doencas de esofago
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doencas de esofago


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DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO \u2013 DRGE
DEFINIÇÃO
Refluxo de conteúdos estomacais que provocam sintomas no paciente.
EPIDEMIOLOGIA
Com um caso semanal de pirose \u2013 10%.
Fatores de risco: idade, obesidade, genética.
FISIOPATOLOGIA
Barreiras anti-refluxo: esfíncter esofágico, diafragma crural, ligamento frenicoesofagico e ângulo de HIS.
O refluxo normal ocorre quando o esfíncter esofágico inferior relaxa temporariamente na ausência da deglutição devido a reflexo vagal, ocorre em 2 momentos: limpeza do volume por função peristáltica e por neutralização de pequena quantidade de acido residual por saliva levemente alcalina deglutida.
Hérnia hiatal: ampliação da abertura da junção gastresofágica; diminuição da pressão do esfíncter esofágico interior; aumento da exposição do esôfago ao acido; e aumento dos episódios de refluxo.
Obesidade: aumento da pressão intragastrica que gera aumento do gradiente de pressão gastresofágico e frequência de relaxamento do esfíncter esofágico inferior, o que aumenta a separação espacial do diafragma crural e do esfíncter esofágico inferior >> hérnia de hiato.
Mecanismos de defesa da mucosa: camada aquosa não agitada + bicarbonato da saliva deglutida + secreções das glândulas submucosas; membranas celulares, junções intercelulares, tampões intercelulares e celulares, transportadores de íons da membrana celular; e pepsinas acidificadas e ácidos de refluxo danificam a mucosa.
Os sinais e sintomas ocorrem quando o epitélio defeituoso entra em contato com o acido refluído, pepsina ou conteúdo gástrico refluído. O suco gástrico refluído estimula o epitélio esofágico a secretar quimiocinas, o que recruta células inflamatórias causando algum dano à mucosa esofágica. O refluxo de bile do duodeno pode agravar o dano.
MANIFESTACOES CLINICAS
Os sintomas típicos são pirose e regurgitação acida. Os sintomas atípicos são dor torácica, disfagia e odinofagia. Os sintomas extra esofágicos são tosse, laringite, asma e erosões dentarias. Outros sintomas como faringite, sinusite, otite media e fibrose pulmonar idiopática pode aparecer.
Esofagite: erosões, ulcerações do esôfago, causa fibrose com constrição, metaplasia colunar (esôfago de Barret).
DIAGNOSTICO
Com sinais e sintomas típicos: terapia antissecretora, não precisa de avaliação diagnostica.
Endoscopia: quando não há resposta à terapia ou sinais e sintomas alarmantes (disfagia, perda de peso, anemia, sangramento gastrointestinal ou pirose); detecção de esofagite erosiva, constrição péptica e esôfago de Barret.
Manometria: exclusão de acalasia em pacientes.
Refluxo gastresofágico
Phmeria.
Radiografia com bário.
PROGNOSTICO
Terapia IBP e métodos antirrefluxo.
TRATAMENTO
Evitar álcool, café, pimenta.
Elevar cabeceira da cama em pacientes com regurgitação noturna ou pirose.
Tratar obesidade.
IBP, antagonistas de receptores de histamina H2.
Cirurgia antirrefluxo.
Dilatação endoscópica.
COMPLICACOES
Estenose péptica, esôfago de Barret.
ESTENOSE PEPTICA
Complicação da DRGE. Consequência da inflamação grave. Causa fibrose, cicatrizes, encurtamento esofágico e perda de conformidade do lúmen (ou estreitamento do lumen).
Causado pelo espessamento fibroso da submucosa associado com atrofia muscular própria.
MANIFESTACOES CLINICAS E DIAGNOSTICO
Disfagia para sólidos inicialmente, progredindo para disfagia para líquidos, com ou sem pirose ou regurgitação acida.
Diagnosticada com radiografia com Bario.
TRATAMENTO
Dilatação endoscópica + IBP
PROGNOSTICO
Repetir dilatação em alguns casos.
ESOFAGO DE BARRET
Resultado de lesão grave na mucosa esofágica.
Alteração metaplasica no revestimento do esôfago tubular distal (substituição de epitélio escamoso para epitélio colunar).
Associado a adenocarcinoma do esôfago (condição pré-maligna).
EPIDEMOLOGIA
5-15% dos casos de DRGE.
Fatores de risco: tabagismo, sexo masculino, idade e obesidade.
FISIOPATOLOGIA
Maior exposição ao acido esofágico e quase sempre possuem hérnia hiatal.
O mecanismo é incerto de pacientes com DRGE desenvolverem esôfago de Barret.
Indiferenciação do epitélio escamoso em epitélio colunar.
MANIFESTACOES CLINICAS
Refluxo em idade precoce, aumento na duração dos sintomas, aumento da gravidade dos sintomas de refluxo e complicações do DRGE (esofagite, ulceração, estenose e sangramento).
Pode ter sensibilidade deficiente a perfusão com acido esofágico em comparação com pacientes com DRGE descomplicada.
DIAGNOSTICO
Endoscopia> deslocamento da junção escamocolunar, ficando proximal a junção gastresofágica.
Biopsia.
TRATAMENTO
Monitoramento endoscópico com intervalos regulares devido ao risco de câncer.
IBP\u2019s como base terapêutica medica, eles aliviam os sintomas e cicatrizam a esofagite de modo consistente, porem, apenas uma regressão da histologia de Barret.
Cirurgia antirrefluxo.
PROGNOSTICO
O risco de desenvolvimento de adenocarcinoma esofágico é de aproximadamente 0,5-0,7%.
ESOFAGITE
ESOFAGITE EOSINOFILICA
Provavelmente causada por uma resposta antigênica ou imunológica aberrante aos alimentos e alergênicos que desencadeiam inflamação crônica na mucosa esofágica.
A característica histológica é o grande numero de eosinófilos intraepiteliais.
Pacientes geralmente apresentam histórico de distúrbios alérgicos pessoais ou familiares.
Gene da eotaxina anormal presente em quase 50% das crianças com este distúrbio.
Manifestações clínicas e diagnóstico: Crianças apresentam sintomas dispneicos. Adultos apresentam disfagia por alimento solido, impactação e dor torácica.
Diagnostico por endoscopia (rugas lineares e anéis múltiplos), acompanhados de biopsia que demonstram infiltração eosinofilica.
Tratamento: curso de 2 meses de esteroides tópicos ou suspensão de budesonida.
Dieta de eliminação que suprime a proteína do leite de vaca (caseína), soja, trigo, ovo, amendoim e frutos do mar.
ESOFAGITE MEDICAMENTOSA
Medicamentos a seguir (tabela 140-3 cecil) podem induzir lesão esofágica ao produzirem solução acida caustica, ou solução alcalina caustica, solução hiperosmolar ou provocar toxicidade direta na mucosa esofágica.
Paciente se queixa de odinofagia de inicio súbito.
Endoscopia: achados variam desde ulceração discreta até esofagite difusa.
Instruções ao paciente: evitar deitar imediatamente após ingerir o medicamento e beber líquidos adequados para ajudar a prevenir a lesão.
A lesão induzida por pílulas raramente causa estenose ou fistulas.
LESAO CAUSTICA
Provocada por soluções altamente alcalinas como hidróxido de sódio, ou altamente acidas como acido sulfúrico.
Pacientes necessitam de endoscopia emergente para determinar o grau de lesão e prever o prognostico em longo prazo.
Pode ser eternamente marcada por estenoses crônicas que frequentemente necessitam de dilatação ou ate reconstrução esofágica.
DISTÚRBIOS MOTORES ESOFÁGICOS
DISFUNÇÃO OROFARÍNGEA
A cricofaringe e o constritor faríngeo inferior são compostos por músculos estriados, que são inervados por neurônios motores superiores, tronco cerebral e córtex cerebral.
Distúrbios neuropáticos e miopaticos podem resultar em disfunção.
Causa neurológica mais comum é o acidente cerebrovascular (AVC). Outras causas como miastenia grave, tumor de tronco cerebral, esclerose lateral amiotrófica, Parkinson, azheimer, síndrome pós-pólio, guillain-barre e botulismo.
Distúrbios miogênicos causam disfunção incluem síndromes paraneoplasicas mediadas por anticorpos, doença da tireoide, miopatias primarias e medicamentos que causam miopatias.
Pacientes com anormalidades orofaríngeas tem disfagia acompanhada por tosse pós-prandial, rouquidão e pneumonia por aspiração. 
O tratamento foca na causa neurológica e miopatica subjacente.
ACALASIA
Distúrbio de motilidade esofágica. Possui esfíncter
Anny
Anny fez um comentário
Fisico geral do adulto?
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