EXERCICIOS DE DIREITO CIVIL PARTE GERAL
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EXERCICIOS DE DIREITO CIVIL PARTE GERAL


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se de uma obrigação, invocar a sua idade se dolosamente a ocultou 
quando inquirido pela outra parte, ou se, no ato de obrigar-se, 
declarou-se maior; 
E) O dolo do representante legal de uma das partes só obriga o 
representado a responder civilmente até a importância do proveito 
que teve; se, porém, o dolo for do representante convencional, o 
representado responderá solidariamente com ele por perdas e danos. 
 
(MP/SP/82ºConcurso/2001) 
21. A expressão "dôo o meu terreno situado à rua X, no 30, 
bairro Bela Vista, nesta cidade, à Municipalidade, a fim de que 
nele seja construído um hospital" encerra uma liberalidade 
gravada com: 
 
A) condição resolutiva. 
B) condição suspensiva. 
C) termo certo. 
D) condição potestativa. 
E) encargo. 
 
(Ministério Público/PE/2002) 
22. Lúcio, para esconder receitas oriundas de venda e compra 
de imóveis, negociava-os em nome de seu amigo Ângelo, 
usando-o como "laranja" ou "testa de ferro". Em cada 
contrato, o ato jurídico foi viciado: 
 
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A) pela simulação, podendo ser anulado a requerimento de quem 
tenha legítimo interesse. 
B) pela simulação e não gera nenhum efeito, porque é nulo de pleno 
direito. 
C) pelo dolo, em face da má-fé de Lúcio e de Ângelo, causa de sua 
nulidade. 
D) pelo dolo de Lúcio e pela ignorância de Ângelo, considerando-se 
inexistente. 
E) pela coação irresistível de Lúcio sobre Ângelo, sem a qual ele não 
subscreveria os atos necessários. 
 
(OAB/AL/1º-2000) 
23. A condição, para o direito civil é.... 
 
A) cláusula que subordina o efeito do ato jurídico a evento futuro e 
incerto, podendo ser suspensiva ou resolutiva. 
B) cláusula que subordina o efeito do ato jurídico a evento futuro e 
certo, podendo ser suspensiva ou resolutiva 
C) cláusula que subordina o efeito do ato jurídico a evento futuro e 
incerto, podendo ser supressiva ou resolutiva. 
D) NDR 
 
(OAB/DF/30/11/2003) 
24. Ressalte a opção que carrega uma afirmativa inadequada: 
 
A) termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito. 
B) encargo não suspende a aquisição e muito menos o exercício do 
direito, salvo quando expressamente imposto no negócio jurídico, 
pelo disponente, como condição suspensiva. 
C) falso motivo somente vicia a declaração de vontade quando 
expresso como razão determinante. 
D) dolo do representante legal ou convencional de uma das partes 
obriga o representado a responder civil e solidariamente por perdas e 
danos. 
 
(OAB/GO/21-03-99) 
25. Quanto aos atos jurídicos, assinale a alternativa correta: 
 
A) São nulos de pleno direito os atos jurídicos, quando as 
declarações de vontade emanarem de erro substancial; 
B) O dolo acidental não obriga à satisfação de perdas e danos; 
C) A coação exercida por terceiro não vicia o ato; 
D) A validade do ato jurídico requer agente capaz, objeto lícito e 
forma prescrita ou não defesa em lei. 
 
(OAB-MG-2002) 
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26. É CORRETO afirmar que será considerado nulo de pleno 
direito todo ato jurídico, quando: 
 
A) for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para 
a sua validade. 
B) for praticado por pessoa relativamente incapaz. 
C) for praticado com vício resultante de coação. 
D) for praticado com vício resultante de erro, dolo, simulação ou 
fraude. 
 
 
(OAB/PB/2002) 
27. Sobre defeitos do negócio jurídico, assinale a alternativa 
incorreta: 
 
A) para que se configure erro, um dos requisitos é o de que ele deva 
ser real, ou seja, recair sobre o objeto do contrato e não 
simplesmente sobre o nome ou sobre qualificações. 
B) há erro acidental se o sujeito "A" doa para o sujeito "B" um bem 
móvel, supondo que o sujeito "B" havia salvado sua vida, o que não 
ocorreu. 
C) no dolo acidental não há vício do consentimento, mas sim, ato 
ilícito que gera responsabilidade para o culpado. 
D) na coação absoluta, não há configuração de vício de vontade, 
existindo total ausência de vontade, o negócio jurídico se reduz a 
caso de nulidade. 
 
(OAB/RJ Março - 2004) 
28. Sobre simulação no novo Código Civil, é correto afirmar 
que: 
 
A) Não se trata de hipótese de anulação, como no Código anterior, 
mas sim de nulidade do negócio jurídico; 
B) Decorre da prática de atos legais, mas com a finalidade de 
prejudicar terceiros, ou, ao menos, frustar a aplicação de 
determinada regra jurídica; 
C) Foi excluída do novo Código Civil, não sendo causa de 
inexistência, nem nulidade e, tampouco, de anulação do negócio 
jurídico; 
D) É o artifício ou expediente astucioso, empregado para induzir 
alguém à prática de um ato jurídico, que o prejudica. 
 
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AULA 4 \u2013 PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA 
 
(Analista Jud./1ªReg./2003) 
01. Quanto à prescrição e à decadência, é correto afirmar que: 
 
A) o prazo prescricional é estabelecido por lei ou por vontade das 
partes, o prazo decadencial somente é estabelecido por lei; 
B) a decadência e a prescrição são conhecidas de ofício pelo 
magistrado; 
C) a decadência e a prescrição são renunciáveis; 
D) a decadência não corre contra os ausentes; 
E) a prescrição pode ser interrompida por qualquer interessado. 
 
COMENTÁRIOS: 
 
Os prazos prescricionais são estabelecidos somente em lei. Aliás, 
quanto a lei não fixar que o prazo é prescricional, será ele 
considerado decadencial. Incorreta a alternativa \u201cA\u201d. 
A prescricão só pode ser decretada de ofício se favorecer a 
absolutamente incapaz (art. 194). A decadência legal (cujo prazo é 
estabelecido em lei) pode ser pronunciada de ofício, mas não a 
decadência convencional (estabelecida por acordo entre as partes) 
(art. 211). Incorreta a alternativa \u201cB\u201d. ATENÇÃO!!! A lei 
11280/2006 revogou o art. 194, sendo que agora o juiz pode 
conhecer da prescrição de ofício. Entretanto, essa lei só 
entrará em vigor em maio de 2006. 
O prazo de prescrição pode ser renunciado, mas só valerá se for feita 
a renúncia sem prejuízo de terceiro, e desde que já consumada (art. 
191). A decadência convencional pode ser renunciada, mas não a 
decadência legal (art. 209). Incorreta a alternativa \u201cC\u201d. 
Os prazos de decadência não se sujeitam às causas de impedimento, 
interrupção ou suspensão, assim como os prazos prescricionais. A 
única exceção encontra-se no art. 208, que prevê que os prazos 
decadenciais não corre contra os absolutamente incapazes (art. 
198,I). Incorreta a alternativa \u201cD\u201d. 
A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela 
parte a quem aproveita, ou seja, por qualquer interessado em sua 
alegação (art. 193). Portanto, correta a alternativa \u201cE\u201d. 
 
(AnalistaJudiciário/5º Reg.TRT/06/2003) 
02. Quanto à decadência, é INCORRETO afirmar que: 
 
A) o prazo de decadência não corre contra os absolutamente 
incapazes. 
B) o juiz deve, de ofício, conhecer da decadência, quando 
estabelecida por lei. 
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C) a renúncia à decadência fixada em lei é nula. 
D) aplicam-se à decadência as normas que impedem, suspendem ou 
interrompem a prescrição. 
E) parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer grau de 
jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação, se a decadência for 
convencional. 
 
COMENTÁRIOS: 
A única regra prescricional que se aplica à decadência é a que prevê 
que esta não corre contra os absolutamente incapazes, como prevê o 
art. 208. Correta a alternativa \u201cA\u201d. 
A decadência legal pode ser conhecida de ofício pelo juiz, ou seja, 
sem provocação da parte interessada. Somente a decadência