AUDIÇÃO e EQUILÍBRIO
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AUDIÇÃO e EQUILÍBRIO


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o sáculo sinalizam a posição da cabeça em relação à gravidade 
(se vertical, horizontal ou inclinada, por exemplo). Também são capazes de 
perceber acelerações lineares, como por exemplo, se estamos subindo ou 
descendo em um elevador, ou se o estamos indo para frente e para trás em 
um veículo. para que isso ocorra, há uma mudança na pressão exercida pelos 
otólitos (cristais de cálcio) localizados acima da mácula (camada gelatinosa). 
Esta mudança na pressão é percebida pelas células do labirinto, que então 
transformam essa informação em sinal elétrico. 
 
 
 
Figura 3. Funcionamento do utriculo e do sáculo. Detalhe mostra a inclinação 
da mácula durante a inclinação da cabeça. 
 
 
1.4- O que causa a liberac a o do neurotransmissor das ce lulas receptoras do 
utri culo e do sa culo? 
Quando as fibras basilares se curvam para a rampa vestibular, as células 
ciliadas se despolarizam, e, na direção oposta, elas se hiperpolarizam, 
gerando, assim, potencial receptor alternante da célula ciliada. Isso, por sua 
vez, estimula as terminações do nervo coclear que fazem sinapse com as 
bases das células ciliadas. Acredita-se que neurotransmissor de ação rápida 
seja liberado pelas células ciliadas nestas sinapses durante a 
despolarização. É possível que a substância transmissora seja o glutamato, 
mas não há certeza disso. 
 
 
 
Via nervosa auditiva 
 
1. Fibras nervosas do gânglio espiral de corti entram entre os núcleos 
cocleares dorsal e ventral localizados na parte superior do bulbo 
2. Todas as fibras fazem sinapse, e neurônios de segunda ordem passam 
em sua maior parte, para o lado oposto do tronco cerebral para 
terminar no núcleo olivar superior. 
3. Algumas fibras de segunda ordem também se projetam para o núcleo 
olivar superior no mesmo lado 
4. Do núcleo olivar superior as fibras ascendem pelo lemnisco lateral 
5. Algumas fibras terminam no lemnisco lateral, muitas desviam desse 
núcleo e encaminham para o colículo inferior, local em quase todas as 
fibras auditivas fazem sinapse. 
6. Desse colículo inferior a via passa para o núcleo geniculado medial, 
onde fazem sinapses as fibras. 
7. Via prossegue por meio da radiação auditiva, até o córtex auditivo, 
localizado no giro superior do lobo temporal. 
 
Cruzamento da via em: 
1. No corpo trapezoide, 
2. Na comissura entre os dois núcleos do lemnisco lateral e 
3. Na comissura que liga os dois colículos inferiores 
 
1.5- De que modo as informações fornecidas pelo sistema vestibular podem 
ser utilizadas? Em outras palavras, quais processos fisiológicos podem ser 
influenciados por este sistema? 
Parte da complexidade do estudo e avaliação do sistema vestibular se deve 
ao fato de que ele não atua sozinho, e em todas as suas funções há auxílio 
de outros sistemas. As três funções principais do sistema vestibular e dos 
sistemas que o auxiliam são: 
manutenção do equilíbrio, 
estabilização da visão estável durante movimentos da cabeça e dos olhos, 
percepção de movimento na orientação espacial. 
 
Figura 4. Vias do sistema vestibular. 
Em amarelo, reflexo vestíbulo-espinhal, manutenção do equilíbrio; 
em vermelho, reflexo vestíbulo-ocular, manutenção na imagem na retina; 
e em verde, via vestíbulo-cortical, percepção do espaço e de movimento. 
 
1. Manutenção do equilíbrio 
O estímulo do labirinto atinge a medula espinhal para estabilizar a posição 
da cabeça no espaço e em relação ao tronco, e para manter o indivíduo em 
pé. Estímulos labirínticos levam a diferentes padrões de ativação na 
musculatura cervical e dos membros, e têm o objetivo de manter o equilíbrio 
e prevenir quedas. Nesta função participam também a visão e a 
sensibilidade proveniente das articulações e músculos (ver figura 4, em 
amarelo). 
 
2. Estabilização da visão 
A informação proveniente do labirinto atinge as estruturas que controlam 
os movimentos oculares, desencadeando um reflexo denominado vestíbulo-
ocular. A função do reflexo vestíbulo-ocular é estabilizar a imagem na 
retina durante movimentos rápidos da cabeça. Quando um indivíduo caminha 
sua cabeça oscila para cima e para baixo e é o reflexo vestíbulo-ocular que o 
possibilita ler uma placa ou reconhecer uma pessoa que vem em sua direção. 
Se o reflexo vestíbulo-ocular não funcionasse seria como andar segurando 
uma filmadora e observando a imagem que oscila de acordo com seus passos. 
Nesta função participam também outros sistemas que controlam os 
movimentos oculares (ver figura 4, em vermelho). 
 
3. Orientação espacial e percepção do movimento 
Os estímulos provenientes do labirinto atingem o córtex cerebral e geram 
informações a respeito da orientação espacial e da percepção de movimento. 
Ao contrário de áreas cerebrais relacionadas a visão, audição, olfato e 
sensibilidade, não se acredita que exista uma região no córtex responsável 
exclusivamente pela informação vestibular (do labirinto). Para percepção da 
cor de um objeto, por exemplo, a visão é a única informação necessária, mas 
para percepção espacial e de movimento participam além das informações do 
labirinto, as informações visuais e sensitivas, o que torna essa função desde 
o princípio multissensorial (ver figura 4, em verde).