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Aula 1 O surgimento da Psicologia Escolar

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PSICOLOGIA ESCOLAR 
O surgimento da Psicologia Escolar
A Psicologia Escolar é uma área que se desenvolveu juntamente com a Psicologia Geral. O conhecimento produzido no campo da aprendizagem, da percepção e da memória auxiliaram as reflexões do processo ensino-aprendizagem, possibilitando o surgimento da Psicologia Escolar no final do século XIX. 
Não é possível delimitar um local e uma data de surgimento, uma vez que, em diversos países, foram sendo realizadas iniciativas de aplicação do conhecimento da Psicologia no universo escolar, com o intuito de promover o bem-estar humano.
1° momento
A Psicologia Escolar, em um primeiro momento, trabalhou com crianças, sobretudo as que apresentavam dificuldades de aprendizagem. 
Podemos afirmar, inclusive, que a Educação Especial para os alunos portadores de necessidades especiais funcionou como um incentivo para o desenvolvimento dessa especialidade da Psicologia.
2° momento
Ao longo do seu desenvolvimento, a Psicologia Escolar passou a trabalhar também com os pais, os professores e, mais recentemente, com a comunidade. 
Essas diferentes iniciativas do trabalho do psicólogo no campo escolar tiveram início na Europa e nos Estados Unidos da América.
Stanley Hall 
Stanley Hall foi, nos Estados Unidos, um dos primeiros estudiosos que articulou Psicologia e Educação. Ele foi professor de escola pública e possuía grande interesse em temas relacionados com a infância. 
 Hall desenvolveu diversos trabalhos em Psicologia relacionados com desenvolvimento de crianças e adolescentes e com educação. Ao longo de sua carreira, publicou diversos livros e artigos sobre esses temas.
Lightner R. Witmer
Outro precursor da Psicologia Escolar nos Estados Unidos foi Lightner R. Witmer, que trabalhou sobretudo com crianças com dificuldades de aprendizagem e criou uma clínica psicológica para encaminhamento dessas crianças (cf. Netto, 2001).
Alfred Binet
Do final do século XIX, na França, podemos destacar o nome de Alfred Binet, que publicou um livro de Psicologia Escolar intitulado Ideias modernas sobre as crianças. 
O livro continha sua pesquisa, realizada em Paris, sobre memorização de frases e palavras por alunos de escola primária (cf. Netto, 2001).
Wallon
Na França, podemos destacar a importância de Wallon, com seus estudos acerca do desenvolvimento de crianças.
René Zazzo 
Além de Wallon, enfatizamos a contribuição de René Zazzo para o desenvolvimento da Psicologia Escolar. 
Ele realizou um projeto nas escolas francesas, em que os alunos eram acompanhados, desde o início da escolarização, por psicólogos a fim de auxiliá-los nesse processo (cf. Netto, 2001).
Inicio da psicologia escolar
A Psicologia Escolar começou a ser introduzida no Brasil juntamente com o início do curso de graduação em Psicologia no ano de 1962 (lei 4.119). Antes do curso de graduação, a relação entre a psicologia e a escola ocorria através dos conteúdos da Psicologia que eram úteis à escola e ao processo de ensino-aprendizagem.
Esses conteúdos eram ministrados no curso de formação de professores, o chamado Curso Normal. Ali, o conhecimento da psicologia educacional e do desenvolvimento infantil encontravam espaço.
 
A Psicologia Escolar iniciou sua atuação sobretudo junto aos professores, através da sua formação para trabalhar com crianças e, paulatinamente, foi surgindo o atendimento aos escolares que apresentavam dificuldades no sistema escolar, sobretudo referentes à aprendizagem.
A história da Psicologia Escolar no Brasil tem sido marcada por diferentes momentos. 
Inicialmente, o foco do trabalho era no ajustamento e na adaptação do aluno, em que o psicólogo diagnosticava os alunos com dificuldades de aprendizagem. 
Em momento posterior, a ênfase foi dada ao processo de Orientação Vocacional, em que o psicólogo, através de testes, procurava compreender as aptidões e interesses dos alunos para que eles pudessem encontrar uma profissão à qual se ajustassem. 
Posteriormente, a psicologia passou a estar inserida na escola para lidar com as questões da aprendizagem, e não somente com as dificuldades de aprendizagem.
A perspectiva da psicologia, até esse momento, não considerava os aspectos institucionais envolvidos na dificuldade do aluno. Apenas ele e o seu meio social eram os responsáveis pelo fracasso escolar.
 
A Psicologia Escolar mudou o foco do trabalho para uma atuação cujo objetivo passou a ser auxiliar a escola na promoção do desenvolvimento integral do aluno e das relações que ocorrem na escola. Assim, o psicólogo passou a atuar de maneira mais institucional e preventiva (cf. Cruces, 2003)
Trabalho preventivo do Psicologo
O psicólogo irá atuar preventivamente ou na resolução de problemas existentes com os diferentes sujeitos envolvidos no processo: professores, alunos, pais e funcionários.
Com os pais e professores, a atuação poderá ser através de orientação ou palestras.
Com os alunos, através de projetos temáticos como sexualidade, uso de drogas ou valores morais.
E, com os funcionários, poderá ser através de cursos ou reuniões de avaliação.
O psicólogo e sua atuação dentro da escola
O psicólogo que atua na escola deve ter conhecimento acerca dos aspectos cognitivos do sujeito, tais como: percepção, atenção, memória, pensamento e linguagem, que são fundamentais para que o sujeito possa aprender os conteúdos.
É importante, também, que o profissional conheça as diferentes patologias para que possa identificá-las nesse universo e, assim, orientar pais e professores.
Para que um dado conteúdo seja apreendido, faz-se necessário que os canais de entrada da informação, sobretudo a visão e a audição, que são os principais utilizados pela escola, estejam em bom funcionamento. 
 
Podemos perceber, facilmente, que uma criança com problemas de visão poderá ter dificuldade de enxergar as questões colocadas no quadro e copiá-las de modo diferente, prejudicando, assim, a assimilação do conteúdo e a aprendizagem.