que 8, se possível). A
divisão das macrozonas tem sido feita de maneiras diversas pelos Municípios,
assim como a nomenclatura usada. Descrição das macrozonas, assim como dos
princípios e critérios utilizados para defini­las e seus objetivos específicos. Essa
descrição pode ser feita em uma tabela em que as zonas ocupam as linhas e suas
características e objetivos ocupam as colunas.

Exercício 4:

A partir dos anos 1990, um número considerável de cidades brasileiras iniciam projetos de
intervenções nas áreas centrais com a intenção de reverter o processo crescente de
esvaziamento. Paradoxalmente, e especialmente nas metrópoles brasileiras como S. Paulo e Rio
de Janeiro ou nas grandes cidades são mantidos crescimento periférico acelerado em contraste
com o abandono/esvaziamento das áreas centrais. Este processo não tem relação com:

A ­ as políticas urbanas a partir dos anos 1970, como processo e resultado do
ideário modernista que induz e consolida  novas áreas de ocupação e valorização
urbana, como alternativa à centralidade dominante; 
B ­ o deslocamento progressivo das funções administrativas e de Estado, em
direção a novas áreas de valorização das classes média e alta; 
C ­   medidas pontuais de proteção e modernização de áreas centrais, como a
legislação de proteção ao patrimônio edificado e implantação de ruas com
exclusividade de trânsito; 
D ­ ação do Estado, apoiado pelo Estatuto da Cidade, de retorno de funções
múltiplas notadamente habitacionais e institucionais às áreas centrais, e
valorização do patrimônio ambiental construído; 
E ­ a polarização dos novos centros de atendimento à classe dominante, mais
adequado ao transporte individual do que público, com concentração de serviços e
empregos, profissionais liberais e estabelecimentos de diversão e compras; 

O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)

Comentários:

A ­ As metrópoles brasileiras convivem com dois centros