RESUMO DIREITO PROCESSUAL CIVIL
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RESUMO DIREITO PROCESSUAL CIVIL


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a regra especial de competência não incide. 
Da mesma forma, não se aplica o foro do art. 48 CPC em relação às ações reais imobiliárias 
em que o espólio seja réu, porque sujeitos à competência absoluta do foro da situação do 
imóvel. Igual exceção ocorre em face da ação de desapropriação, que será sempre ajuizada no 
foro em que o imóvel se localizar. 
 
Igor Demétrio 
 
Foro da União, dos Estados e do Distrito Federal 
Art. 51 e 52 CPC. 
Art. 109 §1º CF. 
Foro ratione persoane 
Art. 53 CPC. 
Esse dispositivo estabeleceu dois casos de foros especiais, em busca de melhor tutela a 
interesses de parte, que o legislador considerou em posição de merecer particular tratamento. 
Tratam-se de competências relativas. 
Súmula 1 STJ. 
Foros ratione loci em matéria de obrigações 
Art. 53, III, d, CPC. 
Art. 53, IV, CPC. 
Foro do idoso 
Estatuto do idoso (Lei 10741/2003). 
Art. 53, III, e, CPC. 
Modificação da competência 
Prorrogação de competência 
O CPC instituiu regras de modificação de competência (Arts. 54 a 63 CPC) que se 
aplicam a processos sujeitos apenas a critérios de competência relativa, permitindo falar-se a 
seu respeito em prevenção e prorrogação. 
Dá-se a prorrogação de competência quando se amplia a esfera de competência de um 
órgão judiciário para conhecer de certas causas que não estariam ordinariamente, 
compreendidas em suas atribuições jurisdicionais. 
A prorrogação pode ser: 
1 \u2013 Legal (ou necessária): quando decorre da lei como nos casos de conexão ou 
continência (Arts. 54 a 56 CPC). 
2 \u2013 Voluntária: quando decorre de ato de vontade das partes (Arts. 63, 65 e 337 §6º 
CPC). 
A prorrogação, em quaisquer desses casos, pressupõe competência relativa. 
Prorrogação legal 
Conexão e continência 
1 \u2013 Modalidades de conexão: 
O CPC admite duas modalidades de conexão: 1º pelo pedido comum; e 2º pela mesma 
causa de pedir (Art. 55 CPC). 
Igor Demétrio 
 
Continência 
Art. 56 CPC. 
Dá-se continência entre 2 ou mais ações quando houver identidade quanto às partes e à 
causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo abrange a das demais. 
Difere continência de litispendência já que nessa a igualdade duas causas, em todos os 
elementos da lide (sujeitos, pedido e causa de pedir), há de ser total e naquela há de ser 
parcial. 
Por outro lado, a conexão pode verificar-se perante feitos ajuizados até entre partes 
diferentes; mas a continência, tal como a litispendência, só se pode dar entre os mesmos 
litigantes. 
Efeito prático da continência 
Art. 57 CPC. 
Há de se verificar qual ação foi proposta primeiro: 
1 \u2013 Se a precedência for da ação continente, o processo relativo à ação contida será 
extinto sem resolução de mérito. É que existira litispendência parcial entre elas de modo que a 
ação menor incorrerá na hipótese de extinção prevista no art. 485, V, CPC. 
2 \u2013 Se a ação de pedido menor (contida) for a que primeiro se ajuizou, a reunião das 
ações será obrigatória. 
Prevenção 
Art. 59 CPC. 
Prevenção: vem a ser a prefixação de competência, para todo o conjunto das diversas 
causas, do juiz a quem primeiro foi registrada ou distribuída a petição inicial de uma das lides 
coligadas por conexão ou continência. 
Súmula 489 STJ. 
Prorrogação voluntária 
Ocorre a prorrogação voluntária de competência quando a modificação provém de ato 
de vontade das partes, o que é possível em duas circunstâncias previstas pelo CPC: 
1 \u2013 na eleição de foro contratual (Art. 63 CPC). 
2 \u2013 na ausência de obrigação de incompetência relativa preliminar de contestação (Art. 
65 CPC). 
Prorrogação de competência em caso de foro de eleição ajustado em contrato de 
adesão 
Art. 63§3º CPC. 
Igor Demétrio 
 
A regra não torna a aplicação da ineficácia um fenômeno exclusivo dos contratos de 
adesão ou de parte hipossuficiente. Em qualquer contrato, em que o abuso seja evidenciado 
por ofensa ao princípio da boa-fé e lealdade entre os contratantes, terá cabimento a norma do 
artigo 63 §3º CPC. 
Prorrogação de competência no âmbito da Justiça Federal 
Em suma jamais se poderá cogitar de prevenção ou prorrogação de competência para 
deslocar um processo da justiça federal para outra justiça (Estadual, trabalhista, eleitoral). 
Aplicar-se-ão, porém, as regras comuns de modificação de competência, quando se tratar de 
competência da Justiça Federal de natureza territorial, desde que o deslocamento se dê entre 
seus próprios juízos (entre suas seções e subseções judiciárias). 
Declaração de incompetência 
Art. 64 §§3º e 4º CPC. 
As decisões proferidas pelo juízo incompetente apenas serão invalidadas: 
1 \u2013 se o próprio juiz incompetente revogá-las. 
2 \u2013 Se o magistrado destinatário proferir outras sobre a mesma questão. 
Súmula 33 STJ. 
Conflitos de competência 
Art. 66 CPC. 
Conflito positivo: quando os vários juízes se dão por competentes. 
Conflito negativo: quando os diversos juízes se recusam a aceitar a competência, cada 
um atribuindo a outrem a função jurisdicional. 
A competência para julgar o conflito é do tribunal hierarquicamente superior aos 
juízes conflitantes. 
Se, porém, a divergência for entre tribunais (Art. 105, I, \u201cd\u201d e 102, I, \u201co\u201d CF). 
A legitimação para suscitar o conflito cabe: 
1 \u2013 ao juiz. 
2 \u2013 à parte. 
3 \u2013 ao MP (Art. 951 CPC). 
Procedimento: Art. 951 a 959 CPC. 
Sujeitos do processo 
Partes e procuradores 
Partes 
O processo só se estabelece plenamente com a participação de três sujeitos: Estado, 
autor e réu. 
Igor Demétrio 
 
Autor: é a parte que invoca a tutela jurídica do Estado e toma a posição ativa de 
instaurar a relação processual. 
Réu: é a parte que fica na posição passiva e se sujeita à relação processual instaurada 
pelo autor. 
Nomenclatura 
Conforme o tipo de ação, procedimento ou fase processual a denominação das partes 
varia, na lei e na terminologia forense. 
1 \u2013 Processo de conhecimento. 
a) Nas ações em geral: demandante e demandado. 
b) Na reconvenção: reconvinte e reconvindo. 
c) Nos recursos em geral: recorrente e recorrido. 
d) Na apelação: apelante e apelado. 
e) No agravo: agravante e agravado. 
f) Nos embargos de terceiro ou de declaração: embargante e embargado. 
g) Nas intervenções de terceiro: o que é chamado a intervir pode ser \u201cdenunciado\u201d, 
\u201cchamado\u201d, \u201cassistente\u201d, amicus curiae ou interveniente. 
2 \u2013 Processo de execução. 
a) As partes da execução forçada são: exequente e executado. 
b) Nos embargos do devedor ou de terceiro: embargante e embargado. 
3 \u2013 Tutela provisória: as partes são tratadas como requerente e requerido. 
4 \u2013 Nos procedimentos de jurisdição voluntária: não há partes, mas apenas 
interessados. 
Substituição Processual 
Art. 18 CPC. 
Legitimação ordinária: é quando a titularidade da ação vincula-se à titularidade do 
pretendido direito material subjetivo, envolvido na lide. 
Legitimação extraordinária: consiste em demandar a parte, em nome próprio, a tutela 
de um direito controvertido de outrem. 
A vontade das partes, não é suficiente para criar substituição processual que não tenha 
sido expressamente prevista em lei. 
Sucessão e substitui\ufffd\ufffdão da parte 
Ex.: Art. 109 CPC. 
Na sucessão da parte ocorre uma alteração nos polos subjetivos do processo. Uma 
outra pessoa passa a ocupar o lugar do primitivo sujeito da relação processual. 
Igor Demétrio 
 
Na substituição processual, nenhuma alteração se registra nos sujeitos do processo. 
Apenas um deles age, por especial autorização da lei, na defesa de direito material de quem 
não é parte na relação processual. 
Art. 73 §1º CPC. 
Esse dispositivo traz um exemplo de litisconsórcio