RESUMO DIREITO PROCESSUAL CIVIL
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RESUMO DIREITO PROCESSUAL CIVIL


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para que o juiz possa solucionar a lide (mérito). Operam no plano da eficácia. 
Art. 17 CPC. 
São duas as condições da ação: 
1 \u2013 Interesse de agir: surge da necessidade de obter por meio do processo a proteção 
ao interesse substancial. 
Art. 19 CPC. 
2 \u2013 Legitimidade de parte (legitimidade ad causam): Parte em sentido processual, é um 
dos sujeitos da relação processual contrapostos diante do órgão judicial, isto é, aquele que 
pede a tutela jurisdicional (autor) e aquela em face de quem se pretende fazer atuar dita tutela 
(réu). 
A legitimidade ativa caberá ao titular do interesse afirmado na pretensão, e a passiva 
ao titular do interesse que se opõe ou resiste à pretensão. 
Igor Demétrio 
 
Essa legitimação normalmente é chamada ordinária. 
a)Legitimação extraordinária: consiste em permitir-se, em determinadas 
circunstancias, que a parte demande em nome próprio, mas na defesa de interesse alheio. 
Art. 18 CPC \u2013 Se denominam substituição processual a excepcionalidade desses casos. 
Art. 485 §3º CPC. 
São de ordem pública as condições da ação, e, por isso, não se sujeitam à preclusão, 
podendo ser apreciadas e dirimidas pelo julgador, de ofício, em qualquer fase do processo e 
em qualquer grau de jurisdição. 
Classificações das ações 
1 \u2013 Ação de cognição: provoca a instauração de um processo de conhecimento, busca 
o pronunciamento de uma sentença que declare entre os contendores quem tem razão e quem 
não a tem, a que se realiza mediante determinação da regra jurídica concreta que disciplina o 
caso que formou o objeto do processo. 
a) Ação condenatória: busca não apenas a declaração do direito subjetivo material 
do autor, mas também a formulação de um comando que imponha um prestação a ser 
cumprida pelo réu (sanção). 
b) Ação constitutiva: além da declaração do direito da parte, cria, modifica ou 
extingue um estado ou relação jurídica material. 
c) Ação declaratória: aquela que se destina apenas a declarar a certeza da 
existência, inexistência ou do modo de ser de uma relação jurídica, ou de autenticidade ou 
falsidade de documento. Art. 19 CPC. 
2 \u2013 Ação de execução: é a que gera o processo de execução, no qual o órgão judicial 
desenvolve a atividade material tendente a obter, coativamente, o resultado prático 
equivalente àquele que o devedor deveria ter realizado com o adimplemento da obrigação. 
Elementos identificadores da causa 
1 \u2013 Partes. 
2 \u2013 Pedido. 
3 \u2013 Causa de pedir. 
Espécies de resposta do réu 
Art. 335 e 343 CPC. 
Igor Demétrio 
 
Reconvenção: não é defesa, mas contra-ataque do réu por meio da propositura de uma 
outra ação contra o autor, dentro do mesmo processo. 
Contestação: é o de resistência direta à pretensão do autor, tanto por motivos de mérito 
como processuais. 
Competência 
Competência: é o critério de distribuir entre os vários órgãos judiciários as atribuições 
relativas ao desempenho da jurisdição. 
A competência é a medida da jurisdição. 
Todos os juízes tem jurisdição, mas nem todos tem competência. 
Competência internacional (art. 21 a 25 CPC): definem as causas que a justiça 
brasileira deverá conhecer e decidir. 
Competência interna (Art. 42 a 53 CPC): apontam quais os órgãos locais que se 
incumbirão especificamente da tarefa, em cada caso concreto. 
Espécies de competência internacional 
1 \u2013 Cumulativa ou concorrente: Art. 21 e 22 CPC. 
2 \u2013 Exclusiva: Art. 23 CPC. 
A contrario sensu, e ainda em função do princípio da efetividade, as ações relativas a 
imóveis situados fora do país e o inventário e partilha de bens localizados em território 
estrangeiro escapam a jurisdição nacional. 
Cooperação internacional 
Art. 26 a 41 CPC. 
Modalidades de cooperação 
Ativa: é quando o Brasil requerer a prática de determinado ato a algum Estado 
estrangeiro. 
Passiva: é quando a autoridade estrangeira solicita a realização de ato em território 
nacional. 
Do auxílio direto 
Art. 28 CPC. 
Decisão que, segundo a lei interna nacional, não dependa de homologação pela justiça 
brasileira. 
Art. 28 a 34 CPC. 
Da carta rogatória 
Art. 260 CPC. 
Art. 36 CPC. 
Igor Demétrio 
 
Competência interna 
 
A competência interna divide a função jurisdicional entre os vários órgãos da justiça 
nacional. 
Competência da justiça federal 
Em razão da pessoa: Art. 109, I, II, VIII CF. 
Em razão da matéria: Art. 109, III, XI, X, V-A CF. 
Art. 109 §5º CF. 
Competência das justiças estaduais 
Art. 125 CF. 
Competência residual. 
Critérios de determinação da competência interna 
Critério objetivo: se funda no valor da causa, na natureza da causa ou na qualidade das 
partes. 
Critério funcional: atende às normas que regulam as atribuições dos diversos órgãos e 
de seus componentes, que devam funcionar em um determinado processo, como se dá nas 
sucessivas fases do procedimento em primeiro e segundo graus de jurisdição. 
Critério territorial: se reporta aos limites territoriais em que cada órgão judicante pode 
exercer sua atividade jurisdicional. 
Competências absolutas ou relativas 
Art. 63 e 63 CPC. 
Competência absoluta: é a competência insuscetível de sofrer modificação, seja pela 
vontade das partes, seja pelos motivos legais de prorrogação. 
Competência relativa: é a competência passível de modificação por vontade das partes 
ou por prorrogação oriunda de conexão ou continência de causas. 
Relativas: território e do valor da causa. 
Absoluta: Pessoa, função, matéria. 
Competência do foro e competência do juiz 
Foro competente: vem a ser a circunscrição territorial (seção judiciária ou comarca) 
onde determinada causa deve ser proposta. 
Juiz competente: é aquele entre os vários existentes na mesma circunscrição que deve 
tomar conhecimento da causa, para processá-la e julgá-la. 
A competência dos juízes é matéria pertencente à Organização judiciária local. A do 
foro é regulada pelo CPC. 
Igor Demétrio 
 
Princípio do perpetuatis iurisdictionis: Art. 43 CPC: é norma determinadora da 
inalterabilidade da competência objetiva, a qual, uma vez firmada deve prevalecer durante 
todo o curso do processo. A inalterabilidade, no entanto, é objetiva, isto é, diz respeito ao 
órgão judicial (juízo) e não à pessoa do juiz, pois este pode ser substituído. 
Súmula 367 STJ. 
Competência em razão do valor da causa e em razão da matéria 
Art. 291 e 292 CPC. 
Com base no valor dado à causa, podem as normas de Organização judiciária, 
atribuí-la à competência de um ou outro órgão judicante. 
Lei 9099/95 \u2013 Critério de valor até 40 salários mínimos. 
Competência funcional 
Refere-se a competência funcional, modalidade de competência absoluta, à repartição 
das atividades jurisdicionais entre os diversos órgãos que devam atuar dentro de um processo. 
Classificação 
1 \u2013 pelas fases do procedimento. 
2 \u2013 pelo grau de jurisdição. 
3 \u2013 pelo objeto do juízo. 
Competência territorial 
Denomina-se competência territorial a que é atribuída aos diversos órgãos 
jurisdicionais levando em conta a divisão do território nacional em circunscrições judiciárias. 
O CPC no art. 46 e seguintes, regula a competência territorial que também é chamada 
de competência de foro. A distribuição interna dessa competência, chamada competência de 
juízo, é matéria reservada às organizações judiciárias locais. 
As leis de organização judiciária dividem os Estados em circunscrições territoriais 
(foros de primeiro grau) que se denominam comarcas, as quais, internamente, podem se 
dividir em varas (juízos). 
Art. 48 CPC. 
Esse dispositivo pressupõe procedimento sucessório ainda em curso. Se o inventário já 
se encerrou por sentença transitada em julgado,