RESUMO DIREITO PROCESSUAL CIVIL
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RESUMO DIREITO PROCESSUAL CIVIL


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a 
determinação da competência se faz examinando, segundo as regras comuns do processo de 
cognição ou de execução (Arts. 42 a 53 CPC), qual seria o órgão judicial competente para o 
pedido principal. 
Art. 299, parágrafo único, CPC. 
Durante a tramitação recursal, é do tribunal e não do Juiz de primeiro grau, a 
competência para decidir acerca do pedido de tutela de urgência. 
Igor Demétrio 
 
Tutela de urgência incidental 
O pedido incidental não apresenta dificuldades, uma vez que será feito por simples 
petição nos autos sem necessidade sequer de pagamento de custas (Art. 295 CPC). É claro, 
porém, que o requerente deverá comprovar a existência dos requisitos legais: fumus boni iuris 
e periculum in mora. 
Tutela de urgência antecedente 
Considera-se antecedente toda medida urgente pleiteada antes da dedução em juízo do 
pedido principal, seja ela cautelar ou satisfativa. 
1 \u2013 No caso da tutela cautelar a parte terá sempre de formular o pedido principal em 
trinta dia após a efetivação da medida deferida em caráter antecedente ou preparatório. 
2 \u2013 A tutela antecipada, eventualmente, pode ser autônoma, visto que, se permite 
estabilizar sua eficácia (Art. 304 CPC), não ficando, assim, na dependência de formulação do 
pedido principal no prazo do artigo 308 CPC. 
Tutela cautelar antecedente 
Art. 305 a 310 CPC. 
A sua finalidade é conservar bens, pessoas ou provas que possam sofrer alguma lesão 
ou perigo de lesão em razão da longa duração da marcha processual. 
Art. 305 CPC \u2013 requisitos. 
1 \u2013 Indicação da lide e seu fundamento. 
2 \u2013 exposição sumária do direito que se visa assegurar. 
3 \u2013 O perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. 
A regra geral a observar é a de que o valor da causa em que se demanda medida 
cautelar antecedente será equivalente ao proveito econômico a ser absorvido pela demanda 
principal. Poderá ser menor do que o valor da causa principal, poderá ser até igual, mas, em 
regra, nunca será maior do que aquele valor. 
Art. 308 CPC \u2013 30 dias. 
Esse prazo tem caráter de fatal ou peremptório, o que quer dizer que se mostra 
improrrogável. Mas, por ser fatal esse prazo processual, nem por isso deixará de suspender-se 
nas férias ou nos recessos forenses (Arts. 214 e 220 CPC). 
Tutela antecipada antecedente 
A tutela de urgência é satisfativa quando, para evitar ou fazer cessar o perigo de dano, 
confere, provisoriamente, ao autor a garantia imediata das vantagens de direito material para 
os quais se busca a tutela definitiva. 
Art. 303 e 304 CPC. 
Igor Demétrio 
 
Art. 303 §4º CPC. 
O valor da causa a ser atribuída ao pedido de tutela satisfativa antecedente poderá ser 
até igual ao pedido principal, mas não deverá ultrapassá-lo e, eventualmente, poderá ser 
menor. 
Ocorrendo o deferimento da liminar antecipatória, duas faculdades processuais se 
abrem para as partes: 
1 \u2013 O requerido terá oportunidade de interpor agravo de instrumento em quinze dias a 
contar da ciência da liminar, e se não o fizer, a medida antecipatória se estabilizará (Art. 304 
CPC). 
2 \u2013 O requerente, por sua vez, terá o prazo de quinze dias (ou prazo maior que o juiz 
houver por bem designar) para aditar a petição inicial, a fim de que seja confirmado o pedido 
de tutela final, e assim possibilitar a transformação da demanda provisória em demanda 
principal (Art. 303 §1º CPC). 
Art. 303 §1º CPC. 
A interpretação sistemática, portanto, é a de que o prazo para aditar a inicial somente 
fluirá depois de ocorrido o fato condicionante, que é a interposição do recurso do réu contra a 
liminar. Sem o recurso do réu, não há aditamento algum a ser feito pelo autor, o processo se 
extingui ex lege (Art. 304 §1º CPC). 
Art. 304 CPC. 
A estabilização da tutela satisfativa provisória não impede que qualquer das partes 
provoca ulteriormente, a propositura da ação principal de cognição plena, visando a revisão, 
reforma ou invalidação da medida provisória estabilizada. 
Sua tramitação observará o procedimento comum. 
Extinção das tutelas de urgência antecedente 
Art. 309 I CPC. 
O prazo da dedução do pedido principal, a que se refere o inciso I, não se conta do 
deferimento da medida provisória urgente, mas da sua efetivação (Art. 308 CPC). 
Pode-se concluir, então, que os casos de cessação de eficácia das medidas urgentes de 
caráter satisfativo são: 
1 \u2013 O provimento de recurso manifestado contra a decisão que deferiu a tutela urgente. 
2 \u2013 a sentença que acolha a revisão, reforma ou invalidação da medida. 
3 \u2013 a sentença de rejeição do pedido principal, ou a extinção do processo sem 
resolução de mérito da causa. 
Requisitos da reparação do artigo 302 CPC: 
Igor Demétrio 
 
1 \u2013 a ocorrência de prejuízo efetivo causado pela execução da tutela de urgência. 
2 \u2013 a determinação do quantum líquido desse prejuízo. 
Antes, pois, de executar o requerente da medida, a parte prejudicada terá de promover 
a competente liquidação, pelo procedimento comum (Art. 509, II, CPC). 
Essa modalidade de liquidação se faz necessário justamente porque a apuração do 
prejuízo se dá originariamente à base de fatos novos, quais sejam, os que concretamente virão 
demonstrar em que consistiu o prejuízo e em quanto montou ele. 
Tutela da evidência 
A tutela da evidência não se funda no fato da situação geradora do perigo de dano, 
mas no fato de a pretensão de tutela imediata se apoiar em comprovação suficiente do direito 
material da parte. 
A tutela da evidência pressupõe, por sua própria natureza, demanda principal já 
ajuizada, pois é meio da dedução da pretensão em juízo, com todos os seus fundamentos e 
suas provas disponíveis que se pode avaliar a evidência do direito da parte sobre o qual a 
medida provisória irá recair. 
A tutela da evidência pode ser deferida, tanto em liminar (Art. 311, parágrafo único 
CPC), como em decisão incidental (Art. 311, I e IV CPC). 
O que distingue a tutela da evidência das medidas de urgência é a desnecessidade do 
periculum in mora (Art. 311 CPC). Este pode favorecer o seu deferimento, mas não é 
requisito indispensável. 
Porém não dispensa o fumus boni iuris. 
Art. 311 CPC. 
É rol taxativo, os casos em que essa modalidade de tutela sumária tem cabimento. Não 
se pode, por isso, ampliar sua área de atuação, mediante interpretação extensiva. 
Art. 311, II, CPC. 
A tutela da evidência autorizada pelo inciso II reclama a satisfação de dois requisitos 
cumulativos: 
1 \u2013 as alagações de fato, formuladas pela parte (e não só pelo autor) puderem ser 
comprovadas apenas documentalmente. 
2 \u2013 Os fundamentos de direito do pedido deverão apoiar-se em tese firmada em 
julgamento de caos repetitivos ou em súmula vinculante. 
Art. 311, IV, CPC. 
Trata-se, pois, de medida destinada a tutela de interesses apenas do autor, e que 
somente pode ser deferida em caráter incidental, depois de conhecida a defesa do demandado. 
Igor Demétrio 
 
Art. 301 CPC. 
Arresto: é a medida cautelar de garantia da futura execução por quantia certa. Consiste 
na apreensão judicial de bens indeterminados do patrimônio do devedor. 
Sequestro: é a medida cautelar que assegura futura execução para entrega de coisa e 
que consiste na apreensão de bem determinado, objeto do litígio, para lhe assegurar entrega 
em bom estado, ao que vencer a causa. 
Formação, suspensão e extinção do processo 
Crise do processo: são obstáculos que se interpõem ao longo do andamento do 
processo, provocando uma paralisação que impede momentânea ou definitivamente que a 
relação processual prossiga e atinja sua meta: são determinados acontecimentos que causam a 
suspensão temporária do processo ou sua extinção prematura, antes que