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Proteção de Direitos Humanos (5.1 a 5.6)

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Proteção Internacional de Direitos Humanos
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Proteção Internacional de Direitos Humanos:
2 Sistemas:
1) Sistema Global ou Sistema da ONU;
2) Sistemas Regionais (Europeu, África, Ásia, América Latina);
Sistema Interamericano de Direitos Humanos – OEA.
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3 Precedentes Históricos:
1) Direito Humanitário (direitos a serem observados durante a guerra) – Convenções de Genebra sobre o Direito Humanitário – Ex. Ação da Cruz Vermelha. Direitos dos prisioneiros de Guerra.
2) Liga das Nações (criada após a 1.ª Guerra Mundial) com o objetivo de impedir uma segunda guerra com base em direitos das pessoas.
3) OIT - 1920(aqui os indivíduos passam a estar em um local central).
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A Primeira Introdução dos Direitos Humanos na Esfera Internacional
Em 22 de agosto de 1864 foi assinada, unicamente por potências européias, a Convenção de Genebra, que visava “melhorar a sorte dos militares feridos nos exércitos em campanha”, constituindo, segundo Comparato, a primeira introdução dos direitos humanos na esfera internacional. A comissão que criou a Convenção de Genebra, transformou-se, em 1880, na Comissão Internacional da Cruz Vermelha.[1] 
 [1] COMPARATO, Fábio Konder. A Afirmação Histórica dos Direitos Humanos, p. 167-8.
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3 Grandes Conquistas
1) Indivíduos voltam a ser sujeitos de DIP;
2) Flexibilização da soberania absoluta dos Estados;
3) Coloca os Direitos Humanos nas agendas políticas.
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Surgimento do Sistema de Proteção dos Direitos Humanos
A arquitetura internacional de direitos humanos torna-se uma prioridade a partir da Segunda Guerra Mundial.
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CARTA DAS NAÇÕES UNIDAS (assinada em São Francisco – E.U.A.)
Preâmbulo 
NÓS, OS POVOS DAS NAÇÕES UNIDAS, RESOLVIDOS 
a preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra,que por duas vezes, no espaço da nossa vida, trouxe sofrimentos indizíveis à humanidade, e a reafirmar a fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor do ser humano, na igualdade de direito dos homens e das mulheres, assim como das nações grandes e pequenas, e a estabelecer condições sob as quais a justiça e o respeito às obrigações decorrentes de tratados e de outras fontes do direito internacional possam ser mantidos, e a promover o progresso social e melhores condições de vida dentro de uma liberdade ampla. 
E PARA TAIS FINS, 
praticar a tolerância e viver em paz, uns com os outros, como bons vizinhos, e unir as nossas forças para manter a paz e a segurança internacionais, e a garantir, pela aceitação de princípios e a instituição dos métodos, que a força armada não será usada a não ser no interesse comum, a empregar um mecanismo internacional para promover o progresso econômico e social de todos os povos.
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Livro: Afirmação Histórica dos Direitos Humanos
Fábio K. Comparato (1936, p. 36), explica:
“Pois bem, a compreensão da dignidade suprema da pessoa humana e de seus direitos, no curso da História, tem sido, em grande parte, o fruto da dor física e do sofrimento moral. A cada grande surto de violência, os homens recuam, horrorizados, à vista da ignomínia que afinal se abre claramente diante de seus olhos; e o remorso pelas torturas, as mutilações em massa, os massacres coletivos e as explorações aviltantes faz nascer consciências, agora purificadas, a exigência de novas regras de uma vida mais digna para todos”. Exemplos: 1) DUDH (Seg. Guerra) e CF/88 – Dit.64).
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O elemento central dos Direitos Humanos é a dignidade humana, vista como aspecto inerente ao ser humano e que sinaliza para a proteção humana através da Lei (SARLET, Ingo Wolfgang).
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Ingo Wolfgang Sarlet, discorrendo sobre a posição central da dignidade da pessoa humana para o Estado brasileiro explica que:
“Neste contexto, não restam dúvidas de que todos os órgãos, funções e atividades estatais encontram-se vinculados ao princípio da dignidade da pessoa humana, impondo-se-lhes um dever de respeito e proteção, que se exprime tanto na obrigação por parte do Estado de abster-se de ingerências na esfera individual que sejam contrárias à dignidade pessoal, quanto no dever de protegê-la (a dignidade pessoal de todos os indivíduos) contra agressões oriundas de terceiros”.
 SARLET, Ingo Wolfgang. Op. cit., p. 108.
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Vídeo
Globo – vídeos – Brasileiros se destacam na história da ONU2
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Carta das Nações Unidas (1945) Primeiro marco da proteção de direitos humanos.
Tribunal Militar de Nuremberg;
Tribunal Militar de Tóquio;
Tribunal Penal Internacional para Ex-Iugoslávia (ONU – Ad doc);
Tribunal Penal para Ruanda (ONU – Ad doc).
Tribunal Penal Internacional 
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Filmes
Hotel Ruanda
E
Julgamentos de Guerra
E
Julgamento de Nuremberg
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Histórico dos Principais Tribunais Internacionais
Tribunal Militar Internacional Ad hoc de Nuremberg (1945);
Tribunal Penal Internacional Ad hoc da ONU para Ruanda (1998);
Tribunal Penal Internacional Ad hoc da ONU para Ex-Iugoslávia (1999);
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Segunda Guerra Mundial
Crimes de Guerra, contra a humanidade e genocídio
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Julgamento de Nuremberg
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Tribunal Militar Internacional de Nuremberg
No início do inverno de 1942 os governos das forças Aliadas anunciaram sua decisão de punir os criminosos de guerra do Eixo. Em 17 de dezembro de 1942, os líderes dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e União Soviética emitiram a primeira declaração conjunta registrando oficialmente o assassinato em massa de judeus europeus e informando sua decisão de processar os responsáveis por crimes contra populações civis. 
Assinada pelos ministros das relações exteriores dos governos dos Estados Unidos, Reino Unido e União Soviética em outubro de 1943, a Declaração de Moscou dizia que durante o tempo de duração de qualquer armistício as pessoas consideradas responsáveis por crimes de guerra deveriam ser devolvidas aos países nos quais os crimes haviam sido cometidos, onde seriam julgadas de acordo com as leis da nação em questão. Os “grandes” criminosos de guerra, cujos crimes não poderiam ser atribuídos a nenhuma área geográfica específica, seriam punidos de acordo com decisões conjuntas dos governos Aliados. Após a Guerra, os julgamentos dos principais oficiais alemães perante o Tribunal Militar Internacional (TMI), o mais conhecido dos tribunais que julgavam crimes de guerra, aconteceram em Nuremberg, na Alemanha, perante juízes que representavam as forças Aliadas.
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Crimes contra a Humanidade
Entre 18 de outubro de 1945 e 1º de outubro de 1946, o TMI julgou 22 "grandes" criminosos de guerra sob acusações de crimes contra a paz, crimes de guerra e crimes contra a humanidade, além de terem conspirado para cometê-los. O TMI definiu crimes contra a humanidade como "assassinato, extermínio, escravidão, deportação ou perseguições com bases políticas, raciais ou religiosas". 
Doze destes condenados foram sentenciados à morte, dentre eles, o marechal do Reich Hermann Göring, Hans Frank, Alfred Rosenberg e Julius Streicher. O TMI sentenciou três réus à prisão perpétua e quatro deles a períodos de prisão que variavam entre 10 e 20 anos. O tribunal absolveu três dos acusados. 
Sob a égide do TMI os tribunais militares norte-americanos em Nuremberg conduziram outros 12 julgamentos de oficiais alemães de alta patente. Estes julgamentos são, em geral, denominados pelo termo coletivo Processos Subseqüentes de Nuremberg. Entre dezembro de 1946 e abril de 1949, os promotores norte—americanos levaram ao Tribunal 177 pessoas e obtiveram a condenação de 97 réus, entre eles médicos famosos, membros das Einsatzgruppen (Unidades Móveis de Extermínio) e da administração da justiça alemã, do Ministério das Relações Exteriores, e do Alto Comando, bem como industriais proeminentes que se serviram do regime nazista.
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 Herrman Goehring
Ocupava a segunda posição no Alto Escalão do Terceiro Reich - Nazista
O advogado Otto Stahmer alegou em sua defesa, que apenas cumprira ordens, e que o julgamento era ofensivo ao princípio da legalidade.