Direito Tributário OAB   EXAME DA ORDEM 1ª 2ª FASE
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Direito Tributário OAB EXAME DA ORDEM 1ª 2ª FASE


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no sertão central do estado do Ceará 
com 10.000 habitantes \u2013 Os impostos municipais previstos 
nos arts 156 CF são (IPTU, ISS, ITBI). \u2013 Nesta hipótese, não 
existirá muita transferência de bens imóveis, pois a 
quantidade de imóvel vendido é mínima e quando existem 
imóveis à venda, o valor é muito pequeno, chegando a ser 
irrelevante, desta forma a arrecadação através do ITBI será 
quase inexistente. Em relação ao ISS, \u2013 sabe-se que o setor 
de serviços é próprio de cidades mais desenvolvidas. Em 
relação ao IPTU, \u2013 a arrecadação será baixa devido ao valor 
do imóvel e parte desses imóveis são isentos de IPTU. Nesse 
caso, o município tem baixa receita tributária, mas tem 
obrigações e competências constitucionais de prestar 
serviço público. Em razão disso, é necessário receber essas 
receitas (derivadas) transferidas através do FPM e do FPE, 
existindo municípios que recebem mais receitas 
transferidas do que receitas oriundas de sua competência 
tributária. É importante ressaltar, no entanto, que o repasse 
de receitas de um ente federativo para outro ente 
federativo não altera a competência tributária. 
 
\uf0a7 Competência Tributária \u2013 Poder de Tributar 
juridicamente limitado 
\u201cÉ o poder de tributar juridicamente limitado; O que está 
limitando? A CF é quem limita. Ex. União não pode tributar 
IPVA, um ente não pode invadir a competência tributária de 
outro ente. 
 
\uf0a7 Formas de Competência Tributária: 
- Competência Exclusiva \u2013 Exs. Arts 153,155,156 CF 
A Competência exclusiva existe em relação aos Impostos. 
CTN \u2013 Imposto é um tributo independente de qualquer 
atividade estatal específica à pessoa do contribuinte. Não 
está associado a nenhuma ação do Estado, é um tributo não 
contra-prestacional. Ex. IPVA é pago somente porque tenho 
carro \u2013 não é necessário o Estado prestar um serviço. Por 
sua vez, as taxas e contribuições de melhorias são 
vinculadas a alguma atuação do Estado. São tributos contra-
prestacionais. 
A CF em seu art. 145 II \u2013 \u201cA União, os Estados, O Distrito 
Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes 
tributos:\u201d 
 II \u2013 Taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou 
pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos 
específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos 
a sua disposição. 
\uf0b7 Poder de Polícia- Restringir a esfera individual em prol 
da coletividade. Ex. Alvará de construção ( o município 
verifica se o meu projeto respeita o espaço de calçada, 
se respeita a lei municipal), podendo cobrar uma taxa 
para liberar o alvará. 
 
A Contribuição de melhoria sempre existiu, mas de difícil 
cobrança. Ex. particular com terreno no Eusébio comprado 
por um preço X (muito barato) e depois das melhorias 
provenientes do Estado como, por exemplo, rodovia que 
valorizou o terreno. A rodovia beneficia a todos, mas no 
caso em questão, a obra gerou uma valorização imobiliária 
no seu imóvel especificamente, podendo existir uma lei que 
cobre um valor sobre a valorização do terreno, também é 
um tributo vinculado/ contra-prestacional. 
- Competência Comum \u2013 Art 145 II, III CF \u2013 Existe em 
relação às taxas e às contribuições de melhorias (outras 
espécies tributárias). 
Porque o constituinte resolveu discriminar as competências 
dos impostos? 
 
 
 
CURSO PRIME \u2013 Rua Maria Tomásia, 22 \u2013 Aldeota \u2013 Fortaleza/CE \u2013 Fone: (85) 3208.2222 12 
 
OS: 0010/10/16-Gil 
OAB \u2013 1ª FASE \u2013 XXI EXAME DA ORDEM 
- Porque se não houver a discriminação como saberia a 
quem pertence os impostos? Não existe outra forma de 
definir, pois em relação aos impostos não há vinculação / 
contra- prestação, desta forma é preciso ser definido pela 
CF. Já no caso das taxas e contribuições de melhorias, por 
serem tributos vinculados, o ente que prestar será o 
competente para cobrar, por estar associado a atuação 
prévia do Ente, somente ele pode cobrar \u2013 não sendo 
necessário discriminar/ previsão clara exclusiva. 
*** Imposto como não é vinculado é necessário a 
discriminação pela CF \u2013 com isso gera a competência 
exclusiva. Mas, quando se falar em competência comum 
(no plano abstrato), é no sentido de que não existe a pré-
definição constitucional. No entanto, quando o ente prestar 
o serviço, será o competente para cobrar. É comum no 
plano abstrato, pois quando a obra é feita, a competência 
deixa de ser comum e passa a ser exclusiva. 
 
\uf0a7 Competência Residual \u2013 Art 154, I CF 
** Principio da legalidade: Os tributos não são criados pela 
CF. A CF limita-se a autorizar a tributação A CF delimita 
espaços de tributação. Na verdade quem cria o tributo é o 
ente competente \u2013 União, Estados/DF e municípios quando 
aprovam suas leis, como conseqüência lógica do Principio 
da Legalidade. Ex. A CF autoriza a tributação sobre grandes 
fortunas, porém não há lei que regulamente a tributação \u2013 
a CF prevê a possibilidade de haver tributo, porém 
enquanto não houver uma lei (podendo ser lei ordinária em 
alguns casos) não poderá ser tributado. 
\u201cA CF assina o cheque, mas quem preenche os valores deste 
é o Ente competente e este ato é feito através da lei.\u201d 
Residual \u2013 Também é exclusiva, pois só quem pode exercê-
la é a União, através de lei complementar, não sendo um 
tributo cumulativo. 
Pode a União Federal criar imposto residual sobre renda? 
Não, pois já é tributado através do I.R \u2013 tem que ser fato 
novo não tributado. 
Para os demais impostos, basta a lei ordinária (maioria 
simples dos votos) e para o exercício da competência 
residual é necessário uma lei complementar (maioria 
absoluta dos votos). Qual a razão? Quando a União, 
Estados/DF e municípios aprovam as lei para regulamentar 
os impostos já previstos na CF, já estão limitados 
materialmente. Ex. Veículo automotor para a cobrança de 
IPVA \u2013 existe uma limitação material maior por isso exige-se 
uma lei menos rígida (lei ordinária). No caso de impostos 
residuais por ser fato NOVO ainda não tributado, e sem 
previsão constitucional, a União tem maior liberdade no 
plano material. Em razão disto, o constituinte restringe 
através de uma lei mais formal (lei complementar- maioria 
absoluta de votos- anuência do congresso maior). Este 
formalismo é para compensar a liberdade material maior, é 
uma forma de contrabalancear. \u201c A União nunca exerceu, 
mas em tese poderá fazê-lo.\u201d 
 
\uf0a7 A qual ente federativo pertence à competência Residual 
em relação as taxas? 
Em matéria de impostos, a competência residual é exclusiva 
da União. Em matéria de taxas, a competência residual é do 
Estado (art. 25 p. 1º CF). As taxas estão vinculadas aos 
serviços públicos e os novos serviços públicos que surgirão 
são de competência do Estado (podem surgir serviços 
novos), razão pela qual as novas taxas serão cobradas pelo 
Estado Residualmente as taxas incubem aos Estados. A 
Doutrina questiona essa competência entregue ao Estado, 
pois verifica-se que seria mais razoável ser entregue aos 
municípios pois este ente está mais próximo do cidadão e 
verifica-se mais detalhadamente a necessidade de 
prestação de novos serviços. 
 
\uf06e COMPETÊNCIA EXTRAORDINÁRIA (ART.154,II CF) 
Tem um aspecto semelhante à competência residual 
porque também é exclusiva da União Federal, nenhum 
outro ente poderá exercê-la. 
A cobrança de impostos de competência extraordinária só 
pode acontecer em períodos de guerra, porém nunca foi 
exercida, pois o Brasil não se envolve em conflitos armados. 
Nunca foi cobrada, mas poderá ser. Evidentemente quando 
se está em guerra, é necessário receita extraordinária, 
mesmo porque a receita ordinária diminui e precisa haver 
uma compensação, desta forma o constituinte viu uma 
maneira de equilibrar o orçamento autorizando a união a 
cobrança de impostos extraordinários. Neste caso, devido 
ao caráter de urgência, basta ser autorizado através de lei 
ordinária Não exige-se lei