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O sistema escolar dever ser administrado e avaliado tal qual qualquer empresa.
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SOLUÇÕES PROPOSTAS PARA A
 CRISE DA ESCOLA
b) subordinar a produção educacional às necessidades do mercado de trabalho.
É necessário que o sistema educacional se adapte ao mundo do trabalho. Entretanto, isso não que dizer que a escola tenha como papel social a garantia do emprego. Antes de tudo ela deve garantir a empregabilidade, ou seja, cabe a escola criar as condições necessárias ao indivíduo quanto à qualificação para quem sabe um dia ele consiga um emprego. A escola deve ser capaz de formar o indivíduo flexível para atender as demandas do mercado. Ela tem como função oferecer as ferramentas necessárias para que ele tenha condições de competir no mercado.
 
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POLÍTICAS SOCIAIS NO QUADRO DO
NEOLIBERALISMO
As mudanças no papel e funções do Estado, que busca agora articular um crescimento econômico não includente com menor compromisso com a produção e distribuição de benefícios sociais, levam à adoção de políticas sociais como forma de garantir a continuidade do processo de acumulação e, ao mesmo tempo, evitar que o acirramento da desigualdade social possa se transformar em conflito político incontornável. A privatização, a focalização e a descentralização das políticas foram implementadas como tentativa de resolução dessa problemática.
Nos países de capitalismo avançado, as políticas sociais ganham, nos anos 90, um novo rumo, tornando-se mais voltadas para a melhoria da competitividade sistêmica, da integração internacional e para o crescimento sustentado. Passam a ser implementados programas sociais como estratégia para formar a mão-de-obra com as características necessárias ao atendimento das novas exigências colocadas pela introdução de novas tecnologias.
 
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POLÍTICAS SOCIAIS NO QUADRO DO
NEOLIBERALISMO
É nesta perspectiva que no campo da educação são realizadas reformas, conduzidas políticas e alteradas as formas de compreensão do vínculo entre os mundos da economia e da educação, fazendo do mercado o centro definidor das políticas e do investimento em educação bem como o critério para o estabelecimento de novos modelos pedagógicos e curriculares.
O modelo de desenvolvimento do capital sob a hegemonia neoliberal tem se materializado em uma política educacional voltada para a adaptação da educação às necessidades do mercado, através de estratégias de conformação da escola e de seus profissionais à nova ordem desigual. Além da busca dessa conformação, assiste-se a partir dos anos 90 políticas educacionais de expansão da escola, sobretudo da educação fundamental: há um aumento quantitativo de vagas. Friedman (1985) um dos teóricos mais importantes do neoliberalismo afirma que, “uma sociedade democrática e estável é impossível sem um grau mínimo de alfabetização e conhecimento por parte da maioria dos cidadãos e sem a ampla aceitação de algum conjunto de valores”
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O BANCO MUNDIAL E A EDUCAÇÃO DOS
PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO
O Banco Mundial tem tido um importante papel no cenário educacional dos países do terceiro mundo, incluindo o Brasil. A educação é vista como instrumento fundamental para a promoção do crescimento econômico e redução da pobreza. Para alcançar estes objetivos o Banco Mundial propõe pacotes de reformas educacionais aos países em desenvolvimento, como o Brasil. 
A importância do Banco Mundial nos países do terceiro mundo não é apenas pela quantidade de dinheiro que empresta aos países, mas principalmente pela atuação estratégica que vem desempenhando no processo de reestruturação neoliberal junto dos países em desenvolvimento, por meio de políticas de ajuste estrutural.
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PRINCIPAIS DIRETRIZES DO BANCO
MUNDIAL PARA A EDUCAÇÃO
Prioridade dos investimentos para o ensino fundamental, já que comparativamente o ensino fundamental é o que oferece maiores benefícios sociais e econômicos; 
A melhora da qualidade e eficiência da educação; 
Prioridade sobre os aspectos financeiros e administrativos; 
Maior participação dos pais e da comunidade nos assuntos escolares; 
Impulso do setor privado e os organismos não-governamentais como agentes ativos no sistema educacional, tanto nas decisões como na implantação da reforma; 
Definição de políticas e prioridades baseadas na análise econômica.
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O BRASIL E O BANCO MUNDIAL
O Banco Mundial reconhece que um dos fatores chaves para alcançar a qualidade total é o desenvolvimento de um processo contínuo de avaliação do governo federal nas escolas e universidades. A escola tem sido organizada como uma empresa. As organizações não governamentais vem se apresentando como soluções para o hiato deixado pelo Estado no campo educacional.
O Brasil vem se guiando pela cartilha do Banco Mundial nas reformas educacionais. O Banco Mundial tinha no final da década de 1990 projetos em nove estados brasileiros. A partir de suas análises sobre os problemas educacionais enfrentados pelo Brasil, o Banco destaca que os principais entraves à qualidade da educação é a evasão e a repetência escolar. Estes problemas são ocasionados pela gestão má qualificada, por incompetência dos docentes, entre outros. 
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O BRASIL E O BANCO MUNDIAL
O Banco Mundial define os fatores responsáveis pela ineficiência da educação no Brasil, entre eles estão: falta de livros didáticos; prática dos professores ineficiente; gestão deficiente. Por conta desse diagnóstico da nossa educação são traçadas linhas de ações prioritárias: providenciar material didático; ensinar técnicas de ensino aos professores; melhorar gerenciamento. Nos nove estados que recebem verbas e projetos do Banco Mundial devem ter três frentes de trabalho: 
a)Melhoria da aprendizagem, através do currículo, livro didático, tempo e melhoria do ensino em sala de aula. 
b)Preparação dos professores: tecnicismo, redução do tempo da formação. 
c)Fortalecimento da administração do sistema educativo.
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O BANCO MUNDIAL E AS POLÍTICAS
EDUCACIONAIS VOLTADAS PARA A JUVENTUDE
Diante do quadro de vulnerabilidade que marca a situação social, laboral e cultural dos jovens das camadas mais desprivilegiadas da população do Brasil e da América Latina como um todo, o Banco Mundial elaborou, em 2007, um relatório, denominado “Desenvolvimento e a Próxima Geração: orientações de política, ações e programas relevantes à juventude da América Latina e do Caribe”. Este Relatório destaca a existência de um elevado número de jovens nos países desta região e aponta para a necessidade de “aproveitar a vantagem econômica da janela de oportunidade demográfica”, de modo a promover o crescimento econômico da região. De acordo com o documento, essa vantagem poderá acionada desde que sejam ampliadas as oportunidades para os jovens, preenchendo suas lacunas em educação, emprego e participação cívica.
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O BANCO MUNDIAL E AS POLÍTICAS
EDUCACIONAIS VOLTADAS PARA A JUVENTUDE
As recomendações do Banco Mundial para os países da região são:
a)Dar os passos iniciais em direção à conclusão das últimas séries do ensino de nível médio, tornando universal a escolarização no ensino fundamental e vinculado-a à aquisição de aptidões profissionais; 
b)Incentivar a participação na vida cívica oferecendo aos jovens oportunidades para participar da tomada e implementação de decisões;
c)Incluir nessas ações não somente canais patrocinados pelo Estado, mas também organizações sociais e civis; 
d)Ampliar as oportunidades de serviço nacional e voluntarismo.
É na perspectiva das recomendações propostas pelo Banco Mundial que é possível compreender as políticas para juventude desenvolvidas no país na atualidade, tais como o Projovem, que tem como finalidade oferecer formação integral aos jovens por meio da associação entre: a) formação básica para a elevação da escolaridade, tendo em vista a conclusão do ensino fundamental; b) qualificação profissional com certificação de formação inicial; c) participação cidadã com a promoção de experiência de ação social na