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Fichamento do livro Saber Profissional Poder Institucional

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Fichamento do livro Saber Profissional Poder Institucional.]
Neste capitulo o autor ressalta sobre o debate metodológico do Serviço Social, que após os anos 70, perde o embate de discussão teórica, o colocando como mais uma forma de sistematização metodológica, sem produzir resultados diferentes, e em relação à prática foi considerada como uma série de etapas, que pudessem levar um resultado mais eficaz no trabalho institucional. No entanto, como enfatiza o autor, houvera críticas como os autores Leila Lima e Roberto Rodrigues, na visão metodologista da profissão. Mesmo dentro da concepção marxista, este deixou de variar as analises do contexto, pois as questões metodológicas além de serem importantes são determinadas pelo tempo e condicionadas pelo próprio objeto. Todo este processo se constituiu em sistematização das operações profissionais, ligando as atividades técnicas, procedimentos e etapas, porém, o Serviço Social todo este arcabouço de métodos práticos estão determinados pelo contexto politico e teóricos mais amplo. Logo, o autor define o método, como uma construção de conhecimentos que reflete sobre ele mesmo, os passos, falhas, processos, objetivos e sendo de suma importância o objeto deste conhecimento. Dito, isso esta amplitude está situada em correlações politicas e mediações da própria dinâmica social, que acaba limitando os recursos e gastos sociais, pela tecnologia da planificação. O que pode favorecer ou não o trabalho do Serviço Social, pois este pode estar frente das estratégias de cunho políticos ou sociais, que favorecem ou não as classes subalternas, sendo consensuais, ou serem meros executores destes objetos definidos pela classe dominante. Desta forma, o autor propõe analisar a construção do ponto de vista metodológica em dois paradigmas que orientam a pratica profissional: o paradigma funcionalista tecnocrático e o paradigma dialético e politico.
No item o autor aborda sobre a metodologia das regulações, que é o processo situado ao nível da pratica que relaciona a situação-problema-recurso, de acordo com os mecanismos institucionais preestabelecidos, tomando o problema como desregulares e vinculados a mecanismos institucionais de exploração e dominação e das relações sociais de produção, e que possibilitam a ampliação da acumulação elevada do capital. Dentre os aspectos que podem desintegrar politicamente, são dos pontos de vista das classes dominante a contestação da ordem social vigente e propor alternativas para esta ordem. Sendo que contestar seria de ordem insatisfatória individual ou coletiva. Na metodologia da regulação, pode ter mediações e conflitos entre classes, e protestos entre âmbitos de segmentos da sociedade civil, sendo formulado na forma de resistência entre a direção e á hegemonia que as classes dominantes desejam desenvolver na sociedade civil, pela aceitação e manutenção de uma ordem social, que em seu projeto politico dominam e exploram. Desta forma, através das análises do autor, compreende-se que estes projetos políticos, tem um a persuasão de controle social sobre os vários as classes subalternas que ocasionadas pelas expressões da questão social relacionadas ao processo de acumulação capitalista, que põe o individuo atrelados á ele, através de ações sociais, recursos, benefícios, programas e projetos, dando uma concepção de caridade e filantrópico, ao meio clientelista, e concomitante, a mediação do saber profissional do serviço social.
O autor analisa também, as formas de controles sociais, através de rendimentos, lucros, assalariamentos, combinados entre a força de trabalho, o modo de produção capitalista que subordinam os indivíduos, e outras formas desiguais de produção, condicionados e na asseguração dos dominados ao monopólio das empresas e a justaposição do Estado, como regulador das politicas de ajustes sociais, que vão desde á moradias, habitação, saúde, educação, lazer, alimentação, tomando como base, a regulação politica e a integração, como formas de atrelar o individuo, a estes serviços, como atenuantes sociais, mas também, de cercear, controlar, manipular, o individuo ao meio.
Assim, para o autor a integração e a expansão analisadas na formulação da metodologia das resoluções dos problemas, baseada na planificação, mas ligadas ao desenvolvimento do controle politico e desenvolvimentos das formas imediatas de controlar explorar, através da investida mecanismos sociais e projetos recreativos, que acabam mediando à ação e o saber profissional do serviço social, á mediação politica e amenização das tensões e consciência do trabalhador. O autor enfatiza que, é justamente pelo envolvimento do profissional com a comunidade e com as estratégias do trabalhador, que o profissional é desmobilizado e condicionado ás normas e rotinas institucionais, sem reconhecer a sua relação com as forças sociais, regulando a solução do problema, que este possa vir ter com a população. Ademais, desmobilizar as formas de democratizar as informações e direitos, e os saberes populares do individuo, que são métodos científicos, dos estudos sociais, são formas de expropriar os saberes que ameaçam a ordem social, obtidos com a ineficácia dos recursos e as burocracias para o alcance dos direitos, assim, resigna e condiciona o individuo, ao Estado e a ação das instituições e classes dominantes.
No item 2, o autor leva a analisar a metodologia da articulação, ao contrario da regulação, está voltada para a articulação do trabalho profissional. Nesta reflexão, o individuo, não pode ser visto de forma isolada, entende-se a correlação das forças sociais, os movimentos das lutas sociais, que existe uma sociedade contraditória, considerando as relações de exploração e dominação das classes subalternas pelas classes dominantes, e estas relações não são consensuais, mas se mobilizam e se organizam em torno de seus interesses coletivos e/ou individuais.
Sendo assim, para o autor, estas relações de contradição, circunscritas no processo de trabalho social, só serão entendidas, neste contexto de relações de classes. Desta forma, os problemas sociais apresentados aos indivíduos, são frutos das expressões da questão social, consequentes das relações sociais, e os problemas vividos pelos assistentes sociais, são resultados destas relações, tornando-se, pois objeto do trabalho pela pratica do serviço social, a questão social. Sendo estas relações, encaminhadas como problema a ser superado, através de um recurso institucional. Para o autor, estas formas ver a superação e a resolução de problemas, são diferentes entre a pratica e a teoria, é o movimento das forças determinado e condicionado as relações a eles inerentes, e a resolução, é o mecanismo, predeterminado, preestabelecido, pela instituição, que pode ser processado ou não a estes movimentos. Ainda, conforme cita o autor, na relação entre o profissional e a população, não basta ter um problema, precisa de uma relação politica, categorizadas pela relação e o relacionamento, que são as expressões e reflexões da profissão, num dado movimento teórico-prático, está relacionado com as condições de trabalho, os instrumentos de trabalho, as condições das relações sociais e da compreensão das relações sociais contraditórias. A própria consciência do poder e saber profissional. Portanto a articulação consiste na elaboração consciente e consistente, da teoria, da politica e das técnicas das relações sociais, que são edificadas para construir estratégias e táticas das soluções dos problemas, a comunicação entre os profissionais, os aparatos sociais e a população, a análise das alternativas e consequências, a análise das proposições politicas, econômicas e sociais, a averiguação das conjunturas e estruturas, e a utilização dos instrumentos e técnicas da profissão, são métodos que resultam em superação dos problemas.
Cap. 9.
Neste capitulo o autor analisa, as transformações do serviço social, entre os Estados Unidos e o Canadá, na sistematização da pratica. Num primeiro momento ele aborda a estruturação do desenvolvimento capitalistas,
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