EXERCICIOS DE DIREITO CIVIL PARTE GERAL
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EXERCICIOS DE DIREITO CIVIL PARTE GERAL


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COMENTÁRIOS: 
 
O art. 3º do Código Civil elenca a categoria dos absolutamente 
incapazes, em rol taxativo, não comportando interpretação extensiva 
a outros casos, a saber: 
I \u2013 os menores de dezesseis anos; 
II \u2013 os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o 
necessário discernimento para a prática desses atos; 
III \u2013 os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua 
vontade. 
A alternativa \u201cA\u201d enquadra os ausentes como absolutamente 
incapazes, tornando a questão incorreta. É preciso que o candidato 
fique atento, pois os ausentes eram considerados pelo Código Civil de 
1916 revogado como absolutamente incapazes. Não são mais pelo 
Código Civil de 2002 vigente. Está incorreta também porque prevê 
que são absolutamente incapazes os que não puderem exprimir sua 
vontade \u201cpor causa permanente\u201d. Ainda que por causa transitória 
(hipnose, embriaguez, etc.), se a pessoa não puder exprimir sua 
vontade, a causa é de incapacidade absoluta. 
A alternativa \u201cB\u201d está incorreta, primeiramente, porque somente os 
menores de dezesseis anos são considerados absolutamente 
incapazes. Entre dezesseis e dezoito anos o caso é de incapacidade 
relativa. Também os excepcionais sem desenvolvimento completo são 
considerados relativa, e não absolutamente incapazes. 
A alternativa \u201cC\u201d contempla integralmente hipóteses de incapacidade 
absoluta, sendo a correta, pois são absolutamente incapazes os 
menores de dezesseis anos; os que, por enfermidade ou deficiência 
mental, não tiverem necessário discernimento para os atos da vida 
civil e os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir 
sua vontade. 
A alternativa \u201cD\u201d está incorreta porque os ébrios habituais 
(alcoólatras), os toxicômanos e os pródigos são relativamente 
incapazes. 
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(OAB-RO-30º CONCURSO) (ADAPTADA) 
05. De acordo com o Código Civil vigente, assinale a 
alternativa correta: 
 
A - São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da 
vida civil os menores de 18 anos, os pródigos e os loucos de todo 
gênero. 
B - São capazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os 
exercer os maiores de 14 e menores de 21 anos, os ausentes e os 
silvícolas. 
C - Aos 18 anos completos acaba a menoridade, ficando habilitado o 
indivíduo para todos os atos da vida civil. 
D - Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se 
podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, 
presumir-se-ão simultaneamente mortos. 
 
COMENTÁRIOS: 
 
A alternativa \u201cA\u201d está incorreta, porque os pródigos são considerados 
relativamente incapazes. 
A alternativa \u201cB\u201d está igualmente incorreta, porque os ausentes não 
são mais considerados pelo Código Civil de 2002 incapazes, e os 
silvícolas, no que refere à sua incapacidade, regem-se por lei 
específica. 
A alternativa \u201cC\u201d contém inveracidade porque a cessação da 
incapacidade por menoridade cessa aos dezoito, e não aos dezesseis 
anos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da 
vida civil, consoante o que prescreve o art. 5º, caput, do Código Civil. 
A alternativa \u201cD\u201d contempla a hipótese de comoriência, prevista no 
art. 8º do Código Civil, verbis: \u201cSe dois ou mais indivíduos falecerem 
na mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos 
comorientes precedeu aos outros, presumir-se-ão simultaneamente 
mortos\u201d. 
A comoriência, ou morte simultânea, ocorre quando dois ou mais 
indivíduos, que têm entre si uma relação jurídica, morrem em um 
mesmo evento, não sendo possível, pelos meios médicos-legais, 
aferir qual deles morreu primeiro. A lei, nesta hipótese, presume que 
a morte foi simultânea, de modo que não haverá transmissão 
recíproca de direitos entre eles. Assim, se pai e filho morrem em um 
mesmo acidente, não sendo constatado quem morreu primeiro, não 
haverá, de um para outro, transmissão de herança, sendo a parte do 
filho destinada aos herdeiros deste, e a parte de seu pai conferida aos 
seus herdeiros. Diferente situação ocorreria se, por exemplo, ficasse 
constatado que o pai havia falecido primeiro, transferindo-se a 
herança deste para o filho, e do filho para os herdeiros deste, no 
caso, a mãe, se fosse viva. Esta, portanto, a questão correta. 
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06. São absolutamente incapazes, exceto: (ADAPTADA) 
 
A - ausentes. 
B - os menores de 16 anos. 
C \u2013 os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua 
vontade. 
D - os enfermos que não tiverem o necessário discernimento para a 
prática de atos da vida civil. 
 
COMENTÁRIOS: 
 
Os ausentes não são mais considerados, pelo Código Civil de 2002, 
incapazes, como o eram na legislação anterior (CC/1916). A 
alternativa \u201cA\u201d, pois, está correta, pois a ausência não é causa de 
incapacidade absoluta (como também não é de incapacidade 
relativa). 
Os menores de dezesseis anos estão catalogados no rol dos 
absolutamente incapazes (art. 3º, I do CC), de modo que a 
alternativa \u201cB\u201d está incorreta. 
Os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua 
vontade são considerados absolutamente incapazes, de acordo com o 
art. 3º, III do CC, portanto, a alternativa \u201cC\u201d está incorreta. 
Os enfermos, que não tiverem o necessário discernimento para a 
prática de atos da vida civil também são considerados absolutamente 
incapazes (art. 3º, II do CC). A alternativa \u201cD\u201d está igualmente 
incorreta. 
(TRT-9ª. REGIÃO-ANALISTA JUDICIÁRIO) (ADAPTADA) 
07. São absolutamente incapazes: 
a) os maiores de dezesseis anos e os menores de dezoito anos de 
idade; 
b) os pródigos; 
c) os surdos-mudos que não puderem exprimir a sua vontade; 
d) os silvícolas; 
e) os menores que colarem grau em curso de ensino superior. 
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Os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos são 
relativamente incapaces (art. 4º, I do CC). A alternativa \u201cA\u201d está 
incorreta. 
Os pródigos são considerados relativamente incapaces (art. 4º, IV), 
estando a alternativa \u201cB\u201d também incorreta. 
Os surdo-mudos, pelo Código Civil de 1916 (revogado) eram 
considerados incapazes. Atualmente, na dicção do Código Civil de 
2002, nao foram mais considerados como tais, podendo encuadrar-
se, contudo, na hipótese prevista no art. 4º, III (excepcionais sem 
desenvolvimento mental completo), dependendo do grau de 
discernimento que tiverem. A simples surdo-mudez, por si só, não 
acarreta a incapacidade. Está, pois, incorreta a alternativa \u201cC\u201d. 
Os silvícolas (índios) estavam previstos no CC/1916 como 
relativamente incapazes. Atualmente, pelo CC/2002, vigente, nao 
estão mais submetidos à legislação civil, sendo a questão de sua 
capacidade submetida à lei especial. Está incorreta a alternativa \u201cD\u201d. 
A colação de grau do menor em curso de ensino superior, seja em 
instituicao pública, seja em instituicao de ensino particular, confere-
lhe a plena capacidade civil. É a chamada emancipacão. O menor, 
neste caso, torna-se maior, civilmente capaz. A alternativa \u201cE\u201d, por 
tanto, é a correta. 
(DELEGADO-POLÍCIA CIVIL-GO-2003) 
08. Em tema de morte presumida, é CORRETO afirmar: 
 
a) Sem decretação de ausência, não pode ser declarada a morte 
presumida. 
b) Somente pode ser declarada a morte presumida após decorridos 
dois anos da decretação da ausência. 
c) Se a pessoa estava em perigo de vida, a morte presumida pode 
ser declarada após um ano da decretação da ausência. 
d) Pode ser declarada a morte presumida sem a decretação de 
ausência. 
 
COMENTÁRIOS: 
 
A aquisição da personalidade civil (aptidão para ser sujeito de direitos 
e de obrigações na