relatorio exame de tipagem sanguinea
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relatorio exame de tipagem sanguinea


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Introdução

Sabe-se que o sistema ABO é composto pelos tipos sanguíneos A, B, AB e O, que são caracterizados pela presença ou ausência de aglutinogênios em suas hemácias e de aglutininas em seu plasma. O tipo sanguíneo A possui aglutinogênio A em suas hemácias e aglutinina anti-B em seu plasma; do tipo B possui aglutinogênio B e aglutinina anti-A; do tipo AB possui aglutinogênios A e B, mas não possui aglutininas e, do tipo O, não possui aglutinogênios, mas possui aglutininas do tipo anti-A e anti-B.

A Genética do Sistema ABO

Os grupos sanguíneos do sistema ABO são determinados por um sistema de alelos múltiplos, que envolve três genes: IA, IB e i. Os genes IA e IB são codominantes e ambos são dominantes sobre o recessivo i. A relação de dominância pode ser representada assim:

IA = IB > i.

Observe o quadro a seguir:

A frequência dos três genes não é igual na população. Os genes IA e i são, normalmente mais frequentes. Por isso, na maioria das populações humanas (in- clusive no Brasil), os grupos sanguíneos mais comuns são o A e o O.

Sistema RH

O anti-Rh é capaz de aglutinar as hemácias humanas portadoras do antígeno correspondente, o chamado fator Rh. Os indivíduos, cujas hemácias são aglutinadas, são denominados Rh positivos. O fator Rh é herdado como uma característica mendeliana dominante, sendo condicionado por um gene designado por Rh ou D. Veja:

Em relação ao sistema Rh, se houver aglutinação do sangue significa que o indivíduo possui o fator Rh em seu plasma, assim, o mesmo é Rh+, senão, significa ausência do fator Rh, então é Rh\u207b. Com base nesses conhecimentos prévios foi possível chegar a conclusão sobre os tipos sanguíneos dos alunos da turma do 3ºA do CEMAG.

Objetivo

A aula prática sobre o sistema ABO e Rh, teve como principal objetivo a realização da tipagem sanguínea dos colegas de classe e a análise do tipo sanguíneo mais frequente. Após a tipagem, os resultados obtidos foram bastante semelhantes aos de pesquisas realizadas anteriormente, em que apareceram também com destaque na classe o tipo A e O. Com esse procedimento foi possível conhecer mais a fundo o funcionamento da tipagem sanguínea e aprofundar os conhecimentos em relação ao sistema ABO e Rh.
Materiais e Métodos

Materiais:
Lâminas de vidro para cada aluno;
Agulhas para cada aluno;
Algodão;
Álcool;
Palitos de madeira;
Reagentes utilizados:
Soro Anti-A;
Soro Anti-B;
Soro Anti-D;

Procedimento experimental

1º passo: pingar uma gota de cada soro em uma lâmina;
2º passo: desinfetar o dedo do aluno com álcool e algodão;
3º passo: furar o dedo com uma agulha e gotejar uma gota de sangue em cada tipo de soro;
4º passo: misturar o sangue no soro com o palito até formar uma mistura homogênea (não usar a mesma ponta do palito);
5º passo: esperar a aglutinação para a análise do tipo sanguíneo.
A \u201cleitura\u201d do tipo de sangue é feita da seguinte forma: após serem gotejados os soros anti-A, anti-B e anti-D, separadamente, e adicionado o sangue, observa-se a presença ou ausência de aglutinação. Se houver aglutinação somente no soro anti-A, o indivíduo possui o sangue do tipo A; se houver aglutinação somente no soro anti-B, o indivíduo possui sangue do tipo B; se houver aglutinação nos dois o indivíduo possui sangue do tipo AB, se não houver aglutinação em nenhum dos dois soros, o indivíduo possui sangue tipo O e, por fim, se houver aglutinação no soro anti-D, significa que ele possui o fator Rh em seu plasma, assim, o mesmo é Rh+, senão, significa ausência do fator Rh, então é Rh\u207b.

Resultado
Na amostra do meu sangue, após alguns minutos, notou-se a aglutinação no soro anti-B e no soro anti-D, logo minha tipagem sanguínea é B+.

Conclusão

Neste procedimento realizado em laboratório com o auxílio dos soros contendo anticorpos para a tipagem sanguínea, podemos verificar a dominância, na sala, do tipo sanguíneo O+.

Anexos

Compatibilidade sanguínea

Nos casos em que seja necessária uma transfusão de sangue, devemos nos preocupar com a compatibilidade entre hemácias do doador e o plasma do receptor. Não é possível doar hemácias que apresentem aglutininas contra as quais o receptor já possua aglutinogênio. Assim, se um indivíduo de sangue B receber sangue A as hemácias com aglutinogênio A serão atacadas pela aglutinina anti-A presente no plasma do sangue B.
Indivíduos do gupo O, que não possui aglutinogênios, são doadores universais, pois pode ser doado para qualquer pessoa de qualquer tipo sanguíneo.
Já os indivíduos do grupo AB são receptores universais pois não apresentarem aglutininas e podem receber sangue de qualquer outro grupo.

Se uma pessoa Rh negativo receber várias transfusões de sangue Rh positivo, ela pode, eventualmente, formar anticorpos que vão reagir com essas células em futuras transfusões em que seja usado sangue Rh+. Usando este raciocínio:
Rh- doa para Rh+

Eritroblastose Fetal ou Sensibilidade Materno-Fetal

A eritroblastose fetal ou doença hemolítica do recém-nascido pode acontecer com uma criança Rh positiva, filha de uma mulher Rh negativa. Normalmente a circulação materna e a fetal estão completamente separadas pela barreira placentária, mas quando ocorrem rupturas nesta fina membrana, pequenas quantidades de sangue fetal Rh+ circulação materna Rh\u2c9, principalmente na hora do parto.
As hemácias do feto Rh+ (antígeno), o que determina a formação de anti-Rh no corpo da mãe. Esses anticorpos, uma vez formados, po- dem circular através da placenta e destruir hemácias do feto, causando a doença hemolítica. Como na primeira gestação a taxa de anticorpos é baixa, geralmente não ocorre a doença a não ser que a mãe tenha, anteriormente, recebido uma transfusão de sangue Rh positivo.
A quantidade de sangue que, durante a gestação, passa do feto para a mãe, devido a pequenas hemorragias espontâneas da placenta, é insuficiente para sensibilizar a mãe e provocar a Eritroblastose fetal. A passagem do sangue do feto para a circulação materna, em dose suficiente para provocar a sensibilização, ocorre no parto, quando a placenta de descola.

Esquema mostrando a sensibilização da mãe durante a primeira gravidez e a reação do organismo dela durante a segunda gravidez.

Desta forma, a ocorrência de eritroblastose fetal está relacionada aos fenótipos dos pais. Análise o esquema a seguir:

Bibliografia
www.biologiatotal.com.br 13:24
www.ebah.com.br 14:20
www.passeidireto.com 15:05