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RESUMO DIREITO PROCESSUAL CIVIL

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Mesmo o revel, isto é, ao que não contestou a ação, é assegurado o direito de produzir 
testemunhas, quando os efeitos da revelia não ocorreram, nos termos do art. 349 CPC. 
Art. 450, 451 CPC. 
Art. 453 CPC. 
Igor Demétrio 
 
As testemunhas são ouvidas pelo juiz na audiência de instrução e julgamento, depois 
dos esclarecimentos dos peritos e dos depoimentos pessoais das partes (Art. 361, I, II, III 
CPC). 
Fora da audiência, mas em juízo, são inquiridas as testemunhas que “prestam 
depoimento antecipadamente” e as que “são inquiridas por carta”. 
Fora da audiência e do juízo, serão ouvidas as testemunhas que possuem privilégio de 
função e, portanto, são inquiridas em sua residência ou onde exerçam sua função (Art. 454 
CPC). 
O depoimento é sempre oral, de modo que não é lícito à parte substituí-lo por 
declaração escrita adrede preparada. Isso não impede que se permita à testemunha consultar 
breves anotações ou documentos em seu poder. 
Incidentes 
Art. 461 CPC. 
1 – Ouvida de testemunhas referidas: testemunha referida é a pessoa estranha ao 
processo, que foi mencionada no depoimento de outra testemunha, ou da parte. 
2 – acareação: consiste em promover o confronto pessoal numa só audiência, das 
pessoas que prestaram depoimentos contraditórios (não é cabível entre as duas partes). 
Prova pericial 
Art. 464 CPC. 
Exame: é a inspeção de coisas, pessoas ou documentos, para verificação de qualquer 
fato ou circunstância que tenha interesse para a solução do litígio. 
Vistoria: é a mesma inspeção, quando realizada sobre bens imóveis. 
Avaliação ou arbitramento: é a apuração do valor, em dinheiro, de coisas, direitos ou 
obrigações em litígio. 
Art. 464 a 480 CPC. 
Art. 471 CPC. 
O CPC permite que as partes, de comum acordo, escolham o perito, indicando-o ao 
juiz mediante requerimento. 
Suspeição e impedimento 
Como agente auxiliar do juízo, está o perito sujeito a impedimento e suspeição, nos 
mesmos casos em que o juiz se submete a essas interdições de atuação no processo (Art. 147, 
II CPC). 
O mesmo não ocorre com o assistente técnico, que é considerado apenas elemento de 
confiança da parte, e por isso não se sujeita a impedimento ou suspeição (Art. 466 §1º CPC). 
Igor Demétrio 
 
Procedimento 
O pedido de perícia pode ser formulado na inicial, na contestação ou na reconvenção, 
bem como na réplica do autor à resposta do réu. 
Art. 477 §1º CPC. 
Em hipótese alguma, admite-se que o juiz proceda ao julgamento da causa 
imediatamente após a juntada do laudo pericial, sem ouvir as partes a seu respeito. 
Semelhante proceder representaria grave violação ao contraditório, acarretando nulidade da 
sentença por cerceamento de defesa. 
Art. 477 §1º CPC. 
A não apresentação do parecer do assistente técnico não é empecilho à realização da 
audiência. 
Art. 465 §6º CPC. 
Quando o objeto da perícia estiver fora da comarca por onde corre o processo, a 
diligência será realizada por meio de carta precatória. Nesse caso, a nomeação de perito e a 
indicação de assistentes técnicos tanto poderá se dar no juízo deprecante, como no deprecado, 
conforme for da conveniência do juiz ou das partes. 
Nova perícia 
Art. 480 CPC. 
Essa deliberação poderá ser tomada, de ofício ou a requerimento da parte, logo após a 
juntada do laudo ao processo, ou em diligência após os esclarecimentos dos peritos em 
audiência e coleta dos demais meios de prova, desde que persista a dúvida em torno da thema 
probandum. 
Inspeção judicial 
Inspeção judicial: é o meio de prova que consiste na percepção sensorial direta do juiz 
sobre qualidades ou circunstâncias corpóreas de pessoas ou coisas relacionadas com o litígio. 
O objeto da inspeção pode ser: 
1 – Pessoas: podem ser partes ou não do processo, desde que haja necessidade de 
verificar seu estado de saúde. 
2 – Coisas: móveis ou imóveis e mesmo documentos de arquivos, de onde não possam 
ser retirados. 
3 – Lugares: quando, por exemplo, houver conveniência de se conhecer detalhes de 
uma via pública onde se deu um acidente ou outro acontecimento relevante para a solução da 
causa. 
 
Igor Demétrio 
 
Fase decisória 
Sentença 
O sujeito da lide (parte) tem o direito subjetivo à prestação jurisdicional (ação), a que 
corresponde o dever do Estado de declarar a vontade concreta da lei, para solucionar o litígio. 
No processo de conhecimento, é por meio da sentença que o Estado cumpre esse dever. 
Classificação 
1 – Sentenças terminativas: são as que põem fim ao processo, sem lhe resolverem, 
entretanto, o mérito (Art. 485 CPC). 
2 – Definitivas: são as sentenças que decidem o mérito da causa no todo ou em parte. 
Toda sentença (seja definitiva ou terminativa), o recurso será sempre de apelação (Art. 
1009 CPC). 
Sentença terminativa: extinção do processo sem julgamento do mérito 
Dá-se a extinção do processo, sem julgamento do mérito, quando o juiz põe fim à 
relação processual sem dar uma resposta (positiva ou negativa) ao pedido do autor, ou seja, 
sem outorgar-lhe a tutela jurisdicional, que se revelou inadmissível diante das circunstâncias 
do caso concreto. 
Art. 485 CPC. 
Art. 485 §1º CPC. 
A intimação pessoal da parte, exigida textualmente pelo código, visa a evitar a 
extinção nos casos em que a negligência e o desinteresse são apenas do advogado, e não do 
sujeito processual propriamente dito. Ciente do fato, a parte poderá substituir seu procurador 
ou cobrar dele a diligência necessária para que o processo retorne o curso normal. 
Perempção 
Perempção consiste na perda do direito de renovar a propositura da mesma ação pois, 
o autor deu causa por três vezes à extinção do processo pelo fundamento previsto no art. 485 
III CPC. 
Litispendência e coisa julgada 
Demonstrada a ocorrência de litispendência ou de coisa julgada (isto é, verificada a 
identidade de partes, de objeto e de causa petendi) entre dois processos, o segundo deverá ser 
extinto, sem apreciação do mérito. 
Convenção de arbitragem 
Art. 485 VII CPC. 
Igor Demétrio 
 
Se a convenção de arbitragem é anterior ao processo impede sua abertura, se é 
superveniente, provoca sua imediata extinção, impedindo que o órgão judicial lhe aprecie o 
mérito. 
Desistência da ação 
Pela desistência, o autor abre mão do processo e não do direito material que 
eventualmente possa ter perante o réu. 
Em regra, a desistência da ação não será admitida após a contestação sem o 
consentimento do réu. A sua recusa, porém, para impedir a imediata extinção do processo sem 
resolução do mérito da causa, haverá de ser fundamentada razoavelmente. 
Art. 485 §5º CPC. 
O limite temporal do direito de desistir da ação é a sentença, de sorte que não é 
concebível desistência da causa em grau de apelação ou outro recurso posterior, como o 
recurso extraordinário. 
Confusão entre autor e réu 
O processo é relação jurídica entre três pessoas: autor-juiz-réu. Se as duas partes se 
confundem, por sucessão numa só pessoa, deixa de existir um dos sujeitos da relação 
processual. Logo, desaparece a própria relação processual. 
Extingue o processo sem resolução do mérito. 
Efeito da extinção do processo sem julgamento do mérito 
O seu efeito é apenas de coisa julgada formal, isto é, o de impedir que dentro do 
mesmo processo volte a parte a postular novo julgamento, depois de exaurida a possibilidade 
de impugnação recursal. 
Art. 486 CPC. 
Art. 92 CPC. 
Juízo de retratação 
A sentença que extingue o processo, sem julgamento de mérito, desafia recurso de 
apelação (Art. 1009 CPC). Nesse caso, nos termos do art. 485 §7º CPC o juiz terá o prazo de 
cinco dias para retratar-se. 
Não o fazendo,