EXERCICIOS DE DIREITO CIVIL PARTE GERAL
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EXERCICIOS DE DIREITO CIVIL PARTE GERAL


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favor de duas ou mais pessoas, 
ao mesmo tempo, extinguindo-se gradativamente em relação a cada 
uma das que falecerem, salvo se expressamente previsto o direito de 
acrescer, ou seja, de que os remanescentes passem a usufruir da 
parte do falecido. 
Temporário é o usufruto estabelecido por prazo certo de vigência, 
extinguindo-se quando escoado tal prazo. 
Sucessivo é aquele instituído em favor de uma pessoa, para que 
depois de sua morte seja transmitido a terceiro. Não é admitido no 
ordenamento jurídico brasileiro. 
Universal é o usufruto exercido em função de direito mortis causa. 
Assim, correta é a alternativa \u201cA\u201d, que contempla o conceito de 
usufruto simultâneo. 
 
(MP-Procurador Fed.16º 2003) 
26. Dá-se a Traditio Brevi Manu quando: 
 
A) se substitui a entrega material do bem por ato indicativo do 
propósito de transmitir a posse; 
B) o possuidor de uma coisa em nome alheio passa a possuí-la como 
própria; 
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C) a posse pode ser continuada pela soma do tempo do atual 
possuidor com os seus antecessores; 
D) o possuidor de um bem imóvel em nome próprio passa a possuí-lo 
em nome alheio. 
 
COMENTÁRIOS: 
 
A tradição é forma derivada de aquisição da posse, em que há a 
entrega da coisa pelo antigo possuidor ao atual proprietário. Pode 
ser: efetiva ou real, em que há a entrega material, efetiva do bem, 
ou ficta, simbólica, traduzida por atos que simbolizam a entrega da 
coisa (como a entrega das chaves do carro, p.ex.) ou consensual. 
Dentre as formas de tradição consensual, está a traditio brevi manu, 
em que o possuidor de uma coisa em nome alheio (possuidor direto) 
passa a ser possuidor em nome próprio (proprietário), não 
necessitando de um ato efetivo de tradição, já que ele permanece na 
posse, não mais a título de possuidor direto, e sim como proprietário 
do bem. 
Está incorreta a alternativa \u201cA\u201d, pois esta se refere à tradição 
simbólica ou ficta. 
Correta a alternativa \u201cB\u201d, que trata da traditio brevi manu, forma de 
tradição consensual. 
Embora possa haver a união de posses, esta não corresponde à idéia 
de traditio brevi manu. Incorreta a alternativa \u201cC\u201d. 
A alternativa \u201cD\u201d contempla o caso de constituto possessório, ou 
cláusula constituti, que é o inverso da traditio brevi manu, já que 
naquela o possuidor em nome próprio (proprietário) passa a possuir 
em nome alheio (como possuidor direto). Incorreta, portanto. 
 
(OAB/AL/2004) 
27. É correto afirmar que: 
 
A) aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, 
possua como sua, por 3 anos ininterruptos, sem oposição, área de 
terra em zona rural não superior a 50 hectares, tornando-a produtiva 
por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-
lhe-á a propriedade. 
B) aquele que por 10 anos, sem interrupção nem oposição, possui 
como seu um imóvel, adquire-lhe a propriedade, independentemente 
de título e boa-fé. 
C) aquele que possuir, como sua, área urbana de até 250 m2, por 5 
anos ininterruptamente e sem oposição, utilizando- a para sua 
moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não 
seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural. 
D) adquire também a propriedade do imóvel aquele que, contínua e 
incontestadamente, com justo título e boafé, possuí-lo por 5 anos. 
 
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COMENTÁRIOS: 
 
O prazo para a aquisição da propriedade pela usucapião especial 
rural, pro labore, é de cinco anos, e não de três. Incorreta a 
alternativa \u201cA\u201d. 
O prazo para a aquisição da propriedade pela usucapião 
extraordinária (independente de título e boa-fé) é de 15 anos, e não 
de 10 anos. Incorreta a alternativa \u201cB\u201d. 
O prazo para a usucapião especial urbana ou pro moradia, é de 5 
anos, e limita-se à área de 250 m2. Correta a alternativa \u201cC\u201d. 
O prazo para a usucapião ordinária (com justo título e boa-fé) é de 
10 anos, e não de 5 anos. Incorreta a alternativa \u201cD\u201d. 
 
(OAB/AL/2004) 
28. A hipoteca: 
 
A) impede a venda do imóvel pelo proprietário. 
B) será registrada no local onde deve ser paga a dívida. 
C) não abrange todas as acessões e melhoramentos do imóvel. 
D) pode ser constituída para garantia de dívida futura. 
 
COMENTÁRIOS: 
 
O CC prevê a nulidade de cláusula que impeça o proprietário de 
alienar o imóvel hipotecado (art. 1475). Incorreta a alternativa \u201cA\u201d. 
O registro da hipoteca, segundo a dicção do art. 1492, é feito no 
cartório do lugar onde situado o imóvel. Incorreta a alternativa \u201cB\u201d. 
O art. 1474 preleciona que a hipoteca abrange todas as acessões, 
melhoramentos ou construções do imóvel. Incorreta a alternativa \u201cC\u201d. 
O art. 1487 autoriza a constituição de hipoteca para garantia de 
dívida futura ou condicionada. Correta, via de conseqüência, a 
alternativa \u201cD\u201d. 
 
(OAB/BA/Agosto/2002) (ADAPTADA) 
29. No que toca aos efeitos da posse, pode-se afirmar: 
 
A) o compromisso de compra e venda em que é atribuída a posse ao 
compromissário-comprador é título idôneo para fins de usucapião; 
B) a ação reinvidicatória e a ação de reintegração de posse se 
fundamentam em idênticas causas de pedir: o direito à posse; 
C) o reinvidicante obrigado a indenizar as benfeitorias feitas pelo 
possuidor de má-fé tem direito de optar entre o seu valor atual e o 
seu custo; 
D) a posse exercida em virtude de contrato de locação, vigente há 
mais de 20 (vinte) anos, enseja usucapião. 
 
COMENTÁRIOS: 
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Os contratos, pelo direito brasileiro, geram efeitos de ordem 
meramente pessoal, obrigacional. Daí porque o compromisso de 
compra e venda não é título hábil à aquisição da propriedade por 
usucapião, cujas exigências legais são outras (posse prolongada pelo 
período previsto em lei, além de outros requisitos). Incorreta a 
alternativa \u201cA\u201d. 
Na ação reivindicatória se discute propriedade; nas ações 
possessórias, discute-se unicamente posse. Portanto, têm natureza, 
objeto e finalidade distintas. Incorreta a alternativa \u201cB\u201d. 
O reivindicante, que indenizar as benfeitorias necessárias feitas pelo 
possuidor de má-fé pode optar pelo valor atual ou pelo custo delas. 
Se ao possuidor de boa-fé, indenizará as benfeitorias pelo seu valor 
atual (art. 1222). Correta a alternativa \u201cC\u201d. 
O locatário é chamado possuidor precário, porquanto tem a posse do 
bem com a obrigação de restituí-lo, ao final do prazo previsto 
contratualmente. Embora, como possuidor, goze da proteção 
possessória, por sua posse ser precária, não importa por quanto 
tempo permaneça no imóvel a título de locatário, jamais poderá 
adquirir a propriedade por usucapião. Incorreta a alternativa \u201cD\u201d. 
 
 
(OAB/GO/21-03-99) 
30. A posse pode ser adquirida: 
 
A) pela própria pessoa que a pretende, por seu representante ou 
procurador, por terceiro sem mandato, dependendo de ratificação e 
pelo constituto possessório; 
B) pela própria pessoa que a pretende e pelo constituto possessório; 
C) pela própria pessoa que a pretende, por seu representante ou 
procurador e por terceiro sem mandato, dependendo de ratificação; 
D) pela própria pessoa que a pretende, por seu representante ou 
procurador e pelo constituto possessório. 
 
COMENTÁRIOS: 
 
Quanto aos sujeitos, pode ser adquirida a posse pela própria pessoa 
que a pretende ou por seu representante (legal ou convencional) ou 
por terceiro sem mandato, dependendo, neste caso, de ratificação do 
possuidor (art. 1205). 
O constituto possessório não é propriamente forma de aquisição da 
posse, mas de conversão da posse em nome próprio (como 
proprietário) para posse em nome de outrem (posse direta). 
Assim, correta a alternativa