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Estudos de casos   Moore anatomia humana

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Estudos de casos – Cabeça
Casos clínicos
Moore
 Caso 7.1
 Durante uma prática de beisebol uma bola saiu do campo e atingiu o lado esquerdo da cabeça de um jogador que estava próximo. Ele caiu ao chão e ficou inconsciente por mais de 3 minutos. O exame inicial feito pelo treinador revelou que a pele não havia sido destruída, porém havia uma tumefação na fossa temporal. O jogador queixou-se de uma dor de cabeça intensa, desorientação e visão turva. Sua pupila esquerda estava moderadamente dilatada e reagia lentamente á luz.
 Questões:
Qual dos sinais mencionados acima indicam uma possível fratura do crânio e hematoma extra-dural (epidural)?
Que ramo arterial foi mais provavelmente rompido? Onde está localizado? Que tipo de fratura do crânio provavelmente está presente? Onde o sangue se acumularia?
Se você estivesse presente na hora da lesão e observado os sinais acima, o que faria?
Como você acha que o neurocirurgião removeria o hematoma?
 Resposta:
	 A perda de consciência por mais de 3 minutos como resultado de um golpe no lado da cabeça indica que pode haver uma fratura do crânio e um hematoma extra-dural. A dilatação gradual da pupila esquerda e a confusão mental também sugerem que um hematoma está presente e aumentando. O ramo anterior da artéria meníngea média provavelmente foi o mais dilacerado. Este ramo se situa profundo ao ptério e é frequentemente lacerado por fratura dos ossos que formam este ponto de referência óssea. A lesão ao crânio provavelmente era uma fratura com afundamento da calvária, na qual o sangue provavelmente se acumularia entre a dura-máter e a calvária. Se você estivesse presente e observado os sinais descritos, você teria chamado uma ambulância imediatamente. O neurocirurgião provavelmente operaria imediatamente para descomprimir (evacuar cirurgicamente) o hematoma e controlar o sangramento dos vasos meníngeos.
 Caso 7.2
 Um homem jovem estava participando de um jogo “pick-up” de hóquei quando foi derrubado. Não estava usando capacete e bateu a cabeça com força no gelo. Ficou momentaneamente atordoado e disse que “viu estrelas”. Sua visão ficou obscurecida por aproximadamente 20 segundos. Ele patinou até o banco e não apresentou outros sinais de lesão exceto quando se queixava de uma dor de cabeça demorada.
 Questões:
Você acha que a pessoa teria fraturado a calvária? Explique sua resposta.
O que a dor de cabeça demorada pode indicar?
Se você detectasse líquido claro gotejando do nariz da pessoa, qual seria sua suspeita sobre a fonte de líquido?
 Resposta:
	 O jovem homem provavelmente não teve a calvária fraturada porque não perdeu a consciência. A queda sobre a cabeça resultou em ligeiras alterações na função neurológica: “vendo estrelas” e uma visão obscura. A cefaleia persistente pode indicar aumento da pressão intra-craniana resultante de dano ao cérebro (e.g., contusão do córtex cerebral). Uma fratura da lâmina cribiforme do etmoide pode romper as meninges e advir perda de líquido cerebrospinal através do nariz (rinorreia de líquido cerebrospinal).
 Caso 7.3
 Um jogador de hóquei foi maldosamente atingido na parte inferior da face por um cotovelo durante uma briga no canto do ringue. Sangramento profuso da boca estava evidente e ele era incapaz de fechar a mandíbula normalmente. 
 Questões:
Que osso pode ter sido fraturado?
Uma perda da integridade da mandíbula resultaria em mudança de mordedura. Como esta condição é chamada? Qual a consequência desta deformidade?
Que outras estruturas podem ser fraturadas. Discuta estas lesões. 
 Resposta:
	 Provavelmente a mandíbula estava fraturada, como consequência seus dentes não se ajustavam (oclusão) como o faziam normalmente. A fratura da mandíbula é comum em esportes como o hóquei, futebol americano e rugby. Frequentemente duas fraturas, ou uma fratura com luxação da articulação têmporo-mandibular, ocorre na mandíbula. O local de fratura mais comum é próximo do ângulo da mandíbula. Quando a integridade da mandíbula é perdida, os dentes não se encaixam normalmente – uma condição chamada mal-oclusão. Isto leva a mudanças nos padrões de fala porque a articulação das palavras é difícil (sons dentais, como o som de “s”, podem não ser produzidos de maneira convencional ou podem ser produzidos inadvertidamente e os movimentos necessários da mandíbula podem ser difíceis ou dolorosos). As fraturas dos dentes também podem ocorrer quando as mandíbulas são atingidas por um golpe forte. A fratura pode ocorrer através do esmalte, polpa ou raiz do dente. As fraturas que expõe a polpa do dente causam dor e sensibilidade acentuadas ao calor e ao frio. As fraturas da raiz causam mobilidade dos dentes.
 Caso 7.4
 Um batedor de beisebol foi atingido na parte súpero-lateral da bochecha direita por uma bola rápida. Sua bochecha tornou-se achatada e deprimida. Logo ocorreram tumefação e equimose em torno do olho. O jogador queixava-se de tontura, visão dupla no olho direito e torpor da bochecha.
 Questões:
Que osso provavelmente foi mais fraturado?
Que outros ossos podem ter sido fraturados?
Qual é a fratura mais comum da parte superior da bochecha?
Que sintoma sugere que o olho e a órbita podem estar lesados?
 Resposta:
	 O zigomático (ou sua fixação aos ossos adjacentes, ou os próprios ossos adjacentes) provavelmente foi o mais fraturado. Os ossos que formam a órbita também podem ter sido fraturados. As fraturas do zigomático são as fraturas mais comuns da parte superior da bochecha, a mais grave das quais é a fratura “trípode” do zigomático envolvendo três rupturas separadas dos ossos do crânio através:
do forame e canal infra-orbitais até o sulco infra-orbital (uma fratura da maxila)
da sutura zigomático-parietal da margem lateral da órbita
do arco zigomático, normalmente no seu ponto mais estreito, onde ocorre a sutura entre o processo zigomático do temporal e o processo temporal do zigomático.
	 A diplopia sugere que o bulbo do olho e a órbita podem ter sido lesados. A diplopia indica mal alinhamento dos eixos visuais. A visão temporariamente obscurecida pode ser uma complicação das fraturas zigomáticas.
 Caso 7.5
 Um jogador de beisebol situado perto da segunda base foi atingido no lado do nariz quando a bola pulou inesperadamente. O nariz ficou deformado e os ossos nasais foram deslocados. A ruptura das cartilagens do nariz também foi detectada. A epistaxe estava presente, sangue estava jorrando do nariz e suas vias aeríferas nasais estavam obstruídas.
 Questões:
As fraturas do nariz são comumente nos esportes de contato?
O que é epixtase?
O que leva o sangue a jorrar do nariz?
Que vasos normalmente são rompidos?
O que causa a obstrução das vias aeríferas?
Se a fratura do nariz se estendesse até o crânio, qual pode ser o resultado?
 Reposta:
	 As fraturas dos ossos nasais são as lesões mais comuns em esportes nos quais os jogadores não usam protetores faciais (e.g., beisebol e boxe). A epixtase refere-se á hemorragia nasal (sangramento profuso do nariz). O sangramento resulta da abundância de suprimento sanguíneo para a túnica mucosa do nariz. O jato de sangue que jorra do nariz resulta das artérias rompidas, especialmente no local de anastomose das artérias esfeno-palatina e palatina maior no septo nasal (área de Kiesselbach). A via aerífera nasal é frequentemente obstruída por uma fratura do nariz porque os fragmentos ósseos podem bloquear o nariz. Se a fratura se estende até o assoalho da fossa anterior do crânio, a lâmina cribiforme pode ser fraturada e as meninges podem ser rompidas, resultando em rinorreia de líquido cerebrospinal – uma descarga de LCS através do nariz.
 Caso 7.6
 Um jovem de 16 anos de idade foi encaminhado a uma dermatologista para tratamento de um caso grave de acne (acne vulgaris). O médico notou um abscesso (furúnculo), que tinha desenvolvido uma “cabeça” amarela no seu ápice, na asa do nariz