RESUMO DIREITO PROCESSUAL CIVIL
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dois fatos 
sucessivos: o primeiro alegado pelo autor, e o segundo, que parte da aceitação do primeiro, 
Igor Demétrio 
 
mas coloca na defesa um evento superveniente, cujo efeito anula ou altera as consequências 
do fato incontroverso apontado na petição inicial. 
Distribuição dinâmica do ônus da prova 
Fala-se em distribuição dinâmica do ônus probatório, por meio da qual, no caso 
concreto, conforme a evolução do processo, seria atribuído pelo juiz o encargo de provar à 
parte que detivesse conhecimentos técnicos ou informações específicas sobre os fatos 
discutidos na causa, ou, simplesmente, tivesse maior facilidade na sua demonstração. Com 
isso, a parte encarregada de esclarecer os fatos controvertidos poderia não ser aquela que, de 
regra, teria de fazê-lo. 
Art. 373 §1º CPC. 
Recomendação para a distribuição dinâmica: 
1 \u2013 a parte que ordinariamente tinha o encargo da prova acha-se diante da 
impossibilidade ou excessiva dificuldade de cumpri-lo, no caso dos autos. 
2 \u2013 A parte que ordinariamente não tinha o encargo da prova se acha, no caso dos 
autos, em condição de maior facilidade de obtenção da prova do fato contrário. 
A redistribuição dinâmica do ônus da prova justifica-se como meio de equilibrar as 
forças das partes litigantes e possibilita a cooperação entre elas e o juiz na formação da 
prestação jurisdicional justa. 
Essa redistribuição do ônus probandi é sempre parcial, não pode ser nunca total. 
Procedimento 
A redistribuição do ônus probandi pode decorrer de requerimento da parte ou ser 
decretada de ofício pelo juiz. O pleito deverá anteceder a fase de saneamento do processo, 
visto que, será nela que, conforme o art. 357, III, CPC, o juiz haverá de definir a distribuição 
do ônus da prova, observado o art. 373 CPC. 
Convenção sobre ônus da prova 
Art. 373 §3º CPC. 
Como as partes têm disponibilidade de certos direitos e do próprio processo, é 
perfeitamente lícito que, em cláusula contratual, se estipulem critérios próprios a respeito do 
ônus da prova, para a eventualidade de litígios a respeito do cumprimento do contrato. 
Meios de prova 
Prova por presunção 
Presunção: é a consequência ou ilação que se tira de um fato conhecido (provado) para 
deduzir a existência de outro, não conhecido, mas que se quer provar. 
 
Igor Demétrio 
 
Regras da experiência comum 
Art. 375 CPC. 
São definições ou juízos hipotéticos de conteúdo geral, desligados dos fatos concretos 
que se julgam no processo, procedentes da experiência, mas independentes dos casos 
particulares de cuja observação foram induzidos e que, além desses casos, pretendem ter 
validade para outros novos. 
Procedimento probatório 
Compreende três estágios: 
1 \u2013 Proposição. 
2 \u2013 Deferimento. 
3 \u2013 Produção. 
Prova emprestada 
É aquela que foi produzida em outro processo e que é trasladada por meio de certidão 
para os autos de nova causa, nos quais entra sob a forma documental. 
Art. 372 CPC. 
Requisitos: 
1 \u2013 Identidade das partes. 
2 \u2013 Identidade ou semelhança do objeto da prova. 
3 \u2013 A prova emprestada deveria ter sido produzida na presença de um juiz natural 
(competente). 
O contraditório exigido no art. 372 CPC não é, necessariamente, o acontecido ao 
tempo da produção da prova no outro processo. Refere-se ao direito da parte contra quem o 
documento é produzido de contradizê-lo no processo atual, inclusive com contraprova. 
Produção antecipada da prova 
Arts. 381 a 383 CPC. 
Dá-se a antecipação de prova propriamente quando a parte não tem condições de 
aguardar o momento processual reservado à coleta dos elementos de convicção necessários à 
instrução da causa pendente ou por ajuizar. 
Cabimento 
Art. 381 CPC. 
A produção antecipada de prova, permitida pelo CPC, tem cabimento qualquer que 
seja a natureza da demanda visada (que pode ser contenciosa, ou mesmo jurisdição 
voluntária), e tanto pode ser manejada por quem pretende agir como por quem queira 
Igor Demétrio 
 
defender-se, como ainda por quem apenas queira certificar a ocorrência de determinado fato, 
documentando-a judicialmente. 
Casuísmo da antecipação de prova 
Os casos em que permitem prova antecipada mais frequentes são: 
1 \u2013 A inquirição de testemunhas ou o interrogatório da parte serão antecipados quando 
o depoente: 
a) Tiver de ausentar-se ou; 
b) Por motivo de idade ou de moléstia grave, houver justo receio de que ao tempo 
da prova já não exista, ou esteja impossibilitado de depor. 
2 \u2013 Exame pericial. 
Oportunidade 
A antecipação de prova dar-se antes do ajuizamento da ação principal, em caráter 
cautelar ou no curso desta. 
Sentença 
A sentença que o juiz profere nas ações de antecipação de prova é apenas 
homologatória, isto é, refere-se tão somente ao reconhecimento da eficácia dos elementos 
coligidos, para produzir efeitos inerentes à condição de prova judicial. 
As despesas do processo são pagas pela parte que a promover. E, por não haver 
contenciosidade, não há de se falar em sucumbência. 
Cabe apelação contra o indeferimento total (Art. 382 §4º CPC). 
Meios legais de prova 
Ata notarial 
Art. 384 CPC. 
É o testemunho oficial de fatos narrados pelo notário no exercício de sua competência 
em razão de seu ofício. 
A ata notarial é documento público, dotado de fé pública, razão pelo qual goza de 
presunção de veracidade (Presunção juris tantum). 
No tocante à produção antecipada de provas, entende a doutrina que a ata notarial não 
pode substituir a prova testemunhal, o depoimento pessoal e a perícia. Referidas provas 
devem ser produzidas e colhidas em juízo, sob a direção do magistrado e respeitando o 
contraditório. 
Depoimento pessoal 
É o meio de prova destinado a realizar o interrogatório da parte, no curso do processo. 
Igor Demétrio 
 
A finalidade desse meio de prova é dupla: provocar a confissão da parte e esclarecer 
os fatos discutidos na causa. 
Art. 386 CPC. 
Isto quer dizer que o juiz pode, conforme as circunstâncias, considerar como recusa de 
depoimento pessoal o depoimento prestado com omissões ou evasivas. E a consequência será 
a aplicação da pena de confesso. 
Legitimação para depoimento: Art. 385 e 387 CPC: trata-se de ato personalíssimo, de 
modo que nem procurador com poderes expressos pode prestá-lo em nome da parte. 
Os terceiros intervenientes também se sujeitam a prestar depoimento pessoal. 
Confissão 
Art. 389 a 395 CPC. 
Confissão é a declaração judicial ou extrajudicial, provocada ou espontânea, em que 
um dos litigantes capaz e com ânimo de se obrigar, faz da verdade, integral ou parcial, dos 
fatos alegados pela parte contrária, como fundamentais da ação ou da defesa. 
Requisitos para eficácia da confissão: 
1 \u2013 Capacidade plena do confitente, os representantes legais de incapazes nunca 
podem confessar por eles. 
2 \u2013 inexigibilidade de forma especial para validade do ato jurídico confessado. 
3 \u2013 disponibilidade do direito confessado. 
Classificações 
1 \u2013 judicial: é a confissão feita nos autos, na qual é tomada por termo. 
a) Espontânea: a que resulta de iniciativa do próprio confitente. 
b) Provocada: (Art. 390 §2º CPC): é a que resulta de depoimento pessoal, 
requerido pela parte contrária, ou determinado ex officio, pelo juiz. Esta não pode ser prestada 
por mandatário e constará do termo do depoimento pessoal. 
Exibição de documento ou coisa 
Art. 396 a 404 CPC. 
A exibição dar-se no curso do processo, como incidente da fase probatória, ou antes do 
ajuizamento da causa, como tutela cautelar em caráter antecedente (Art. 305 a 310 CPC). 
Ao processo de conhecimento pertence a exibição apenas como incidente da fase 
probatória. Pode provocá-la