1. Chegando a Universidade 17
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1. Chegando a Universidade 17


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Capítulo 1 2017 
 
Engº Paulo J. Conselho, MSc 
Introdução à Engenharia Página 1 
 
 
1. CHEGANDO À UNIVERSIDADE 
Para este tema serão abordados os seguintes assuntos: 
1.1. Alerta aos iniciantes. 
1.2. Uma nova fase. 
1.3. Porque estudar? 
1.4. Considerações sobre um método de estudo. 
1.5. Condições para viabilizar o estudo. 
1.6. Fases do estudo. 
 
1.1. ALERTA AOS INICIANTES 
Chegar a Universidade representa um acontecimento marcante na vida de todos que têm o 
privilégio de por ela passar, pois a expectativa de adquirir novos conhecimentos e novas 
amizades renova as esperanças de um futuro melhor, de um futuro promissor. 
 fig.1.1 
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Mas para que isso aconteça, é necessário que o estudante tenha uma postura que se reveja 
numa decisão pessoal firme de aproveitar tudo o que a universidade oferece. É preciso 
procurar conhecer em profundidade a instituição, objectivo que pode ser alcançado, 
participando intensamente de suas actividades. 
Aguardar que os professores entreguem os conhecimentos previamente elaborados é uma 
atitude muito comodista e deste modo se desperdiça oportunidades de crescimento 
intelectual. 
A qualidade de um curso de engenharia, não depende apenas do corpo docente e dos 
apetrechos de que a universidade dispõe; depende também da qualidade do estudante que 
nele ingressa. Mas ainda, depende de um clima geral que favoreça os estudos, que estimule 
a criatividade e que instigue os estudantes a progredir. Para que o estudante faça parte deste 
ambiente de progresso, este deve participar activamente do processo de formação, que 
começa por conhecer a instituição. 
Para que tudo isto aconteça, é necessário que se esteja motivado a cursar o nível superior, 
pois caso contrário deve-se procurar fazer outra coisa. Deve ser frustrante estar na 
universidade, estudando com a intenção de receber o diploma e futuramente ganhar salários 
altos; ou para agradar os pais, que querem ver o \u201cfilho engenheiro\u201d, assim como para 
comparar com alguém. Para evitar futuros arrependimentos, deve ser feito um exame de 
consciência apurado. Todas as profissões são honradas e não dependem de curso superior. 
 
1.2. UMA NOVA FASE 
Ao passar do curso secundário para o universitário, muita coisa muda; talvez a forma de 
abordar os ensinamentos recebidos seja a mais importante mudança. O estudante passa de 
agente passivo para agente activo no processo educacional. Nesta nova fase, pode-se 
direccionar e programar livremente o seu aprendizado, doseando-o de acordo com suas 
potencialidades e interesses. 
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 fig.1.2 
Esta maior liberdade, deve ser usufruída com maturidade. É comum encontrar estudantes que 
em nome desta liberdade, chegam tarde ou saem antes do final das aulas; ou mesmo 
\u201cgazetam\u201d as mesmas \u2013 o que representa uma falta de seriedade indigna de futuros 
profissionais. 
Outra mudança importante que os alunos notam é a relação professor \u2013 aluno. Nesta nova 
fase, o professor passa a ser mais orientador do que fiscalizador. Também rapidamente 
percebem que nem todos os professores correspondem ao modelo ideal que eles tinham de 
mestre de ensino superior. Entretanto, devem aprender a enfrentar de forma madura estas 
questões e contribuir na resolução deste tipo de caso. 
Para se adaptar a vida universitária, o estudante deve procurar se colocar a par de inúmeras 
novas situações que irá enfrentar. Os aspectos de moradia, alimentação e assistência médica, 
geralmente afectam mais aqueles que se deslocam de seus lugares de origem e tem que se 
adaptar a nova situação. Neste caso, deve-se estar preparado para coabitar em \u201c residências \u201d, 
o que exige um comportamento social mais equilibrado para harmonizar a convivência. 
Nessas condições, aparecerão com mais frequência programas extra-estudos, que poderão 
colocar em segundo plano a dedicação aos estudos. 
Para quem tem domicílio no local de estudo e uma vida social mais estabilizada, este 
problema é menos sentido. Pode parecer irrelevante, mas se esse aspecto não é tratado com a 
devida atenção, pode prejudicar ao estudante que não consiga dosear equilibradamente as 
suas actividades. 
A saúde física é fundamental para o pleno desenvolvimento das actividades intelectuais. Por 
isso, deve-se ter cuidados constantes com a alimentação, repouso e actividades físicas. 
Outros recursos que a Universidade tem a disposição do estudante são: 
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\uf0b7 Áreas de lazer, actividades desportivas, bibliotecas; 
\uf0b7 Cursos extra-curriculares, directórios académicos, laboratórios; 
\uf0b7 Moradia estudantil, promoções culturais, restaurante do campus; 
\uf0b7 Etc. 
Os comentários acima apresentados são muito importantes, porém o fundamental é fazer o 
melhor uso dos conhecimentos adquiridos durante a permanência na Universidade. 
Ao empregar uma metodologia de trabalho, o estudante poderá utilizar com mais eficiência 
suas potencialidades, para aproveitar intensamente aquilo que a Universidade oferece. 
 
1.3. PORQUÊ ESTUDAR? 
Eis a pergunta que muitos de nós fazemos. Sua resposta será apresentada numa perspectiva 
que se pensa justificar o estudo. 
 
fig. 1.3 
Em muitas empresas modernas, acredita-se que a meia-vida de um eng
0
. Seja de 10 anos, isto 
é, metade do que ele aprendeu será considerado \u201cconhecimento obsoleto\u201d no decorrer de uma 
década. 
No ritmo da evolução da ciência e da tecnologia, calcula-se que dentro de 25 anos, o 
montante de conhecimentos no mundo será quatro vezes (4x) mais que actualmente, em 50 
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anos acerca de trinta vezes (30x) maior e então 97% de tudo aquilo que for conhecido terá 
sido descoberto ou inventado a partir de hoje. 
Assim, o que se sabe agora representará apenas 3% das informações dominadas daqui a 50 
anos. Embora essas estimativas requeiram alguma reflexão, elas corroboram a idéia de que o 
futuro da Humanidade estará calcado no domínio e manipulação da informação. 
Considerando o facto de que está a iniciar um curso superior, deve ter tido pelo menos doze 
(12) anos de estudo e que, se pretende ser um profissional activo, deverá actualizar-se 
continuamente, nada mais lógico do que aprender a estudar com eficiência e com eficácia. 
Para isso deve-se saber usar adequadamente os recursos disponíveis para conseguir uma boa 
aprendizagem. 
 
1.4. CONSIDERAÇÕES SOBRE UM MÉTODO DE ESTUDO 
A transição do nível médio para o curso superior exige uma série de alterações no 
comportamento do estudante, pois no ensino superior cada um deve assumir uma conduta 
responsável, conciliando a sua vida social com os estudos, o que nem sempre é fácil de 
conseguir. 
Outro aspecto preliminar de se registar é que saber estudar com eficiência e eficácia não é 
inato no ser humano, é algo que precisa ser aprendido. Aprender a estudar é necessário, pois 
o indivíduo ao passar para o curso superior, deixou de ser aluno (aquele que é ensinado) e 
passou a ser estudante (aquele que aprende e estuda porque quer, com motivação e sob 
orientação, devendo ele próprio, agora, tomar muitas das iniciativas). 
Estudar não é apenas captar um assunto, mas principalmente organizar na mente, com 
fluidéz, continuidade e encadeamento lógico, diversos tópicos, formando uma postura crítica 
e coerente. Não se deve confundir aprender com estudar. Estudar é uma faculdade particular 
do ser humano; aprender