EXERCICIOS DE DIREITO CIVIL PARTE GERAL
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EXERCICIOS DE DIREITO CIVIL PARTE GERAL


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desproporcional ao valor da prestação oposta. 
B) A lesão ocorre, também, quando alguém, por inexperiência, se 
obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da 
prestação oposta. 
C) A lesão não é causa de anulação do negócio jurídico, se o 
favorecido concordar com a redução do proveito que obteve. 
D) A desproporção entre as prestações há que considerar, para que 
haja lesão, os valores vigentes quando da celebração do negócio 
jurídico. 
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E) Há lesão, ainda quando a manifesta desproporcionalidade entre o 
valor da prestação a que se obriga alguém e o valor da prestação 
oposta, decorrer de fato superveniente. 
 
COMENTÁRIOS: 
 
A lesão é vício ou defeito do negócio jurídico previsto originariamente 
no Código Civil de 2002. Configura-se esta quando alguém, em 
relação a outrem, assume uma prestação manifestamente 
desproporcional à contraprestação da outra parte, por necessidade ou 
inexperiência. 
De acordo com o art. 157 do CC, ocorre a lesão quando alguém, sob 
premente (urgente) necessidade, ou por inexperiência, se obriga à 
prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação 
oposta. Corretas, pois, as alternativas \u201cA\u201d e \u201cB\u201d. 
Se a parte favorecida concordar com a redução do proveito que 
obteve, não se decretará a anulação do negócio jurídico (art. 157, § 
2º). Correta a alternativa \u201cC\u201d. 
Para avaliar-se a desproporção, considerar-se-á os valores das 
prestações vigentes à época da contratação (art. 157, § 1º). Correta 
a alternativa \u201cD\u201d. 
O prejuízo decorrente da desproporção deve existir no momento da 
conclusão do negócio, e não por fato superveniente. Incorreta, 
portanto, a alternativa \u201cE\u201d, que deve ser assinalada. 
 
(Magistratura Estadual-SP-2003) 
12. A propósito dos defeitos que, segundo o novo Código Civil, 
tornam anuláveis os negócios jurídicos, analise as seguintes 
relações: 
 
I. o erro, a coação e o estado de perigo; 
II. a lesão, a fraude contra credores e a coação; 
III. o estado de perigo, a lesão e o dolo; 
IV. o dolo, o erro e a simulação. 
 
Pode-se afirmar que são integralmente verdadeiras as relações: 
 
A) I e II, somente. 
B) III e IV, somente. 
C) I, II e III, somente. 
D) I, II, III e IV. 
 
Os defeitos do negócio jurídico, que tornam-o anulável são: erro, 
dolo, coação, lesão, estado de perigo e fraude contra credores. A 
simulacao é causa de nulidade. 
Estão corretos, por conseguinte, os itens I, II e III, e incorreto 
apenas o item IV, que se refere à simulação. 
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A alternativa a ser assinalada é a \u201cC\u201d. 
 
(Magistratura/ES/2003) 
13. Quando a ineficácia de um negócio jurídico está 
subordinada a um evento futuro e incerto, diz-se que o 
negócio está submetido a: 
 
A) termo final; 
B) encargo; 
C) Condição Resolutiva; 
D) condição potestativa; 
E) condição. 
 
COMENTÁRIOS: 
 
Termo é a cláusula acessória que submete o negócio jurídico a evento 
futuro e certo. Incorreta a alternativa \u201cA\u201d. 
Encargo ou modo é a obrigação, o ônus imposto ao beneficiário de 
uma liberalidade. Incorreta a alternativa \u201cB\u201d. 
Condição potestativa é aquela que se submete ao puro arbítrio de 
uma das partes. Incorreta a alternativa \u201cD\u201d. 
A condição pode ser: suspensiva, quando a eficácia do negócio 
jurídico se subordinar a evento futuro e incerto; resolutiva, quando a 
ineficácia do negócio jurídico se submeter a evento futuro e incerto. 
Incorreta, pois, a alternativa \u201cE\u201d e correta a alternativa \u201cC\u201d. 
 
(Ministério Público/RS/03-2003) (adaptada) 
14. Considerando o novo Código Civil e as seguintes 
assertivas: 
 
I - Incorre em nulidade o negócio jurídico quando apresente objeto 
indeterminável. 
II - Nulifica o negócio jurídico ofensa cometida contra lei imperativa, 
que tanto pode dar-se por ofensa frontal ou direta. 
III - É nulo o contrato de compra e venda se a fixação do preço resta 
com o exclusivo arbítrio de uma das partes. 
IV - É nulo o negócio jurídico praticado direta e pessoalmente por 
quem, em razão de causa transitória, não possa exprimir a sua 
vontade. 
V - É nulo o negócio jurídico por vício resultante de dolo. 
 
Assinale a alternativa correta: 
 
A) Somente as assertivas I, II, III e IV estão corretas. 
B) Somente as assertivas I, III e V estão corretas. 
C) Somente as assertivas II, III e V estão corretas. 
D) Somente as assertivas I, II, e IV estão corretas. 
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E) Todas as assertivas estão corretas. 
 
COMENTÁRIOS: 
 
O negócio jurídico cujo objeto seja indeterminável é nulo, segundo o 
art. 166, II. Correto o item I. 
O objeto que ofende à lei imperativa torna o negócio jurídico nulo, 
como preleciona o art. 166, VI. Correto o item II. 
São ilícitas as condições puramente potestativas, que são aquelas 
que sujeitam o negócio jurídico ao arbítrio exclusivo de uma das 
partes. Correto, pois, o item III. 
Quem, ainda que transitoriamente, não puder manifestar a sua 
vontade, é considerado absolutamente incapaz. O ato praticado por 
este é nulo, segundo o art. 166, I. Correto, portanto, o item IV. 
O dolo é vício ou defeito do negócio jurídico que conduz à sua 
anulação, e não à sua nulidade. Incorreto o item V. 
A alternativa correta é a \u201cA\u201d. 
 
(Ministério Público/RS/03-2003) 
15. Em relação ao estado de perigo, considerando o novo 
Código Civil e as seguintes assertivas: 
 
I - Está disposto na categoria de causa de anulabilidade do negócio 
jurídico. 
II - Em seu substrato não está a ficção de igualdade das partes, de 
modo que a regra tem relevância na tutela do contratante fraco. 
III - É indiferente que a parte beneficiada saiba que a obrigação foi 
assumida pela parte contrária para que esta se salve de grave dano. 
IV - Não pode o juiz considerar circunstâncias favoráveis para o efeito 
de estender a regra para pessoa não integrante da família do 
declarante. 
V - Confunde-se com o instituto da lesão, pois como ocorre nesta 
última, considera-se, além da premente necessidade econômica, a 
inexperiência de quem se obriga a contratar, circunstâncias 
determinantes das prestações avençadas de maneira manifestamente 
desproporcional. 
 
Assinale a alternativa correta: 
 
A) Somente as assertivas I, II estão corretas. 
B) Somente as assertivas II, III e IV estão corretas. 
C) Somente as assertivas I, II, III, e IV estão corretas. 
D) Somente as assertivas III e V estão corretas. 
E) Somente as assertivas IV e V estão corretas. 
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COMENTÁRIOS: 
 
O estado de perigo foi catalogado, originalmente, no Código Civil de 
2002, como defeito do negócio jurídico, que conduz a sua 
anulabilidade (art. 156). Correto, pois, o item I. 
A intenção do legislador foi proteger aquele que, em virtude de uma 
situação de necessidade de salvar-se, ou à pessoa de sua família, de 
dano grave conhecido pela outra parte, assume obrigação 
excessivamente onerosa. Assim, destina-se a proteger a parte mais 
fraca, que numa situação de emergência, para salvar a própria vida 
ou a de um familiar, contrai obrigação excessivamente onerosa. 
Correto o item II. 
Para que seja declarada a anulabilidade do negócio jurídico em 
virtude de estado de perigo é necessário que a parte beneficiada 
tenha conhecimento do perigo. Incorreto o item III. 
Embora o estado de perigo ocorra em relação à própria pessoa, ou a 
familiar seu, o juiz, considerando o caso concreto, pode estender a 
proteção à pessoa não integrante da família, como um amigo íntimo 
(art. 156, parágrafo