Direito Tributário - Resumo
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Direito Tributário - Resumo


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somente incidirá no exercício seguinte é a da anterioridade, e não da irretroatividade.
81) Sempre que possível, os impostos (não os tributos) terão caráter pessoal.
82) Anterioridade: impostos serão cobrados no exercício financeiro seguinte.
83) A criação de tributo se dá por lei. Apenas a majoração da alíquota se dará por decreto no IPI, IOF, I.I. e I.E.~
84) Impostos extrafiscais de urgência estão, em regra, excepcionados da anterioridade.
85) A isenção de taxa na ação popular é na verdade imunidade, porquanto prevista na Constituição, art. 5º, LXXIII.
86) O princípio da isonomia pode justificar a discriminação entre contribuintes de um setor produtivo que esteja enfrentando dificuldades.
87) O IPVA e o IPTU não se sujeitam totalmente à legalidade e à anterioridade, pois sua base de cálculo pode ser ajustada no fim do ano via decreto.
88) Essa majoração da base de cálculo do IPVA e do IPTU só estão livres da anterioridade nonagesimal, mas não da anterioridade de exercício.
90) A vedação de tributação dos entes da federação é chamada imunidade recíproca.
91) A empresa pública tem imunidade de impostos sobre patrimônio, renda e serviços em caso de serviços públicos essenciais.
92) A MP que altere IOF e IR tem eficácia imediata quanto ao patrimônio.
93) Pelo princípio da irretroatividade, o lançamento se dará conforme o fato gerador, ainda que a lei seja posteriormente modificada.
94) Anterioridade de exercício e nonagesimal devem ser observada conjuntamente, salvo exceções.
95) Capacidade contributiva: os impostos devem ter caráter pessoal e atender as condições econômicas do contribuinte, sempre que possível.
96) Capacidade contributiva não se aplica a taxas e contribuição de melhoria.
97) A imunidade de templo alcança todas as rendas da entidade, inclusive aquelas não vinculadas a culto.
98) O confisco deve ser analisado conforme a carga tributária perante a mesma pessoa política.
99) O IPI observa espera nonagesimal.
100) A renda da União, Estados, DF e municípios podem ser tributadas quando os mesmos exploram atividade econômica, disputando mercado com o particular (ex.: bancos).
101) O princípio da anterioridade tributária é direito fundamental do contribuinte, razão pela qual não pode ser suprimido nem por Emenda à Constituição.
102) Somente a lei pode estabelecer instituição e extinção de impostos.
103) É proibido à União, Estados, DF e municípios instituir tributo sem que lei o estabeleça.
104) A imunidade tributária alcança empresas públicas prestadoras de serviços públicos, mas não aquelas que exercem atividade econômica disputando mercado.
105) A atualização da base de cálculo do IPTU pode se dar via decreto do prefeito.
106) A imunidade tributária alcança impostos sobre templos de qualquer culto, limitado a renda, patrimônio e serviços ligados à sua finalidade essencial.
107) A norma que antecipa a data de pagamento de tributo não se sujeito à anterioridade ou legalidade.
108) O I.I., I.E., IPI e IOF, por serem extrafiscais, podem ter suas alíquotas alteradas por meio de decreto.
109) O IPI se sujeita à noventena.
110) O aumento da alíqutoa do I.I. não depende de lei.
111) O princípio da legalidade não impede a adoção de medida provisória em matéria tributária.
112) A redução da alíquota do I.I. não depende de lei.
113) A imunidade é vedação constitucional à tributação.
114) Pelo princípio da irretroatividade, é veda a cobrança de tributos em relação a fatos ocorridos antes do início da vigência da lei que o instituiu.
115) O CTN aplica-se também a pessoas que gozam de imunidade ou isenção de caráter pessoal.
116) O ITR não pode ter suas alíquotas alteradas por decreto.
117) O prédio pertencente ao sindicato de trabalhadores pode ser alugado sem tributação dessa renda.
118) Para que o tributo instituído ou majorado por medida provisória possa ser cobrado, deve a mesma ser convertida em lei até o último dia do ano de sua edição.
119) A renda de cemitério pertencente à igreja é imune.
120) IPI deve observar a noventena.
121) A legalidade tributária se traduz em tipicidade cerrada.
122) A alíquota do IR não pode ser alterada pela administração tributária.
123) O I.I. está sujeito ao princípio da legalidade, mas pode ter suas alíquotas alteradas sem lei.
124) IPI e IOF pode ser alterados por decreto, nos limites da lei.
125) ITR pode ser aumentado por medida provisória, desde que convertida em lei até o último dia do ano da edição.
126) As operações financeiras das entidades imunes estão abrangidas pela imunidade.
127) A anterioridade se aplica aos empréstimos compulsórios destinados a investimentos públicos.
Repartição das Receitas Tributárias
1) Introdução
Em razão da forma federativa adotada no Brasil, para se garantir o exercício das competências que a Constituição distribuiu aos Estados e aos municípios, indispensável que os mesmos contem com recursos materiais. Tal autonomia financeira viabiliza a efetivação dos poderes de auto-organização, normatização, autogoverno e auto administração.
Para tanto, isto é, para que o Ente federado possa realmente exercer suas competências autônomas, necessário que tenha rendas. Tais rendas, segundo previsto na CF/88, decorrem de receitas tributárias próprias e participação nas receitas tributárias de terceiros:
Receitas tributárias próprias: também chamada discriminação por fonte, isto é, cada Ente da Federação tem sua fonte de receitas em razão dos tributos que a Constituição lhes atribuiu, assim dividido:
São fontes de renda da União os seguintes impostos: II, IE, IR, IPI, IOF, ITR e IGF; 
São fontes de renda dos Estados e do DF os seguintes impostos: IPVA, ICMS e ITDC; 
São fontes de renda dos municípios e do DF os seguintes impostos: ITBI, IPTU e ISS. 
Participação na receita tributária de terceiros: também chamada discriminação por produto, isto é, parte do produto da arrecadação de Entes da Federação será distribuída a Entes menores.
Esta participação na receita tributária de terceiros, em geral, é matéria de direito financeiro, posto que pressupõe que já ocorreu a arrecadação das rendas discriminadas por fonte, e o recurso já se encontra disponível no Erário.
A repartição das receitas tributárias definida na CF/88 é, assim, o objeto de estudo dessa participação que certos Entes da Federação terá na receita de outros Entes.
Em conformidade com o texto constitucional, somente podiam ser repartidas as espécies tributárias do tipo impostos. A partir da Emenda nº 42/03, passou a existir a possibilidade de repartição de apenas uma contribuição, a saber, a CIDE-combustíveis. Isto significa que as demais contribuições especiais, bem como as taxas, as contribuições de melhoria e os empréstimos compulsórios não podem ter seu produto distribuído.
Contudo, nem todos os impostos podem ser repartidos:
Os impostos municipais não podem ser repartidos, pois não existe previsão para que um Ente menor destine recursos a Ente maior;
Os impostos do DF não podem ser repartidos, pois é proibido o DF se dividir em municípios;
Os impostos do Estado e do DF não podem ser destinados a outro Estado, tampouco a município de outro Estado;
Os Estados e DF não repartem ITCD;
A União não reparte II, IE, IGF ou impostos extraordinários de guerra.
Estes contornos constitucionais, naturalmente, não impede que haja entre os Entes transferências legalmente previstas, a exemplo de doações (como as transferências voluntárias, estudadas no item 3.5 do tema "Atividade Financeira do Estado"), diante da autonomia que cada um tem sobre suas receitas. 
2) Espécies de Repartição
A repartição das receitas tributárias pode se dar de forma direta ou indireta.
2.1) Repartição Direta
Ocorre quando o Ente da Federação beneficiado recebe a receita diretamente, sem qualquer intermediário ou sem que tal receita faça parte de qualquer fundo constitucional.
A repartição direta se verifica na CF/88, arts. 153, §5º;