Líquidos Parenterais   Resumo   Atenção I
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Líquidos Parenterais Resumo Atenção I


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o equilíbrio dos líquidos. Os fatores contribuintes podem incluir insuficiência cardíaca, insuficiência renal e cirrose hepática. Outro fator contribuinte é o consumo de quantidades excessivas de sal de cozinha ou outros sais de sódio. Da mesma forma, a administração excessiva de líquidos contendo sódio em um paciente com mecanismos reguladores comprometidos pode predispor o paciente a uma hipervolemia grave. 
Manifestações Clínicas
As manifestações clínicas da hipervolemia resultam da expansão do LEC e incluem edema, veias do pescoço distendidas e estertores (sons pulmonares anormais). As outras manifestações incluem taquicardia; pressão arterial, pressão de pulso e pressão venosa central aumentadas; peso aumentado; débito urinário aumentado; e falta de ar e sibilância.
Achados Diagnósticos
Os dados laboratoriais úteis para diagnosticar a hipervolemia incluem os níveis de ureia e hematócrito. Na hipervolemia, esses dois valores podem estar diminuídos por causa da diluição do plasma. As outras causas de anormalidades nesses valores incluem a ingesta proteica baixa e a anemia. Na insuficiência renal crônica, tanto a osmolalidade sérica quanto o nível de sódio estão diminuídos em decorrência da retenção excessiva de água. O nível de sódio urinário mostra-se aumentado quando os rins estão tentando excretar o excesso de volume. Uma radiografia do tórax pode revelar congestão pulmonar. A hipervolemia acontece quando a aldosterona é cronicamente estimulada (i. e., cirrose, insuficiência cardíaca e síndrome nefrótica). Portanto, o nível de sódio urinário não aumenta nessas condições.
Tratamento Médico \u2013 Terapia Farmacológica
Os diuréticos são prescritos quando a restrição nutricional de sódio isolada é insuficiente para reduzir o edema ao inibir a reabsorção de sódio e água pelos rins. A escolha do diurético baseia-se na gravidade do estado hipervolêmico, no grau de comprometimento da função renal e na potência do diurético. 
Diálise 
Quando a função renal está tão gravemente comprometida que os agentes farmacológicos não podem agir de maneira eficiente, as outras modalidades são consideradas para remover o sódio e o líquido do organismo. A hemodiálise/diálise peritoneal pode ser usada para remover os resíduos nitrogenados e controlar o equilíbrio acidobásico e de potássio, bem como para remover sódio e líquido.
Terapia Nutricional 
Comumente, o tratamento da hipervolemia envolve a restrição nutricional de sódio. Uma dieta diária média sem restrição de sódio contém 6 a 15 g de sal, enquanto as dietas hipossódicas podem variar desde uma restrição branda até tão pouco quanto 250 mg de sódio por dia, dependendo das necessidades do paciente.
Como aproximadamente 50% do sódio ingerido está na forma de tempero, os substitutos de condimentos podem desempenhar um papel importante na diminuição da ingestão de sódio. Suco de limão, cebolas e alho são excelentes temperos substitutos, embora alguns pacientes prefiram os substitutos do sal. Muitos substitutos de sal contêm potássio e, por conseguinte, devem ser usados com cautela por pacientes que recebem diuréticos poupadores de potássio. Eles não devem ser utilizados de forma alguma em condições associadas à retenção de potássio, como a doença renal avançada. Os substitutos de sal contendo cloreto de amônio podem ser perigosos para pacientes com lesão hepática. 
Em algumas comunidades, a água potável pode conter sódio em excesso para uma dieta hipossódica. Os pacientes podem precisar usar água destilada quando o suprimento de água local é muito rico em sódio. A ingesta proteica pode ser aumentada nos pacientes que estão desnutridos ou que apresentam baixos níveis séricos de proteína em um esforço de aumentar a pressão oncótica capilar e de puxar o líquido para fora dos tecidos e para dentro dos vasos para a excreção pelos rins.
Tratamento de Enfermagem
Medir a ingestão e débito a intervalos regulares para identificar a retenção excessiva de líquidos. O paciente é pesado diariamente e observa-se o ganho agudo de peso (0,9 kg representa um ganho de aproximadamente 1 l de líquido).
Avaliar os sons respiratórios a intervalos regulares, principalmente quando os líquidos parenterais estão sendo administrados.
Monitorar o grau de edema nas partes do corpo com mais ação da gravidade.
Detecção e Controle da Hipervolemia 
É importante detectar a hipervolemia antes que a condição se agrave. 
As prescrições incluem:
Promover o repouso (Períodos de repouso regulares podem ser benéficos, porque o repouso no leito favorece a diurese do líquido de edema.), 
Restringir a ingestão de sódio 
Monitorar a terapia com líquidos parenterais (Como muitos pacientes com hipervolemia precisam de diuréticos, monitora-se a resposta do paciente a esses agentes). 
Administrar os medicamentos apropriados. 
Quando está presente a dispneia ou a ortopneia, o paciente é colocado em uma posição de semi-Fowler para promover a expansão pulmonar. 
O paciente é mudado de decúbito e reposicionado a intervalos regulares, porque o tecido edemaciado está mais propenso a ruptura cutânea que o tecido normal. 
Como as condições predisponentes para a hipervolemia são provavelmente crônicas, os pacientes são ensinados a monitorar suas respostas à terapia ao documentar as alterações no balanço hídrico e no peso corporal. 
Distúrbios Eletrolíticos
Distúrbios do Sódio
Eletrólito mais abundante no LEC (135 a 145 mmol/\u2113) 
Principal determinante da osmolalidade e volume do LEC. 
Importante papel no controle da distribuição da água por todo o corpo, porque ele não atravessa a membrana da parede celular com facilidade e por causa de sua abundância e alta concentração no organismo. 
O sódio é regulado pelo ADH, sede e pelo sistema renina-angiotensina-aldosterona. Uma perda/ganho do sódio é em geral acompanhado por uma perda/ganho de água. 
DÉFICIT DE SÓDIO (HIPONATREMIA)
Hiponatremia refere-se a um nível sérico de sódio que é inferior a 135 mEq/\u2113. A concentração plasmática de sódio representa a proporção entre o sódio corporal total e a água corporal total. 
Pode ocorrer por: 
Na+ H2O 
Na+ H2O 
Na+ H2O 
A hiponatremia ocorre principalmente devido a um desequilíbrio da água em relação ao sódio. O sódio urinário ajuda na diferenciação das causas renais e não renais de hiponatremia.
O sódio urinário baixo ocorre quando o rim retém o sódio para compensar a perda de líquido não renal (i. e., vômitos, diarreia, sudorese). A concentração de sódio urinário alta está associada à perda de sal renal (i. e., uso de diurético). Na hiponatremia dilucional, o volume do LEC está aumentado sem nenhum edema.
Uma deficiência de aldosterona, como acontece na insuficiência da suprarrenal, também predispõe à deficiência de sódio. 
Os distúrbios fisiológicos incluem a atividade excessiva do ADH, com retenção de água e hiponatremia dilucional, e a excreção urinária inadequada de sódio na presença de hiponatremia. 
Manifestações Clínicas
As manifestações clínicas da hiponatremia dependem da etiologia, magnitude e velocidade com que ocorre o déficit. Ocorrem turgor cutâneo deficiente, mucosa seca, cefaleia, produção diminuída de saliva, queda ortostática na pressão arterial, náuseas, vômitos e cólicas abdominais. As alterações neurológicas, inclusive o estado mental alterado, estado epiléptico e coma, estão provavelmente relacionadas com o edema celular e edema cerebral associados à hiponatremia. 
À medida que o nível de sódio extracelular diminui, o líquido celular torna-se relativamente mais concentrado e puxa a água para dentro das células. Em geral, os pacientes com uma diminuição aguda nos níveis séricos de sódio têm mais edema cerebral e taxas de mortalidade mais elevadas que aqueles com o desenvolvimento mais lento da hiponatremia.
As manifestações da hiponatremia associadas à perda de sódio e ao ganho de água incluem anorexia, cãibras musculares e uma sensação de exaustão. A gravidade dos sintomas aumenta com o grau de hiponatremia e a velocidade com a qual ela