A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
14 pág.
Estudos de casos   Moore   Membro inferior

Pré-visualização | Página 1 de 6

Estudos de casos – Membro inferior
Casos clínicos
Moore
 Caso 5.1
 Uma médica de cuidados primários perguntou a seu paciente se você poderia palpar o pulso da artéria poplítea. Ele concordou e, depois de diversas tentativas, você não pôde detectar um pulso. A médica deu-lhe alguns conselhos.
 Questões:
Que razão você acha que seria mais provável para explicar sua incapacidade de palpar o pulso da artéria poplítea?
Como você posicionaria o paciente para tentar palpar novamente o pulso?
 Resposta:
	 Você provavelmente foi incapaz de palpar o pulso da artéria poplítea porque o joelho do paciente estava estendido, o que tensiona a fáscia poplítea. Você deve manter o joelho da pessoa em um grau suave de flexão e colocar seus polegares sobre a patela e os dedos de ambas as mãos na fossa poplítea. Não se deve pedir á pessoa para fletir a perna porque isso irá tensionar os músculos e novamente o tornará o pulso difícil de palpar. Ambas as mãos devem apertar a fossa poplítea firmemente para sentir o pulso. Como este pulso é frequentemente difícil de palpar, é necessário em alguns casos pedir á pessoa para se deitar em posição de pronação com o joelho fletido em ângulo reto. A pressão profunda na fossa deve comprimir a artéria poplítea contra a face poplítea do fêmur e tornar o pulso palpável.
 Caso 5.2
 Durantes rondas clínicas perguntaram-lhe se você desejava observar uma punção lombar. Você, entusiasticamente, disse “Sim”. Antes de começar o procedimento, o médico lhe fez três perguntas.
 Questões:
Que parte dos ílios são pontos de referência importantes quando se prepara para realizar uma punção lombar?
Onde a medula espinal termina normalmente nos adultos?
Onde você inseriria a agulha da punção lombar?
 Resposta:
	 Os pontos mais altos das cristas ilíacas, palpados a partir da face posterior, são importantes para a realização de uma punção lombar. A linha que une estes pontos situa-se oposta ao espaço inter-vertebral L4/L5, que é um ponto de referência para a inserção da agulha no espaço sub-aracnoideo para se obter uma amostra do líquido cerebrospinal. A medula espinal normalmente termina no disco entre as vértebras L1 e L2, mas pode terminar no disco entre T12 e L1 ou no disco entre L2 e L3. A agulha da punção lombar normalmente é inserida no espaço inter-espinhal das vértebras L3 e L4 ou entre as vértebras L4 e L5.
 Caso 5.3
 Um adolescente foi esfaqueado com um canivete cerca de 5cm proximal á base da patela. O ferimento não incomodou muito, de modo que ele não procurou cuidados médicos. Dois dias mais tarde a parte inferior de sua coxa tornou-se inchada e sensível. Ele chegou ao pronto-socorro com dor considerável.
 Questões:
Que estruturas cheias de líquido situam-se nessa área da coxa?
Por que um ferimento á faca nesta região é relacionado com a articulação do joelho?
 Resposta:
	 A bolsa supra-patelar situa-se profunda a esta área. A bolsa supra-patelar comunica-se livremente de modo quase invariável com a articulação do joelho e cirurgicamente forma parte da cavidade articular. Consequentemente, um ferimento na face anterior da parte distal da coxa pode infectar a bolsa supra-patelar e a infecção pode se espalhar para a articulação do joelho.
 Caso 5.4
 Durante um jogo de futebol um jogador levou um chute forte na face lateral do joelho. Sabendo que você era estudante de medicina, o treinador pediu-lhe para palpar a cabeça da fíbula do jogador.
 Questões:
Como você palparia a cabeça da fíbula?
Que ponto de referência ósseo você usaria?
Por que é importante ser capaz de palpar a cabeça da fíbula?
 
 Resposta:
	 A cabeça da fíbula é sub-cutânea na face póstero-lateral do joelho no nível do túber isquiático. Ela é palpada melhor a partir da face posterior. É importante ser capaz de palpar a cabeça da fíbula porque o colo da fíbula é comumente fraturado quando sofre uma pancada forte no lado lateral do joelho. Além do mais, o nervo fibular comum curva-se em torno do colo da fíbula e pode ser lacerado por uma pancada no joelho e rompido se o colo da fíbula for fraturado.
 Caso 5.5
 Uma mulher de 52 anos de idade estava preocupada com uma protuberância do tamanho de uma ameixa na parte superior da coxa, imediatamente abaixo do ligamento inguinal. Um exame físico revelou que a tumefação era no trígono femoral e que estava se herniando através do hiato safeno.
 Questões:
Qual é a posição do hiato safeno em relação ao tubérculo púbico?
Por que esta relação é importante no diagnóstico diferencial do hérnias?
Uma hérnia femoral é encontrada mais frequentemente nas mulheres do que nos homens?
 Resposta:
	 O hiato safeno é cerca de 4cm ínfero-lateral ao tubérculo púbico. Uma hérnia femoral penetra no canal femoral e pode aumentar, passando inferiormente através do hiato safeno para o tecido sub-cutâneo da coxa. Uma hérnia femoral forma uma protuberância ínfero-lateral ao tubérculo púbico, enquanto uma hérnia inguinal indireta forma uma protuberância superior ao tubérculo púbico á medida que a hérnia deixa o anel inguinal superficial e penetra no escroto. Consequentemente, uma tumefação no trígono femoral não pode ser formada por uma hérnia inguinal. As hérnias femorais são encontradas com mais frequência nas mulheres porque o anel femoral é maior nas mulheres que nos homens, seus vasos femorais são menores, e mudanças ocorrem nos tecidos associadas a gravidez.
 Caso 5.6
 Um homem jovem recebeu um talho superficial no lado súpero-medial do joelho. Um tendão arredondado semelhante a um cordão, intimamente relacionado com a cabeça medial do músculo gastrocnêmio, foi cortado.
 Questões:
Que tendão provavelmente foi cortado?
Qual é a relação deste tendão com o côndilo medial do fêmur?
Como é testado o músculo ao qual este tendão pertence?
 Resposta:
	 Indubitavelmente, o tendão do músculo semi-tendíneo foi cortado. Ele se situa superficial ao tendão do músculo semi-membranáceo. O tendão do músculo semi-tendíneo passa atrás do côndilo medial do fêmur. Para testar o músculo durante um exame físico (não neste caso), peça á pessoa para deitar-se na posição de pronação. Depois peça-lhe para fletir o joelho contra a resistência de sua mão. Se o músculo estiver normal, o tendão pode ser palpado proximal ao joelho no lado medial.
 Caso 5.7
 Uma mulher jovem feriu o tornozelo durante um jogo de basquetebol. Ela disse: “Eu virei meu tornozelo mas é apenas uma distensão leve!”. Um exame preliminar feito pelo treinador indicou que seu tornozelo estava gravemente luxado.
 Questões:
Que ligamento do tornozelo ela provavelmente dilacerou?
Que outros ligamentos ela pode ter dilacerado?
Que osso ela pode ter fraturado?
 Resposta:
	 Na maioria das entorses ligamentares do compartimento lateral, o ligamento talo-fibular anterior é dilacerado. Nos entorses graves, os ligamentos calcâneo-fibular e talo-fibular posterior também podem ser dilacerados e acompanhados por uma fratura em avulsão da parte distal da fíbula.
 Caso 5.8
 Uma paciente falou com seu médico sobre dor nos pés. Ela também estava preocupada com o desgaste desigual das solas dos sapatos. O médico examinou seus pés enquanto ela estava de pé. Observou que o arco longitudinal estava mais achatado do que o normal.
 Questões:
Qual você acha que será o diagnóstico do médico?
Qual é a causa dessa condição?
Onde os sapatos da pessoa apresentam desgaste excessivo?
 Resposta:
	 Obviamente, a pessoa tinha pés chatos. As pessoas com pés chatos gastam as solas do sapato no lado medial, que se estende até a ponta do sapato. O ligamento mais importante no pé é o calcâneo-navicular plantar por causa do suporte que ele dá para o arco longitudinal medial do pé. Suas fixações principais são o sustentáculo do tálus e a tuberosidade do osso navicular. Uma linha que une estes dois pontos ósseos indica a localização deste