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ATIVIDADE ESTRUTURADA   PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL II   O MOVIMENTO ESTUDANTIL BRASILEIRO

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estudantes, jornalistas e a população em geral, em manifesto contra os abusos dos militares.
Em dezembro, durante o governo do general Arthur da Costa e Silva, foi assinado e decretado o Ato Institucional número 5 (AI-5) que cassou a liberdade individual, acabando com a garantia de Habeas Corpus da população.
1979 - As entidades estudantis começam a ser reativadas. Acontece a primeira eleição por voto direto na história da UNE, quando é eleito o presidente baiano Rui César Costa e Silva.
1984 - “1,2,3,4,5 mil. Queremos eleger o presidente do Brasil!!!” Diretas Já! – movimento da população, com participação fundamental dos estudantes e dos políticos progressistas, para a volta das eleições diretas para presidente no Brasil. O congresso votou a favor das eleições indiretas e Tancredo Neves foi nomeado presidente para o próximo mandato (a partir de 1985). Ficou decidido que as próximas eleições, em 1989, seriam diretas. Depois de 34 anos de eleições indiretas Fernando Collor de Melo é eleito presidente.
1992 - Acontecem sucessivas manifestações nas ruas contra a corrupção no governo, dando início ao movimento de estudantes chamado Caras Pintadas, que resultou no Impeachment do então Presidente da República, Fernando Collor de Melo.
Quem derruba o povo armado?
Só um povo armado ou só um povo organizado?
A juventude sempre cumpriu e cumpre um papel importante na História dos povos. No Brasil, também é assim. 
Selecionamos alguns momentos importantes em que os estudantes organizados se posicionaram, defendendo os direitos de nossa sociedade, transformando a realidade em que viviam e contribuindo ativamente na construção de um país melhor. E fizeram história.
3- CRONOLOGIA DO MOVIMENTO ESTUDANTIL
3.1 Primórdios do movimento estudantil (1901/1930)
Caracteriza-se pelo aparecimento das primeiras organizações nacionais do movimento estudantil brasileiro, marcadas ainda por certa efemeridade.
3.2 O movimento estudantil na era Vargas (1930/1945)
A partir da Revolução de 1930, a politização do ambiente nacional levou os estudantes a tomarem parte na Revolução Constitucionalista de São Paulo e a formarem organizações como a Juventude Comunista e a Juventude Integralista. Em 1937, foi criada a União Nacional dos Estudantes (UNE). Na década de 40, era o grande marco na luta contra o nazi-fascismo.
3.3 O movimento estudantil no período democrático (1945-1964):
A partir de 1947, iniciou-se a fase de hegemonia socialista na UNE, que foi até 1950. Nesse período, a entidade liderou campanhas nacionais contra a alta do custo de vida e em prol da indústria siderúrgica nacional e do monopólio estatal do petróleo (campanha O Petróleo É Nosso).
De 1950 a 1956, a UNE viveu sua fase direitista, comandada por um grupo ligado à União Democrática Nacional (UDN).
Com a esquerda de novo no poder, a UNE apoiou, em 1961, a campanha da legalidade, a favor da posse de João Goulart, e reforçou sua ação no campo da cultura com a criação do Centro Popular de Cultura e da UNE Volante.
3.4 O movimento estudantil no período da ditadura militar (1964-1974):
Esse período foi caracterizado pela luta contra a ditadura militar e pelo retorno às liberdades democráticas.
3.5 O movimento estudantil na distensão política (1974-1984):
Depois de um período de inatividade da UNE, em 1976, iniciou-se um movimento pela reconstrução da entidade. Favoreceu o contexto de abertura lenta e gradual iniciada por Ernesto Geisel (1974-1979) e aprofundada por João Batista Figueiredo (1979-1985).
3.6 O movimento estudantil na democracia (1984-dias atuais):
Desde a segunda metade da década de 80, com a posse do primeiro presidente civil desde 1964 e com o retorno às liberdades democráticas no país, o movimento estudantil brasileiro foi lentamente recuperando seu lugar e sua importância na política nacional. O grande destaque desse período foi a campanha pelo impeachment do presidente Fernando Collor, marcada pelas grandes manifestações de rua lideradas pelos estudantes caras-pintadas.
Como é possível observar, a história do ME se confunde com a própria história política do Brasil, provando que essa instância se caracteriza, de fato, como um espaço aonde irão se delinear as principais tendências políticas nacionais, tendo como subsídios fundamentais, para tanto, as ideias consolidadas a partir de um campo de atuação comum, ou seja, o espaço acadêmico.
4- A IMPORTÂNCIA DO MOVIMENTO ESTUDANTIL 
A juventude sempre teve um papel muito importante nos movimentos sociais, dando a eles a sua cara. As lutas apoiadas pelos jovens têm a força, irreverência e capacidade de protesto contra toda e qualquer forma de injustiça que só a juventude possui. Assim, os movimentos estudantis acabam sendo fontes de novas lideranças políticas, essenciais para a renovação dos sistemas. Ao mesmo tempo, é também nessa faixa etária que se encontra a parte da população brasileira atingida pelos piores índices de desemprego, evasão escolar, falta de formação profissional, mortes por homicídio, envolvimento com drogas e com a criminalidade. Para cuidar destes problemas o governo criou a alguns anos uma Política Nacional de Juventude. Sem dúvida, um avanço significativo que reconhece a condição do jovem e de seus direitos. 
É nesse contexto que foram sendo criadas as Secretarias da Juventude, abrindo caminho para a afirmação de uma política efetiva voltada aos jovens, em vários estados e municípios. 
Nesse sentido que se destacam os Diretórios Centrais dos Estudantes (DCE’s), os grupos de jovens, e as variadas organizações juvenis de todo o estado, e de todo o país. É importante reconhecer o verdadeiro valor das lideranças juvenis que em momentos diferentes da nossa história combateram pela igualdade, liberdade, democracia e, principalmente - dos que ainda hoje, mantém viva a luta e renovam a esperança em cada novo dia.
O Movimento Estudantil brasileiro tem procurado, ao longo da história do Brasil, romper com a lógica formalista/funcionalista/pragmática, tão característica à academia nas últimas décadas, atuando como uma espécie de espaço de resistência, dentro de outro espaço de resistência que é a própria universidade. Na esteira desse processo se sucederam experiências estudantis mais variadas, as quais procuraram, de alguma forma, dar sua contribuição.
Para entender como o movimento estudantil universitário tornou-se um importante fator político devemos, primeiramente, considerar algumas mudanças que afetaram o sistema de ensino superior público do país. Dentre as experiências de sucesso merece destaque, a título de exemplo:
A expansão das universidades - No final da década de 50, ele começou a crescer, com a criação de inúmeras faculdades e universidades. Num país em desenvolvimento, o acesso ao ensino superior passou a ser condição fundamental para acelerar o processo de modernização, ao mesmo tempo que abria novos caminhos para a mobilidade e ascensão social.
Sua expansão resultou num aumento progressivo da oferta de vagas, que foram preenchidas por jovens provenientes, sobretudo, dos estratos médios da sociedade. As matrículas cresceram a uma taxa média de 12,5 % ao ano. Para traçar um panorama do aumento das vagas, basta constatar que, em 1945, a universidade brasileira contava com 27.253 estudantes, total que saltou para 107.299 no ano de 1962. Em 1968, o número de universitários dobrou, chegando a 214 mil.
A criação do CPC (Centro Popular de Cultura) – que nos anos de 1960 constituiu um verdadeiro espaço de resistência no seio da academia. Tinha como objetivo a conscientização através da cultura.
Ideologia e política - O aumento do número de estudantes coincidiu com o crescimento e consolidação de novas correntes políticas no meio universitário, que passaram a liderá-lo através do controle dos principais cargos nas mais importantes organizações estudantis. As novas correntes políticas se tornaram hegemônicas e defendiam ideologias ligadas à esquerda marxista (ou seja, um projeto socialista de transformação da ordem social).
Essas

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