Código de Processo Civil Comentado Artigo por Artigo
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DisciplinaDireito Processual Civil I51.966 materiais889.767 seguidores
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cerceamento que deve ser re-
parado com a devolução do prazo. Arts. 40, § 2º, e 180 do CPC\u201d. (STJ. 4T. REsp 
319.357/MG. Rel. Min. Ruy Rosado de Aguiar. J. 18/10/2001)
Prazo comum
\u201cNo caso de prazo comum, os autos devem permanecer em cartório para vista 
das partes (art. 40, parágrafo 2º, do CPC), de sorte que a retirada dos mesmos 
por uma delas impõe a suspensão do lapso temporal para recorrer, ainda que, 
antes, a outra parte haja assim também procedido, desde que manifestado o im-
pedimento durante o curso do prazo, não se tratando, pois, de \u201enulidade guarda-
da\u201c. (STJ. 4T. REsp 592.944/RS. Rel. Min. Aldir Passarinho Junior. J. 24/08/2010)
Pedido de vista
\u201cHá cerceamento de defesa quando a Turma julga o recurso sem apreciação do 
pedido de vista anteriormente formulado pelo advogado, nos termos do art. 40, 
II, do CPC, o que implica nulidade do acórdão\u201d. (STJ. 2T. EDcl no AgRg no REsp 
611.294/PB. Rel. Min. Herman Benjamin. J. 25/08/2009)
Artigo 40Kleber Cazzaro
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Formulário para vista dos autos
\u201cA necessidade de preenchimento prévio, pelo advogado, de ficha de controle 
para o exame dos autos fora de cartório, visando coibir casos de desapareci-
mentos de processos, não ofende o direito de exercício da advocacia\u201d. (STJ. 6T. 
RMS 9.581/SP. Rel. Min. Hamilton Carvalhido. J. 06/04/2000) 
Prazo comum
\u201eO CPC, no § 2º do artigo 40, é enfático ao prever que, \u201asendo comum às partes 
o prazo, só em conjunto ou mediante prévio ajuste por petição nos autos po-
derão os seus procuradores retirar os autos\u2018. Observa-se, pois, que a denomina-
da \u201acarga rápida\u2018 de processos para extração de cópias somente será possível 
desde que respeitados os ditames do artigo 40, § 2º do Diploma Processual 
Civil.\u201c(RMS 15.573/SP, 2ª Turma, Min. Franciulli Netto, DJ de 19.04.2004). (STJ. 
1T. RMS 24.480/DF. Rel. Min. Teori Albino Zavascki. J. 15/05/2008)
INSURGÊNCIA QUANTO AO INDEFERIMENTO DE REABERTURA DO PRAZO 
RECURSAL. PATRONO DA AGRAVADA QUE RETIRA OS AUTOS EM CARGA 
NO DIA DA PUBLICAÇÃO DA DECISÃO. PRAZO COMUM ENTRE AS PARTES. 
PETIÇÕES QUE NÃO FORAM ANALISADAS PELA MAGISTRADA. PRAZO QUE 
DEVE SER DEVOLVIDO AO AGRAVANTE. (TJPR. 18 CC. AI 942872-4. Rel.: Mar-
celo Gobbo Dalla Dea. J. 07.11.2012)
\u201cAo serem retirados os autos de cartório pelo procurador da parte, na fluência 
de prazo comum, estes ficaram única e exclusivamente a disposição dele. Ade-
mais, a retirada dos autos de Cartório pela parte adversa, na fluência de prazo 
comum, é considerada obstáculo que suspende o prazo, consoante os termos 
do artigo 180, do Código de Processo Civil\u201d. (TJPR. 16CC. AI 616.008-5. Rel.: 
Paulo Cezar Bellio. J. 16.12.2009)
Sucumbência integral. prazo particular
\u201eA regra insculpida no artigo 40, § 2º, do CPC, que veda a retirada dos autos 
de cartório em se tratando de prazo comum, destinado a ambas as partes, 
somente se aplica na hipótese de sucumbência recíproca, em que autor e réu 
são simultaneamente vencedores e vencidos. Se a parte foi integralmente ven-
cida em primeira instância quanto ao mérito da pretensão deduzida em Juízo, 
ainda que subsista à parte vitoriosa interesse em impugnar o quantum fixado a 
título de honorários advocatícios, é de se considerar particular o prazo para a 
interposição de recurso\u201c. (TJPR. 15CC. AI 916152-4. Rel.: Jurandyr Souza Junior. 
J. 01.08.2012)
\u201cO artigo 40 do CPC visa propiciar a efetivação do principio constitucional da 
ampla defesa, primeiro ampliando as possibilidades de defesa da parte medi-
ante a retirada dos autos de cartório e, posteriormente, limitando esta retirada 
nos casos de prazo comum, a fim de evitar que ocorra o cerceamento da defesa 
da parte adversa àquela que fez carga dos autos. Não há que se falar em prazo 
comum, pois diante da sucumbência total de uma das partes, o prazo recursal 
é para ela particular e como conseqüência, surge o direito de seu patrono retirar 
os autos de cartório a fim de melhor formular a peça recursal\u201d. (TJPR. 11CC. AC 
Artigo 40Kleber Cazzaro
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298.035-6. Rel. Glademir Vidal Antunes Panizzi. Publ. 26.06.2007).
Retirada dos autos do cartório. direito do advogado 
\u201eO direito de examinar os autos, retirando-os de cartório, é prerrogativa inerente 
ao próprio ofício do advogado, garantia maior do exercício de sua profissão, não 
lhe podendo ser subtraída sob nenhum pretexto, não se subordinando tal direito 
sequer à demonstração de interesse. Não se tratando de prazo comum como o 
previsto no § 2º do artigo 40 do CPC, o acesso aos autos é direito do advogado\u201d. 
(TJPR. 16CC. AI 316.073-6. Rel.: Paulo Cezar Bellio J. 05.04.2006)
I. Impropriedade terminológica constante na norma: 
Embora o artigo comentado se refira à substituição das partes, a hipótese é de 
sucessão processual. Há sucessão quando outra pessoa assume o lugar do liti-
gante, tornando-se parte na relação jurídica processual. O sucessor defende em 
nome próprio, direito próprio decorrente da mudança de titularidade do direito 
material objeto da discussão em juízo, pois é o titular daquele direito. De outro 
lado, a substituição processual está regulada no CPC, art. 6º sendo que o sub-
stituto defende direito alheio, em nome próprio.
II. Partes: 
Além de não ser permitida a alteração do autor (aquele que pede) e do réu (em 
face de quem se pede), também não é permitida a alteração do terceiro interve-
niente, o que decorre do princípio da estabilidade subjetiva da lide, no curso do 
processo.
III. Finalidade do dispositivo: 
Há necessidade da estabilidade subjetiva da lide, para determinar-se o alcance 
da coisa julgada, uma vez que a sentença somente atinge às partes e interveni-
entes que efetivamente participaram do processo e desde que lhes tenham sido 
conferidas todas as garantias decorrentes do devido processo legal (CF, art. 5º, 
inciso LIV).
IV. No curso do processo: 
Artigo 40Kleber Cazzaro
Art. 41. Só é permitida, no curso do processo, a substituição 
voluntária das partes nos casos expressos em lei.
AUTOR
Maria de Lourdes Viegas
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A proibição da sucessão aplica-se a qualquer tipo de processo (conhecimento, 
execução e cautelar) e está vedada a partir da citação válida (CPC, art. 219), que 
torna litigiosa a coisa, até o trânsito em julgado.
V. Casos expressos em lei em que a sucessão é permitida: A sucessão é a 
exceção apenas sendo admitida nos casos expressos em lei, o que se impõe no 
caso de morte, quando a parte continuará no processo por seu espólio, herdei-
ros ou sucessores e no caso de nomeação à autoria quando o nomeado sucede 
ao nomeante.
JULGADOS 
Estabilidade da relação processual
1. \u201cOs arts. 41 e 42 do CPC, que dizem respeito ao processo de conhecimen-
to, impuseram como regra a estabilidade da relação processual\u201d. (STJ, REsp 
687761, Segunda Turma, Rel. Min. Eliana Calmon, Julg. 06/12/2005).
2. \u201cPROCESSO CIVIL \u2013 CESSÃO DE DIREITOS \u2013 SUBSTITUIÇÃO VOLUNTÁRIA 
DA PARTE AUTORA \u2013 HIPÓTESE QUE NÃO ENSEJA EXTINÇÃO DO PROCESSO 
\u2013 ARTIGO 41 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. Na cessão de direitos é claro 
que os direitos do substituído se transferem ao substituto, que pode legitima-
mente agir em juízo. Contudo, tal hipótese se insere no artigo 41 do Código de 
Processo Civil, não ensejando, por isso, a extinção do processo, mormente em 
se considerando que, quando da cessão, a demanda já estava julgada, no agu-
ardo do conhecimento recursal. Extinção que se afasta\u201d. 
(TJ/PR, Apelação Cível 0031776-2, Terceira Câmara Cível, Rel. Des. Sérgio Rod-
rigues, Julg. 30/11/1999). 
Artigo 41Maria de Lourdes Viegas
Art. 42 \u2013 A alienação da coisa ou do direito litigioso, a título par-
ticular, por ato entre vivos, não altera a legitimidade das partes.
§ 1º O adquirente ou o cessionário não poderá ingressar em juí-
zo, substituindo o alienante, ou o cedente, sem que o consinta 
a parte contrária.
§ 2º O adquirente ou o cessionário poderá, no entanto, intervir 
no