A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
2 pág.
Análise filme Percy Jackson e o Ladrão de Raios

Pré-visualização | Página 1 de 1

Ministério da Educação 
UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO 
PARANÁ 
Campus Toledo 
 
Djerly Alcântara Simonetti 
 
Análise filme Percy Jackson e o Ladrão de Raios 
 
O filme retrata a mitologia grega, num contexto atual. O Olimpo, morada dos 
deuses, é representado por Empire State Building, em Nova Iorque, e a entrada para o 
inferno fica em Hollywood, controlada por Hades. 
Como na trama há os semideuses, filhos de humanos com deuses do Olimpo, 
Percy Jackson é um desses semideuses; filho do deus dos mares, Poseidon e a mortal 
Sally. Jackson nem sabia de sua real história, pois seu pai, por ordem de Zeus, o maior 
deus do Olimpo, afirmou que os deuses podiam se envolver com humanos, mas teriam 
que retornar ao Olimpo. 
Percy Jackson levava uma vida como qualquer ser humano moderno, até que 
descobre que possui poderes, e que está sendo acusado de roubar o raio de Zeus. Logo, 
precisa encontrar o raio antes que seja instaurada uma guerra no Olimpo. Mas Percy 
Jackson não está sozinho nessa, ele tem um protetor: Grover. 
Analisando o filme com o já estudado em Filosofia, observa-se que a mitologia 
traz às ideias associadas traços de nossas impressões reais. E que em dado momento 
histórico orientam as ações e decisões daqueles a quem a crença está presente, a qual 
associamos ao mundo das ideias, referente a Platão, como algo distinto do corpo. 
Nesse contexto, é como se Percy Jackson começasse a querer saber sobre sua 
história, já que começou a ver coisas, como seres humanos se transformando em animais, 
e a partir disso, perceber que tua realidade está ligada a “outro mundo”, o mundo dos 
deuses. Seria um duvidar do real para compreender o próprio real e até mesmo um 
libertar-se de seu passado que estava escondido até então. Da mesma forma que 
proporcionou explicações sobre o porquê ele ouvia vozes, as letras mudavam de lugar ao 
ler. 
Pode-se fazer uma comparação com a obra Teogonia de Hesíodo, que se refere a 
mitologia, com as figuras do imaginário de linguagem e imagem tão diversificado como 
a mitologia grega no filme. Pois, os personagens reunindo características animais e 
humanas, aproximam-se dos seres da Teogonia. Lembrando que os mitos antecedem o 
surgimento da filosofia. 
Na trama como na mitologia a Zeus corresponde o poder, por isso ele é quem 
detém o raio, sendo seu principal poder. Dessa ideia é que a frase do filósofo Heráclito 
faz sentido: “O raio governa as coisas que são”. Mas seu raio é roubado e culpam Percy 
Jackson, o que acarrete em uma possível desestabilização no Olimpo. Ao pensar na frase 
citada anteriormente, entende-se que a máxima de todo o existir das coisas centrava-se na 
explicação de Zeus deter o poder do Universo, logo ele devia ser adorado pelos mortais. 
Como o mito narra a origem do mundo e de tudo que nele existe, de acordo com 
Chauí, em três aspectos: 
1º Tudo o que existe decorre de relações sexuais entre forças divinas pessoais. 
Assim, pode-se exemplificar a própria existência de Percy Jackson, bem como o dos 
outros personagens, que em plena idade contemporânea, traz consigo traços da mitologia 
grega; 
2º O mito narra ou uma guerra entre as forças ou divinas, ou uma aliança entre 
elas para provocar alguma coisa no mundo dos homens. Podemos observar que a fúria de 
Zeus ao ter roubado teu raio, fazia com que o tempo se armasse para uma chuva muito 
forte, de forma que isso deixa os humanos amedrontados; 
3º Encontrando as recompensas ou os castigos que os deuses dão a quem os 
desobedece ou obedece. Por exemplo, os deuses tem autoridade para decidir se querem 
recompensar ou castigar, como quando Percy pediu para Zeus libertar seu protetor e Zeus 
não quis. 
Assim, sendo os mitos pautados em explicações fantasiosas, a filosofia ao surgir 
se difere. Porque se preocupa em explicar o como e por que no passado, presente e futuro 
as coisas são como são. 
Ao fazer um paralelo com nossa cultura contemporânea, nas cenas que mostram 
o cassino, é perceptível que hoje o capitalismo tenta fazer com que as pessoas sejam 
levadas a consumir cada vez mais, sem perceber que não precisam sair comprando tudo 
que veem pela frente; ilustrado pelas flores de loto que Percy Jackson e seus amigos 
comiam fazendo com que “perdessem” o raciocínio tanto quanto a noção de tempo.

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.