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DisciplinaDireito Constitucional I85.332 materiais1.818.403 seguidores
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de 6-2-2009.]
 
CPI. Interceptação telefônica. Sigilo judicial. Segredo de justiça. Quebra. Impossibilidade jurídica.
Requisição de cópias das ordens judiciais e dos mandados. Liminar concedida. Admissibilidade de
submissão da liminar ao Plenário, pelo relator, para referendo. Precedentes (MS 24.832-MC, MS
26.307-MC e MS 26.900-MC). Voto vencido. Pode o relator de mandado de segurança submeter ao
Plenário, para efeito de referendo, a liminar que haja deferido. CPI. Prova. Interceptação telefônica.
Decisão judicial. Sigilo judicial. Segredo de justiça. Quebra. Requisição, às operadoras, de cópias das
ordens judiciais e dos mandados de interceptação. Inadmissibilidade. Poder que não tem caráter
instrutório ou de investigação. Competência exclusiva do juízo que ordenou o sigilo. Aparência de ofensa
a direito líquido e certo. Liminar concedida e referendada. Voto vencido. Inteligência dos arts. 5º, X e LX,
e 58, § 3º, da CF; art. 325 do CP; e art. 10, c/c art. 1º da Lei federal 9.296/1996. CPI não tem poder
jurídico de, mediante requisição, a operadoras de telefonia, de cópias de decisão nem de mandado
judicial de interceptação telefônica, quebrar sigilo imposto a processo sujeito a segredo de justiça. Este é
oponível a CPI, representando expressiva limitação aos seus poderes constitucionais.
[MS 27.483 MC-REF, rel. min. Cezar Peluso, j. 14-8-2008, P, DJE de 10-10-2008.)
 
Não viola o direito constitucional ao sigilo bancário o uso, em processo judicial, de comprovante de
consulta a órgão de proteção ao crédito, com o propósito de impedir, modificar e extinguir direito da parte
adversa.
[RE 568.498, rel. min. Cezar Peluso, j. 13-5-2008, 2ª T DJE de 6-6-2008.]
 
A LC 105, de 10-1-2001, não conferiu ao TCU poderes para determinar a quebra do sigilo bancário de
dados constantes do Banco Central do Brasil. O legislador conferiu esses poderes ao Poder Judiciário
(art. 3º), ao Poder Legislativo Federal (art. 4º), bem como às comissões parlamentares de inquérito, após
prévia aprovação do pedido pelo Plenário da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do plenário
de suas respectivas Comissões Parlamentares de Inquérito (§ 1º e § 2º do art. 4º). Embora as atividades
do TCU, por sua natureza, verificação de contas e até mesmo o julgamento das contas das pessoas
enumeradas no art. 71, II, da CF, justifiquem a eventual quebra de sigilo, não houve essa determinação
na lei específica que tratou do tema, não cabendo a interpretação extensiva, mormente porque há
princípio constitucional que protege a intimidade e a vida privada, art. 5º, X, da CF, no qual está inserida
a garantia ao sigilo bancário (...).
[MS 22.801, rel. min. Menezes Direito, j. 17-12-2007, P, DJE de 14-3-2008.]
= MS 22.934, rel. min. Joaquim Barbosa, j. 17-4-2012, 2ª T, DJE de 9-5-2012.
 
(...) a Lei 9.296, de 24-7-1996, é categórica ao prever, no § 1º do art. 6º, que, no caso de a diligência
possibilitar a gravação da comunicação interceptada, será determinada a sua transcrição. Assim, a
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formalidade imposta por lei é essencial à valia da prova, viabilizando-se, com isso, o conhecimento da
conversação interceptada e, portanto, o exercício de direito de defesa pelo acusado, a atuação do
próprio Ministério Público e do órgão julgador. Descabe cogitar, em substituição ao que previsto em lei,
do acesso às fitas, da audição pelo órgão julgador na oportunidade de proferir sentença. (...) Em suma,
está-se diante de quadro revelador da condenação do paciente, a partir de prova constante do processo
à margem da ordem jurídica em vigor, porque, na dinâmica da tramitação, não se observou o que
previsto na lei de regência, deixando-se de atender aos pedidos de degravação e até mesmo de
realização da prova pericial pretendida. Concedo a ordem para declarar a nulidade do processo, a partir
do momento em que indeferido o pleito de degravação das fitas, tornando insubsistente, com isso, o
decreto condenatório e prejudicada a apelação interposta, inclusive se já ocorrido o julgamento.
[HC 83.983, voto do rel. min. Marco Aurélio, j. 4-12-2007, 1ª T, DJE de 23-5-2008.]
 
Não procede a alegação feita pelo 5º acusado de que os dados relativos aos supostos empréstimos
bancários contraídos com as duas instituições financeiras envolvidas teriam sido colhidos de modo ilegal,
pois o Banco Central teria atendido diretamente a pedido do PGR sem que houvesse autorização
judicial. Tais dados constam de relatórios de fiscalização do Banco Central, que foram requisitados pela
CPMI dos Correios. No âmbito deste inquérito, o presidente do STF determinou o "compartilhamento de
todas as informações bancárias já obtidas pela CPMI dos Correios" para análise em conjunto com os
dados constantes destes autos. Por último, o próprio relator do inquérito, em decisão datada de
30-8-2005, decretou o afastamento do sigilo bancário, desde janeiro de 1998, de todas as contas
mantidas pelo 5º acusado e "demais pessoas físicas e jurídicas que com ele cooperam, ou por ele são
controladas". (...) Igualmente rejeitada a alegação de que o banco BMG teria atendido diretamente a
pedido do MPF. Na verdade, o ofício requisitório do MPF amparou-se em decisão anterior de quebra de
sigilo bancário dos investigados, proferida pelo presidente do STF, durante o recesso forense
(25-7-2005). Posteriormente, o próprio relator do inquérito afastou de modo amplo o sigilo bancário,
abarcando todas as operações de empréstimos objeto do ofício requisitório do PGR, bem como ordenou
a realização de perícia com acesso amplo e irrestrito às operações bancárias efetivadas pelo referido
banco. De resto, a comunicação dos mencionados dados bancários encontra respaldo suplementar na
quebra de sigilo decretada pela CPMI dos Correios. (...) O sigilo das contas bancárias sediadas no
exterior foi afastado pelo Poder Judiciário norte-americano, nos termos do ofício encaminhado pelo
Governo dos Estados Unidos com os dados solicitados. O STF do Brasil foi informado de todos os
procedimentos adotados pelo PGR para sua obtenção e, ao final, recebeu o resultado das diligências
realizadas por determinação da Justiça estrangeira. Os documentos foram encaminhados para uso pelos
órgãos do Ministério Público e da Polícia Federal, contendo somente a ressalva de não entregar, naquele
momento, as provas anexadas para outras entidades. Assim, também não procede a alegação de
ilicitude da análise, pelo Instituto Nacional de Criminalística, órgão da Polícia Federal, dos documentos
bancários recebidos no Brasil.
[Inq 2.245, rel. min. Joaquim Barbosa, j. 28-8-2007, P, DJ de 9-11-2007.]
 
Sigilo de dados \u2013 Atuação fiscalizadora do Banco Central \u2013 Afastamento \u2013 Inviabilidade. A atuação
fiscalizadora do Banco Central do Brasil não encerra a possibilidade de, no campo administrativo,
alcançar dados bancários de correntistas, afastando o sigilo previsto no inciso XII do art. 5º da CF.
[RE 461.366, rel. min. Marco Aurélio, j. 3-8-2007, 1ª T, DJ de 5-10-2007.]
 
Os arts. 1º e 2º da Lei catarinense 11.223, de 17-11-1998, que cuidam da obrigatoriedade de
identificação telefônica da sede da empresa ou do proprietário nos veículos licenciados no Estado de
Santa Catarina e destinados ao transporte de carga e de passageiros, a ser disponibilizada na parte
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traseira do veículo, por meio de adesivo ou pintura, em lugar visível, constando o código de discagem
direta à