Direito Tributário OAB   EXAME DA ORDEM 1ª 2ª FASE
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Direito Tributário OAB EXAME DA ORDEM 1ª 2ª FASE


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de ofício, 
pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles, ou 
perante eles, em razão do seu ofício; 
VII - os sócios, no caso de liquidação de sociedade de 
pessoas. 
Parágrafo único. O disposto neste artigo só se aplica, em 
matéria de penalidades, às de caráter moratório. 
Art. 135. São pessoalmente responsáveis pelos créditos 
correspondentes a obrigações tributárias resultantes de 
atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, 
contrato social ou estatutos: 
I - as pessoas referidas no artigo anterior; 
II - os mandatários, prepostos e empregados; 
III - os diretores, gerentes ou representantes de pessoas 
jurídicas de direito privado. 
SEÇÃO IV 
Responsabilidade por Infrações 
Art. 136. Salvo disposição de lei em contrário, a 
responsabilidade por infrações da legislação tributária 
independe da intenção do agente ou do responsável e da 
efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. 
Art. 137. A responsabilidade é pessoal ao agente: 
I - quanto às infrações conceituadas por lei como crimes ou 
contravenções, salvo quando praticadas no exercício 
regular de administração, mandato, função, cargo ou 
emprego, ou no cumprimento de ordem expressa emitida 
por quem de direito; 
II - quanto às infrações em cuja definição o dolo específico 
do agente seja elementar; 
III - quanto às infrações que decorram direta e 
exclusivamente de dolo específico: 
a) das pessoas referidas no artigo 134, contra aquelas por 
quem respondem; 
b) dos mandatários, prepostos ou empregados, contra seus 
mandantes, preponentes ou empregadores; 
c) dos diretores, gerentes ou representantes de pessoas 
jurídicas de direito privado, contra estas. 
Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia 
espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do 
pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do 
depósito da importância arbitrada pela autoridade 
administrativa, quando o montante do tributo dependa de 
apuração. 
Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia 
apresentada após o início de qualquer procedimento 
administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com 
a infração. 
 
COMENTÁRIOS 
O CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL subdivide claramente os 
dois aspectos principais do \u201cfenômeno tributário\u201d, quais 
sejam: a obrigação tributária e o crédito tributário. A 
obrigação tributária, que pode ser principal e acessória, 
surge com a ocorrência do fato gerador, ao passo que o 
crédito tributário decorre da obrigação e surge com o 
lançamento tributário. 
Na obrigação, nasce para o Fisco o direito de lançar e no 
crédito, nasce para o Estado o direito de cobrar, 
inicialmente, na via administrativa e, posteriormente, na 
esfera judicial. A Obrigação Tributária corresponde a 
obrigação ilíquida, ou seja, quando seus elementos não 
estão ainda identificados. O Crédito Tributário, por sua vez, 
corresponde a obrigação líquida, ou seja, quando seus 
elementos já estão perfeitamente identificados 
O lançamento corresponde ao ato administrativo que 
transforma a obrigação tributária em crédito tributário, 
verificando a ocorrência do fato gerador da obrigação 
correspondente, determinando a matéria tributável, 
calculando o montante do tributo devido, identificando o 
sujeito passivo e, sendo caso, aplicando a penalidade 
cabível. 
É importante ressaltar que o lançamento sempre será feito 
com base na legislação vigente na época do fato gerador, 
ou seja, se o fato gerador ocorreu em 2008 e o lançamento 
é efetuado em 2010, levará em consideração sempre a 
legislação vigente em 2008 no que se refere à obrigação 
tributária (art. 144, CTN). 
O Código Tributário Nacional (CTN) elenca três tipos de 
lançamento. É importante ressaltar que o critério utilizado 
pela lei para diferenciar os três tipos de lançamento é a 
 
 
 
CURSO PRIME \u2013 Rua Maria Tomásia, 22 \u2013 Aldeota \u2013 Fortaleza/CE \u2013 Fone: (85) 3208.2222 27 
 
OS: 0010/10/16-Gil 
OAB \u2013 1ª FASE \u2013 XXI EXAME DA ORDEM 
participação maior ou menor do sujeito passivo, auxiliando 
o Fisco a efetuar o lançamento. 
No lançamento de ofício, o Estado pratica todos os atos 
necessários ao lançamento, ou seja, não precisa da ajuda do 
contribuinte porque dispõe de todos os elementos 
indispensáveis ao lançamento. São exemplos o IPVA e o 
IPTU. Deve-se destacar ainda que o lançamento de ofício é 
subsidiário aos demais, ou seja, nos demais lançamentos, 
em caso de haver omissão por parte do contribuinte, o 
lançamento de ofício será efetuado. 
No lançamento por declaração, há uma participação 
equivalente entre o Fisco e o contribuinte, ou seja, o 
contribuinte fornece as informações ao Fisco, sem antecipar 
qualquer pagamento. O Fisco recebe as informações, 
processando-as e efetuando o lançamento posterior, 
notificando o contribuinte para efetuar o pagamento. O ITBI 
é um exemplo. 
No lançamento por homologação, o sujeito passivo tem o 
dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da 
autoridade administrativa, operando-se pelo ato em que a 
referida autoridade, tomando conhecimento da atividade 
assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. 
A homologação pode ser expressa ou tácita. Ocorrerá a 
homologação expressa quando houver um ato que 
expressamente homologa o pagamento efetuado pelo 
contribuinte. Ocorrerá a tácita quando no prazo de cinco 
anos, a contar da ocorrência do fato gerador, a Fazenda 
Pública não tenha se pronunciado, extinguindo-se o crédito 
tributário definitivamente, salvo se comprovada a 
ocorrência de dolo, fraude ou simulação. O Imposto de 
Renda é um exemplo. 
No art. 151 do Código Tributário Nacional, estão previstas 
as hipóteses que suspendem o crédito tributário, ou seja, 
são situações em que o crédito tributário existe, porém a 
sua exigibilidade está suspensa, impedindo-se a cobrança 
do crédito tributário. São hipóteses que suspendem a 
exigibilidade do crédito tributário, previstas no art. 151 do 
Código Tributário Nacional: 
I - moratória; 
II - o depósito do seu montante integral; 
III - as reclamações e os recursos, nos termos das leis 
reguladoras do processo tributário administrativo; 
IV - a concessão de medida liminar em mandado de 
segurança. 
V \u2013 a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, 
em outras espécies de ação judicial; 
VI \u2013 o parcelamento. 
CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
CAPÍTULO I 
Disposições Gerais 
Art. 139. O crédito tributário decorre da obrigação principal 
e tem a mesma natureza desta. 
Art. 140. As circunstâncias que modificam o crédito 
tributário, sua extensão ou seus efeitos, ou as garantias ou 
os privilégios a ele atribuídos, ou que excluem sua 
exigibilidade não afetam a obrigação tributária que lhe deu 
origem. 
Art. 141. O crédito tributário regularmente constituído 
somente se modifica ou extingue, ou tem sua exigibilidade 
suspensa ou excluída, nos casos previstos nesta Lei, fora dos 
quais não podem ser dispensadas, sob pena de 
responsabilidade funcional na forma da lei, a sua efetivação 
ou as respectivas garantias. 
CAPÍTULO II 
Constituição de Crédito Tributário 
SEÇÃO I 
Lançamento 
Art. 142. Compete privativamente à autoridade 
administrativa constituir o crédito tributário pelo 
lançamento, assim entendido o procedimento 
administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato 
gerador da obrigação correspondente, determinar a 
matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, 
identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a 
aplicação da penalidade cabível. 
Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento 
é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade 
funcional. 
Art. 143. Salvo disposição de lei em contrário, quando o 
valor tributário esteja expresso em moeda estrangeira, no 
lançamento far-se-á sua conversão em moeda nacional ao