RESUMO DIREITO PROCESSUAL CIVIL
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RESUMO DIREITO PROCESSUAL CIVIL


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deverá remeter os autos ao tribunal competente, para julgamento do 
recurso, sem manifestar-se sobre o cabimento ou não do recurso (Art. 1010 §3º CPC). 
Extinção com resolução de mérito 
Art. 487 CPC. 
Art. 487 II CPC. 
Igor Demétrio 
 
Comprovada a prescrição, ou a decadência, o juiz, desde logo, rejeitará o pedido, no 
estado em que o processo estiver, independentemente do exame dos demais fatos e provas dos 
autos. 
A prescrição e os diversos tipos de ação 
Em suma: 
1 \u2013 as ações condenatórias sujeitam-se à prescrição. 
2 \u2013 as constitutivas à decadência. 
3 \u2013 as declaratórias são imprescritíveis, mas só duram enquanto não se extinguir, por 
prescrição ou decadência, o direito que com elas se queira justificar a tutela jurisdicional. 
Súmula 150 STF. 
Renúncia à pretensão 
Art. 487, III, c, CPC. 
Ocorre renúncia quando, de forma expressa, o autor abre mão da pretensão de direito 
material que manifestou quando da dedução da causa em juízo, ou quando o réu abre mão do 
direito que invocou na reconvenção. Demitindo de si a titularidade do direito que motivou a 
eclosão da lide, a parte elimina a própria lide. E, sem lide, não pode haver processo, por falta 
de objeto. 
Não há renúncia tácita. In casu, a manifestação de vontade de renunciar só pode ser 
expressa e deve constar de documento escrito juntado aos autos. 
Função da sentença definitiva 
A função da sentença definitiva será declaratória de direito preexistente, para o efeito 
de compor a lide com a manifestação de vontade concreta da lei. 
Função da sentença terminativa 
A função é exclusivamente pôr fim à relação processual, em virtude de sua 
imprestabilidade para o objetivo normal do processo. 
Estrutura e formalidades da sentença 
Art. 489 CPC. 
As formalidades prescritas pelo Código são substanciais, isto é, correspondem a 
elementos essenciais, na dicção da lei, de modo que sua inobservância leva à nulidade da 
sentença. 
Relatório 
Art. 489, I, CPC. 
O relatório é o introito da sentença no qual se faz o histórico de toda a relação 
processual. 
Igor Demétrio 
 
Motivação 
Art. 489, II, CPC. 
Na segunda etapa da sentença, o magistrado, examinando as questões de fato e de 
direito constrói as bases lógicas da parte decisória da sentença. Trata-se de operação delicada 
e complexa em que o juiz fixa as premissas da decisão após laborioso exame das alegações 
relevantes que as partes formularam, bem como do enquadramento do litígio nas normas 
legais aplicáveis. A sentença só será havida como fundamentada quando sua motivação se 
apresentar como adequada lógica e juridicamente (Art. 489 §1º CPC). 
Dispositivo 
Art. 489 III CPC. 
Dispositivo ou conclusão é o fecho da sentença. Nele se contém a decisão da causa. 
Dispositivo direto: é quando especifica a prestação imposta ao vencido. 
Dispositivo indireto: é quando o juiz apenas se reporta ao pedido do autor para julgá-lo 
procedente ou improcedente. 
Publicação, interpretação e correção da sentença 
A sentença, como ato processual que é, é ato público (art. 189 CPC). Enquanto não 
publicada, não será ato processual e, pois, não produzirá qualquer efeito. 
É só com a publicação da sentença de mérito que o juiz realmente cumpre o ofício 
jurisdicional relativo ao acertamento que lhe foi pleiteado. Desde então, já não pode mais 
alterar o seu decisório (Art. 494 CPC). 
A regra da imutabilidade de sentença pelo juiz, instituída pelo art. 494 CPC, aplica-se 
tanto às sentenças de mérito como às sentenças terminativas. 
Nulidade da sentença ultra petita, citra petita e extra petita 
A sentença extra petita incide em nulidade porque soluciona causa diversa do que foi 
proposta pelo pedido. 
Sentença ultra petita: aqui o juiz decide o pedido, mas vai além dele, dando ao autor 
mais do que fora pleiteado. A nulidade, então, é parcial, não indo além do excesso praticado, 
de sorte que, ao julgar o recurso da parte prejudicada, o tribunal não anulará todo o decisório, 
mas apenas decotará aquilo que ultrapassar o pedido. 
A sentença é citra petita quando não examina todas as questões propostas pelas partes. 
Interpretação da sentença 
Art. 489 §3º CPC. 
Se o texto da sentença permite dois sentidos literais, um conforme os limites do 
pedido, e outro exorbitante, a leitura correta será a conducente ao respeito ao princípio da 
Igor Demétrio 
 
congruência obrigatória entre pedido e sentença, e nunca a que a leve ao campo dos 
julgamentos nulos (extra ou ultra petita). 
Classificação das sentenças 
1 \u2013 Sentença Declaratória 
Art. 19 CPC. 
Na sentença declaratória, o Órgão judicial, verificando a vontade concreta da lei, 
apenas \u201ccertifica a existência do direito\u201d, e o faz \u201csem o fim de preparar a consecução de 
qualquer bem, a não ser a certeza jurídica\u201d. 
2 \u2013 Sentença Condenatória 
Na sentença condenatória, certifica-se a existência do direito da parte vencedora, 
\u201ccomo preparação à obtenção de um bem jurídico\u201d. Exerce pois, dupla função: aprecia e 
declara o direito existente e prepara a execução. 
3 \u2013 Sentença constitutiva 
Sem se limitar à mera declaração do direito da parte e sem estatuir a condenação do 
vencido ao cumprimento de qualquer prestação, a sentença constitutiva \u201ccria, modifica ou 
extingue um estado ou relação jurídica\u201d. 
As sentenças declaratórias e as condenatórias produzem efeito ex tunc. Já o efeito das 
sentenças constitutivas é normalmente ex nunc, produz-se para o futuro, a partir do trânsito 
em julgado. 
Efeitos da sentença 
Classificação das sentenças quanto aos efeitos 
1 \u2013 Sentenças de eficácia imediata ou completa: é quando por si só, produzem todos os 
efeitos para os quais foi pronunciada. 
2 \u2013 Sentença de eficácia contida ou mediata: quando a concretização da tutela é 
diferida para estágio ulterior ao provimento de certificação do direito da parte e somente se 
completa mediante outras providencias judiciais de natureza coercitiva sobre a pessoa do 
devedor ou seu patrimônio. 
Hipoteca judiciária 
Trata-se de um efeito secundário próprio da sentença condenatória a prestação de 
quantia de dinheiro ou de outras prestações que se tenham convertido em dinheiro. Incide 
sobre imóveis do vencido. 
Como não se exige a condenação em sentido literal, a hipoteca judiciária poderá ser 
obtida tanto pelo autor como pelo réu, conforme os termos do reconhecimento da obrigação 
contido na sentença. 
Igor Demétrio 
 
Duplo grau de jurisdição (remessa ex ofício ou reexame necessário) 
Art. 496 CPC. 
Não se aplica a remessa necessária às sentenças contrárias às sociedades de economia 
mista e às empresas públicas. 
Súmula 253 STJ. 
Súmula 490 STJ \u2013 A dispensa de reexame necessário todavia, não se aplica a 
sentenças ilíquidas, qualquer que seja o valor da causa. 
Coisa julgada 
Art. 502 CPC. 
A res iudicata, por sua vez, apresenta-se como uma qualidade da sentença, assumida 
em determinado momento processual. Não é efeito da sentença, mas a qualidade dela 
representada pela \u201cimutabilidade\u201d do julgado e de seus efeitos, depois que não seja mais 
possível impugná-los por meio de recurso. 
Coisa julgada total ou parcial 
Os capítulos da sentença podem ser: 
Homogêneos: quando todos eles solucionam questões de mérito, ou todos se refiram 
as preliminares processuais. 
Heterogêneo: quando alguns capítulos incidem sobre questões de processo e outros 
sobre o mérito causal. (São vistos na parte dispositiva da sentença). 
Súmula 401 STJ. 
Coisa julgada formal e material 
Art. 502 CPC \u2013 coisa julgada material. 
A coisa julgada formal atua dentro do processo em que a sentença foi proferida, em 
impedir que o objeto do julgamento volte a ser discutido