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História da filosofia   III - Nicola Abbagnano

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S. PINES, Beitrãge zur islamichen Atomenlehre, Berlim
1936.
§ 233. Os escritos de AI Kindi foram publicados pela primeira vez por ALBINO
NAGY, Die philosophischen AbhandIungen des AI-Kindi, em (Beitrãge" de
Baeumker, 11, 5, 1897. Um escrito de introducão ao estudo de Aristóteles foi
publicado por GUIDI e WALZER, em "Atti Aec. dei Lincei", 1940, série VI, vol.
VI. Um escrito moral de WALzER e RITTER, V01. VIII.
AI Kindi foi também autor de escritos sobre astronomia, medicina e óptica: De
astrorum indiciis, Veneza,
1507: Liber novem indicum, Veneza, 1509; De rerum gradibus, Argentorati,
1531; De temporum mutationibus
8ive de imbribus, Paris, 1540; De aspectibus, ed. Bjoernbo-Vogl, Leipsig,
1912.
Sobre a doutrina do intelecto: GILSON, Les sources gréco-arabes de
Ilaugustinisme avicénnisant, em "Arch. d'Hist. doctr. et @it. du m. â.",
1930.
219
§ 234. De AI Farabi: De scientiis, De intelectu, Paris, 1638; ed. com trad.
frane. de Gilson, em "Arch. £I,Hist. doetr. et lit. du m. á.", 1929-30;
Philosophische AbhandIungen, texto árabe, ed. Dieteríci, Leiden, 1890; Das
Buch der Ringsteine, cd. Horten, em "Beitrãge", V, 3, 1906; De ortu
scientiarum, ed. B&euml-er, Munster,
1916; ed. com trad. ingl. ed. Harmer, Glasgow, 1934; De arte poetica, com
trad. ing1. ed. Arberry, em "FUvista di Studi Orientali", 1930; De Platonis
philosophia, ed. Rosenthal-Walzer, Londres, 1943; Compendium legum Piatonis,
texto árabe e trad. lat., ao cuidado de Gabrieli, Londres, 1952.
MADICOUR, La place d'Al Farabi dans Fécolé philosophique musulmane, Paris,
1934.
§ 235. De Avicena: a parte do Cânone de medicina traduzida na Idade Mádia, em
Opera Omnia, Veneza,
1495, 1508; Metafísica, trad. alemã, Horten, Lcíp@ig,
1913, 1960; Compendium metaphysicae, ed. Carame, Roma, 1926; De anima, ed.
Rahman, Londres, 1959; Traités mystiques, trad. frane. Mehren, Leiden, 1889-
1899; Logica oriental (Mantigual-masriqiyyah), Cairo,
1910; Epitre des définitions, trad. frane. Goiclwn, Bey- rut-Paris, 1951;
Livre de sciences, trad. frane. Massé, Paris, 1955; Poème de Ia mèdicine,
texto árabe com trad. frane. e lat,, ao cuidado de Jahier e Novreddine,
Paris, 1956. -Bibliografia: SA'TI) NAFICY, Bib. des principaux travaux
européens sur A., Teerão, 1953; PUR-E SINA (A., his life, Works, Thought and
Time) Teerão,
1954; ANAWATI, Chronique avicénnienne, 1951-1960, em "Rev. Thomiste", 1960.
CARRA DE Vxux, A., Paris, 1900; SALIBA, Mudes sur métaphysique d'Avicenna,
Paris, 1926; GoiCHON, La distinction de Vessence et de rexistence d'après Ibn
Sina, Paris, 1937; La phil. dA. et son influence en Europe médiévale, Paris,
1944, 1951; GARDET, La pemée religieuse d'A., Paris, 1951; La connaissance
mystique chez Ibn-Sina, Cairo, 1952; RAHMAN, Avicenna's Psychology, Oxford,
1952; AFNAN, A., His Life and Works, Londres-New York, 1958.
§ 237. De AI-Gazali: As tendências dos filósofos foram publicadas na trad.
lat. com o título Logica et philosophiae, Veneza, 1516. A trad. lat. da
Destructio philosophorum tem sido sempre editada juntainente com a
Destructio, destructionum de Averróis; Tendentiae philosophorum, Leiden,
1888; Destructio philosopharum,
220
Cairo, 1888; Metaphysic. A Medieval Transtation ed. Muckl.e, Toronto, 1933.
ASIN PALACIOS, Algazei: Dogmatica, Moral, Ascética, Saragoça, 1901; CARRA DE
VAux, Gazali, Paris,
1902; OBERMANN, Der philosophie und religiose Subjektivismus Ghazalis, Viena-
Leipsig, 1921; WATT, The Faith and Practice of al-Gazali, Liondres, 1953;
FARID YABRF, La notion de certitude selon Ghazali dans ses origmes
psychologiques et historiques, Paris, 1958.
§ 238. De Avempace: De plantis, Continuatio intellectus cum homine, Epistola
expeditionis, Regime del solitario, textos árabes e= trad. espanhola a cargo
de Asin Palacios em "Al-Andalus", 1940, 1942, 1943.
MUNK, Mélanges, cit. p. 386-410; FARRUKH, Ibn Baajja (Avem pace) and the
Philosophy in the Modern West, Beirute, 1945.
§ 239. De Ibn Tofail: o tratado, cujo títu@o em árabe é Hajj ibn Jaqzân, vem
publicado no original e numa tradução latina de E. Pococke, Oxford, 1671, com
o título: Philosophus autodidactus sive epistola in qua ostenditur quomodo ex
inferiorum contemplatione ad superiorum notitiam mens ascendere possit. O
texto árabe com tradução francesa foi publicado por Gauthier, Argel, 1900, e
teve numerosas traduções em outras línguas.
GAUTI-11ER, Ibn Tofail, Paris, 1909. § 240. De Averróis: a tradução latina
dos seus escritos foi editada pela primeira vez em 1472 e depois editada em
Veneza, várias, dezenas de vezes, juntamente com as obras aristotélicas: a
melhor edição é a de 1552 a qual existe, uma reedição, Froncoforte do Meno,
1962. Commentarium magnum in De anima, ed. Crawford, Cambridge (Mass.), 1953;
Traité dé~f sur l'accord de Ia religion et de Ia philosophie, texto árabe e
trad. frane. de Gauthier, Argel, 1942; trad. alem. Müller, Mónaco, 1875;
trad. ing1. Jamil-ur-Rehman, Baroda, 1921; trad. esp. Alonzo, Madrid 1947; De
generatione et corruptione, ed. Kurland, Cambridge (Mass.),
1958; Parva Naturalia, ed. ShieIds, Cambridge (Mass.),
1949.
RENAN, Averroes et Faverroisme, Paris, 1851, 1869; GAUTHIER, Ibn Roschd,
Paris, 1948; ALLARD, Le rationalisme dAverràes d'après une étude sur Ia
création, Paris, 1955.
221
xI
A FILOSOFIA JUDAICA
§ 244. A CABALA
Como acontece com a filosofia árabe, com a qual tem muitos caracteres em
comum, a filosofia judaica começa a constituir, a partir do século XIII, uma
das componentes fundamentais da escolástica latina. Como acontece com a
filosofia árabe e a filosofia cristã da Idade Média, a filosofia judaica é
uma escolástica que tem em comum com as duas primeiras os problemas
fundamentais (as relações entre a razão e a fé, entre Deus e o mundo, entre o
intelecto e a alma) e empenha-se em resolvê-los com os mesmos dados ou com
dados semelhantes: a filosofia grega e a tradição religiosa judaica. Mais
próximo desta tradição e em polémica com as tentativas mais francamente
filosóficas para encontrar uma justifi- cação racional das crenças
religiosas, encontra-se o misticismo que assume predominantemente a forma da
Cabala.
A Cabala (que significa tradição) é uma doutrina secreta que a principio se
transmitia oralmente e mais tarde foi recolhida num certo número de trata,
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dos, dois dos quais existem na totalidade ou quase: o Livro da Cri4ção (Sefer
Yetsirá) e"o Livro do Esplendor (Zohar). Trata-se de escritos em cuja
composição entram elementos heterogéneos. Se bem que alguns destes elementos
sejam provàvelmente bastante antigos, o segundo destes escritos, o Zohar, na
forma que chegou até nós, pertence, quase de certeza, à segunda metade do
século XIII. Tal como são, estes textos apresentam uma doutrina emanenhista,
substancialmente semelhante à dos Neopitagóricos e dos Neoplatónicos dos
primeiros séculos. Neles se afirma que Deus é ilimitado (En Sof.), isto é,
inacessível a toda a determinação e a todo o conhecimento. Como tal, é a
negação de to-da a coisa determinada, não é nenhuma coisa, é portanto o não-
ser ou o Nada. A criação do mundo surge mediante a aparição de substâncias
intermédias chamadas Números (Sephiroth) que são, no tempo, os atributos
fundamentais de Deus e as forças através das quais se realiza a criação
divina. A mediação dos Sephiroth serve para garantir a Deus a absoluta
unidade, ainda que a sua acção se expanda na multiplícidade das coisas, e
neste sentido podem ser comparados aos primeiros e mais directos raios do
Esplendor divino. Os Sephi -
roth são dez: I.'- A Coroa; 2.'-A Sabedoria;
3.'-A Inteligência; 4.'-a Graça; 5.'-a Justiça;
6.'-a Beleza; 7.0-o Triunfo; 8.o-a Glória:
9.---o Fundamento; 10.'-a Realeza. A acção destas substâncias produz toda a
realidade