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DisciplinaDireito Constitucional I85.957 materiais1.828.948 seguidores
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telefônica ainda que não haja o conhecimento do terceiro que está praticando crime \u2013, é ela,
por via de consequência, lícita e, também consequentemente, essa gravação não pode ser tida como
prova ilícita, para invocar-se o art. 5º, LVI, da Constituição com fundamento em que houve violação da
intimidade (art. 5º, X, da Carta Magna).
[HC 74.678, rel. min. Moreira Alves, j. 10-6-1997, 1ª T, DJ de 15-8-1997.]
= HC 91.613, rel. min. Gilmar Mendes, j. 15-5-2012, 2ª T, DJE de 17-9-2012.
 
O fato de a Convenção de Varsóvia revelar, como regra, a indenização tarifada por danos materiais não
exclui a relativa aos danos morais. Configurados esses pelo sentimento de desconforto, de
constrangimento, aborrecimento e humilhação decorrentes do extravio de mala, cumpre observar a Carta
Política da República \u2013 incisos V e X do art. 5º, no que se sobrepõe a tratados e convenções ratificados
pelo Brasil.
[RE 172.720, rel. min. Marco Aurélio, j. 6-2-1996, 2ª T, DJ de 21-2-1997.]
 
Inadmissibilidade, como prova, de laudos de degravação de conversa telefônica e de registros contidos
na memória de microcomputador, obtidos por meios ilícitos (art. 5º, LVI, da CF); no primeiro caso, por se
tratar de gravação realizada por um dos interlocutores, sem conhecimento do outro, havendo a
degravacão sido feita com inobservância do princípio do contraditório, e utilizada com violação a
privacidade alheia (art. 5º, X, da CF); e, no segundo caso, por estar-se diante de microcomputador que,
além de ter sido apreendido com violação de domicílio, teve a memória nele contida sido degravada ao
arrepio da garantia da inviolabilidade da intimidade das pessoas (art. 5º, X e XI, da CF).
[AP 307, rel. min. Ilmar Galvão, j. 13-12-1994, P, DJ de 13-10-1995.]
 
Discrepa, a mais não poder, de garantias constitucionais implícitas e explícitas \u2013 preservação da
dignidade humana, da intimidade, da intangibilidade do corpo humano, do império da lei e da inexecução
específica e direta de obrigação de fazer \u2013 provimento judicial que, em ação civil de investigação de
paternidade, implique determinação no sentido de o réu ser conduzido ao laboratório, "debaixo de vara",
para coleta do material indispensável à feitura do exame DNA. A recusa resolve-se no plano jurídico-
instrumental, consideradas a dogmática, a doutrina e a jurisprudência, no que voltadas ao deslinde das
questões ligadas à prova dos fatos.
[HC 71.373, rel. p/ o ac. min. Marco Aurélio, j. 10-11-1994, P, DJ de 22-11-1996.] 
= HC 76.060, rel. min. Sepúlveda Pertence, j. 31-3-1998, 1ª T, DJ de 15-5-1998.
 
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador,
salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação
judicial;
 
Inviolabilidade de domicílio \u2013 art. 5º, XI, da CF. Busca e apreensão domiciliar sem mandado judicial em
caso de crime permanente. (...) Fixada a interpretação de que a entrada forçada em domicílio sem
mandado judicial só é lícita, mesmo em período noturno, quando amparada em fundadas razões,
devidamente justificadas a posteriori, que indiquem que dentro da casa ocorre situação de flagrante
delito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade
Constituição e o Supremo - Versão Completa :: STF - Supremo Tribunal... http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/constituicao.asp
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dos atos praticados.
[RE 603.616, rel. min. Gilmar Mendes, j. 5-11-2015, P, DJE de 10-5-2016, com repercussão geral.]
 
O sigilo profissional constitucionalmente determinado não exclui a possibilidade de cumprimento de
mandado de busca e apreensão em escritório de advocacia. O local de trabalho do advogado, desde que
este seja investigado, pode ser alvo de busca e apreensão, observando-se os limites impostos pela
autoridade judicial. Tratando-se de local onde existem documentos que dizem respeito a outros sujeitos
não investigados, é indispensável a especificação do âmbito de abrangência da medida, que não poderá
ser executada sobre a esfera de direitos de não investigados. Equívoco quanto à indicação do escritório
profissional do paciente, como seu endereço residencial, deve ser prontamente comunicado ao
magistrado para adequação da ordem em relação às cautelas necessárias, sob pena de tornar nulas as
provas oriundas da medida e todas as outras exclusivamente delas decorrentes. Ordem concedida para
declarar a nulidade das provas oriundas da busca e apreensão no escritório de advocacia do paciente,
devendo o material colhido ser desentranhado dos autos do Inq 544 em curso no STJ e devolvido ao
paciente, sem que tais provas, bem assim quaisquer das informações oriundas da execução da medida,
possam ser usadas em relação ao paciente ou a qualquer outro investigado, nesta ou em outra
investigação.
[HC 91.610, rel. min. Gilmar Mendes, j. 8-6-2010, 2ª T, DJE de 22-10-2010.]
 
A Constituição Federal autoriza a prisão em flagrante como exceção à inviolabilidade domiciliar,
prescindindo de mandado judicial, qualquer que seja sua natureza.
[RHC 91.189, rel. min. Cezar Peluso, j. 9-3-2010, 2ª T, DJE de 23-4-2010.]
 
Escuta ambiental e exploração de local. Captação de sinais óticos e acústicos. Escritório de advocacia.
Ingresso da autoridade policial, no período noturno, para instalação de equipamento. Medidas
autorizadas por decisão judicial. Invasão de domicílio. Não caracterização. (...) Inteligência do art. 5º, X e
XI, da CF; art. 150, § 4º, III, do CP; e art. 7º, II, da Lei 8.906/1994. (...) Não opera a inviolabilidade do
escritório de advocacia, quando o próprio advogado seja suspeito da prática de crime, sobretudo
concebido e consumado no âmbito desse local de trabalho, sob pretexto de exercício da profissão.
[Inq 2.424, rel. min. Cezar Peluso, j. 26-11-2008, P, DJE de 26-3-2010.]
 
De que vale declarar a Constituição que "a casa é asilo inviolável do indivíduo" (art. 5º, XI) se moradias
são invadidas por policiais munidos de mandados que consubstanciem verdadeiras cartas brancas,
mandados com poderes de a tudo devassar, só porque o habitante é suspeito de um crime? Mandados
expedidos sem justa causa, isto é, sem especificar o que se deve buscar e sem que a decisão que
determina sua expedição seja precedida de perquirição quanto à possibilidade de adoção de meio
menos gravoso para chegar-se ao mesmo fim. A polícia é autorizada, largamente, a apreender tudo
quanto possa vir a consubstanciar prova de qualquer crime, objeto ou não da investigação. Eis aí o que
se pode chamar de autêntica "devassa". Esses mandados ordinariamente autorizam a apreensão de
computadores, nos quais fica indelevelmente gravado tudo quanto respeite à intimidade das pessoas e
possa vir a ser, quando e se oportuno, no futuro, usado contra quem se pretenda atingir.
[HC 95.009, rel. min. Eros Grau, j. 6-11-2008, P, DJE de 19-12-2008.]
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A representação de busca domiciliar se baseou em fundadas razões que autorizavam a apreensão de
armas e munições, instrumentos utilizados para a prática de crime ou destinados a fim delituoso, a
apreensão de documentos considerados elementos de convicção (CPP, art. 240, § 1°, d e h). Não houve
medida de busca e apreensão provocada tão somente por "denúncia anônima", diversamente do que
sustentam os impetrantes, mas baseada em elementos de convicção colhidos durante inquérito policial
instaurado pela autoridade policial. Legitimidade, legalidade e regularidade das buscas domiciliares
levadas a efeito no caso,