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FRATURAS DO COLO DO FÊMUR    mecanismo de lesao

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FRATURAS DO COLO DO FÊMUR
Fatores de Risco / Fisiopatológicos:
A faixa de idade de maior incidência é a partir dos 60 anos de vida;
Sexo feminino; 
Saúde (Osteoporose; dificuldades de visão, hiporeflexia);
Uso de álcool e tabaco; 
História de quedas; 
Baixo nível de estrogênio. 
Anatomia:
O colo femoral é posicionado em um ângulo específico nos planos frontal e transverso de maneira que facilita a congruência dentro da fossa do acetábulo e ao mesmo tempo mantém o fêmur levemente afastado do corpo. No plano frontal (aproximadamente 125° em relação ao corpo do fêmur. O ângulo tende a diminuir a medida que a pessoa cresce e assume a posição ortostática). 
O ângulo cérvico-diafisário do fêmur;
Anteversão femoral,
Suprimento vascular: as principais artérias que irrigam a cabeça do fêmur passam pelo colo femoral. Assim, as fraturas que acontecem neste local, costumam romper estes vasos, interrompendo a chegada do fluxo sanguíneo na cabeça do fêmur, ocasionando a necrose desta.
O ângulo de inclinação do quadril que determina a efetividade dos abdutores do quadril, o comprimento do membro e as forças impostas sobre o quadril. Portanto quanto maior o ângulo mais alongado fica o membro fêmur e diminuindo a carga sobre o colo do fêmur. Quanto menos o ângulo entre o colo e o corpo femoral o membro inferior tende a ficar mais encurtado, os abdutores ficam mais efetivos, a cabeça femoral recebe menos carga e o colo femoral recebe mais carga.
Mecanismo de Lesão:
Em idosos, normalmente são traumatismos de baixa energia: queda da própria altura, rotação externa forçada do quadril ou fraturas por insuficiência/osteoporose (“quebra antes de cair”).
Em jovens, normalmente são traumatismos de alta energia: acidentes automotivos ou quedas de grande altura.
Em menor incidência, ainda podem ocorrer por excesso de cargas cíclicas (fraturas por estresse)
Duas classificações populares tem sido usadas para descrever as fraturas do colo do femoral:
A classificação de Pauwel(11) baseia-se no ângulo que a fratura com o plano horizontal.
Tipo 1 – tem o risco mais baixo de falta de união.
Tipo 2 – uma inclinação intermediaria.
Tipo 3 – a mais vertical e que produz um risco de falta de união.
A classificação de Garden(12) foi uma tentativa de classificar as frat5uras de acordo com o seu prognóstico e a incidência de complicações. É baseada no deslocamento dos fragmentos e não da angulação. 
Grau I - é uma fratura incompleta e impactada em valgo.
Grau II – é uma fratura completa sem desvio.
Grau III - é uma fratura com desvio em varo.
Grau IV- é uma fratura completamente desviada na qual as trabéculas ósseas da cabeça realinham-se com o sistema trabecular dentro do acetábulo.
Em virtude do grande conflito na classificação, a maioria dos autores prefere classificar as fraturas do colo do fêmur como: sem desvios (Garden I e II) ou fraturas com desvio (Garden III e IV)
Diagnóstico:
Os pacientes costumam apresentar dor, limitação funcional e incapacidade de deambular (em fraturas impactadas ou por estresse, podem deambular com pouca dor). Podem ter algum encurtamento ou deformidade, porem não tão evidentes quanto às fraturas transtrocantéricas.
Ângulo das lesões:
Exames de imagem com:
Radiografia ;
Tomografia computadorizada
Ressonância magnética,são úteis.
Tratamento Fisioterapêutico Imediato:
É multidisciplinar. Fisioterapia motora nas articulações íntegras, e respiratória complementam o manejo de pacientes com esse tipo de fratura.
O tratamento da maioria das fraturas de colo de fêmur é cirúrgico, visando da redução e fixação estável por meio do uso de variados recursos de osteossíntese, sendo o tratamento conservador reservado para alguns poucos casos (NETTO & BRITO, 2001).
Tratamento não cirúrgico das fraturas de colo femoral é indicado raramente para pacientes gravemente debilitados ou em algumas fraturas impactadas e de estresse. O tratamento cirúrgico é a regra, e varia entre fixação da fratura ou a artroplastia de quadril. Existe controvérsia na literatura medica ao comparar-se estes métodos de tratamento. Basicamente, a grande diferença é que a fixação preserva o osso natural, enquanto que a artroplastia substitui a cabeça e colo femoral por material artificial. 
Cirurgia de artroplastia de quadril (prótese de quadril) é indicada na maioria dos pacientes com fratura do colo femoral. Este procedimento possibilita recuperação mais rápida que a fixação, menor taxa de reoperação e não apresenta riscos de necrose da cabeça femoral ou não-consolidação fratura não colar.
Quanto aos exercícios para recuperação dos pacientes acometidos pela fratura femoral, Pereira (2004) relata que estes são baseados no trabalho de força muscular, que visa aumentar a densidade óssea e reduzir a perda desta, inclusive em pessoas que apresentam osteoporose. Naturalmente, a sustentação do peso corporal gera forças de compressão óssea responsáveis pela remodelagem do osso. Ainda segundo estudos deste autor, a força exercida pelo músculo que se contrai contra a resistência produz um estimulo mecânico sobre o osso, estímulo este semelhante ao estimulo gerado pela sustentação de peso. Ou seja, exercícios aeróbicos e de resistência assistidos são essenciais no processo de consolidação óssea.
Bibliografia:
http://www.scielo.br/pdf/rbort/v50n4/pt_1982-4378-rbort-50-04-00371.pdf
http://www.quadrilcirurgia.com.br/fraturas-do-colo-femoral.html
http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=3259
http://biomecanicadomovimentohumano.blogspot.com.br/2016/03/angulo-de-inclinacao-do-quadril.html
http://www.fisioweb.com.br/portal/artigos/categorias/81-Gerontologia/1185-atencao-fisioterapeutica-no-pos-operatorio-de-fratura-de-colo-de-femur-em-idosos.html
http://www.clinicadeckers.com.br/html/orientacoes/ortopedia/082_fratura_colo_femur.html