protocolo saude mulher   2016
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protocolo saude mulher 2016


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intensificar aconselhamento para exercício físico. Considerar prescrever 
espironolactona, 100 mg ao dia, durante a fase lútea, em casos com edema muito acentuado e refratários à 
intensificação do exercício físico. 
Médico(a) 
Sim 
Não 
ACOLHIMENTO E ESCUTA QUALIFICADA 
Paciente queixando-se de sintomas pré-
menstruais 
Equipe multiprofissional 
\uf0b7 Considerar outros 
problemas/diagnósticos de origem 
física ou psiquiátrica. 
\uf0b7 Explorar e abordar o contexto da 
mulher, situações estressantes e outros 
fatores que possam estar 
desencadeando os sintomas. 
Médico(a) 
Os sintomas ocorrem 
consistentemente na fase 
lútea do ciclo menstrual?* 
 
Sim 
Sintomas 
típicos? 
Afetivos: 
\uf0b7 depressão 
\uf0b7 explosões de raiva 
\uf0b7 irritabilidade 
\uf0b7 confusão 
\uf0b7 isolamento social 
\uf0b7 fadiga 
Somáticos: 
\uf0b7 dor mamária 
\uf0b7 distensão 
abdominal 
\uf0b7 cefaleia 
\uf0b7 edema de 
extremidades 
Enfermeiro(a)/Médico(a) 
Aceita usar 
anticoncepcional oral? 
Enfermeiro(a)/Médico(a
) 
Considerar uso de anticoncepcional 
oral combinado em uso contínuo ou 
com intervalo reduzido. Mais eficaz 
quando os sintomas-alvo ocorrem 
apenas associados à menstruação 
Sim 
Sintomas muito 
intensos requerendo 
manejo específico? 
Médico(a) 
Orientar e monitorar 
Não 
Não 
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MINISTÉRIO DA SAÚDE / INSTITUTO SÍRIO-LIBANÊS DE 
ENSINO E PESQUISA
REFERÊNCIAS
1 \u2013 MAZZA, D. Women\u2019 health in general practice. 2nd ed. Chastwood: Elsevier, 2011.2 \u2013 RYDEN, J.; BLUMENTHAL, P. D. Practical gynecology: a guide for the primary care 
physician. 2nd ed. Philadelphia: American College of Physicians, 2009. (ACP Women\u2019s health 
series.)3 \u2013 SHARMA, A. Gynecology in primary care: a practical guide. London: Radcliffe Medical 
Publishing, 2013.
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PROTOCOLOS DA ATENÇÃO BÁSICA | Saúde das Mulheres
2 LESÃO ANOGENITAL
2.1 Avaliação inicial da queixa de lesão anogenital
Fluxograma 6 \u2013 Avaliação inicial da queixa de lesão anogenital
 ACOLHIMENTO COM ESCUTA QUALIFICADA 
Atenção aos SINAIS DE ALERTA 
Paciente queixando-se de lesão anogenital 
ENTREVISTA 
\uf0b7 Determinar localização (vaginal, vulvar ou perianal), tamanho e 
distribuição. 
\uf0b7 Caracterizar evolução da lesão: momento em que foi percebida, se 
aumentou de tamanho ou apareceram novas lesões, se já houve 
lesões semelhantes no passado. 
\uf0b7 Avaliar sintomas associados: dor, prurido, sangramento, secreção. 
\uf0b7 Se quadro sugestivo de doença hemorroidária, avaliar história de 
constipação. 
 
EXAME FÍSICO 
\uf0b7 Caracterizar melhor a localização, o tamanho, o número de lesões e 
a distribuição. 
\uf0b7 Avaliar sinais associados: eritema, edema, secreção, outras lesões 
associadas. 
Enfermeiro(a)/Médico(a) 
Sinais de alerta 
Possibilidade de neoplasia 
· verruga em mulher após a 
menopausa 
· ausência de resposta ao 
tratamento em um mês 
· discromias vulvares 
 
Possibilidade de celulite ou 
abscesso 
· eritema difuso com induração, 
edema e dor, com ou sem área 
de flutuação 
Manejar conforme Quadro 7. 
 Enfermeiro(a)/Médico(a) 
 
Sim Manejar conforme Quadro 7. 
 Médico(a) e Enfermeiro(a) 
Sim 
Considerar candidíase, dermatite 
de contato, dermatite seborreica 
e psoríase. Manejo específico 
conforme Quadro 7. 
 Médico(a) 
Manejar conforme Quadro 7. Se 
refratário ao tratamento, 
considerar encaminhar para 
biópsia. 
 Médico(a) 
Sim 
Cisto ou abscesso de Bartholin. 
Manejar conforme o Quadro 7. 
Médico(a) 
Sim 
Manejar hemorroidas conforme o 
Quadro 7. 
Médico(a) 
Sim 
Encaminhar para ginecologista ou 
dermatologista para diagnóstico 
diferencial e eventual biópsia. 
Médico(a) 
Sim 
 
Sim Presença de úlcera*? 
Presença de verruga 
anogenital*? 
Dermatose eritematosa ou 
eritematodescamativa? 
Prurido vulvar ou anal sem 
lesão evidente ao exame 
físico? 
Cisto ou abscesso localizado 
em porção inferior dos 
grandes lábios? 
História compatível com 
hemorroidas e/ou evidência 
de hemorroidas ao exame 
físico? 
Pápulas, placas, máculas ou 
manchas, descartadas verruga 
vulgar e dermatoses 
eritematodescamativas? 
* O diagnóstico de corrimento necessita da avaliação do conteúdo vaginal (teste de pH, teste de aminas e microscopia) e, se não houver disponibilidade 
destes recursos, o tratamento terá de se basear nas características do corrimento, mas ressalte-se que a predição é baixa e as chances de erro aumentam.
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MINISTÉRIO DA SAÚDE / INSTITUTO SÍRIO-LIBANÊS DE 
ENSINO E PESQUISA
Quadro 7 \u2013 Avaliação inicial da queixa de lesão anogenital
CAUSA COMO IDENTIFICAR/AVALIAR O QUE FAZER QUEM FAZ
Úlcera 
genital
Se paciente sexualmente ativa, 
considerar as principais causas 
de infecções sexualmente 
transmissíveis (IST). Considerar 
diagnósticos diferenciais com outras 
doenças ulcerativas infecciosas e 
não infecciosas.
Coletar material para microscopia 
(Gram e Giemsa) e campo escuro, 
sempre que laboratório disponível. 
Tratar conforme agente etiológico 
identificado (ver colunas O que fazer 
e Quem faz).
Se laboratório não disponível, tratar 
conforme história clínica e exame 
físico (ver colunas O que fazer e 
Quem faz): 
\u2022	 se história de vesículas 
dolorosas e/ou visualização de 
parede rota de vesícula, tratar 
herpes genital;
\u2022	 se não for caso evidente 
de herpes simples, tratar 
empiricamente como sífilis 
primária e cancro mole 
(cancroide);
\u2022	 se úlcera com mais de quatro 
semanas, tratar sífilis, cancro 
mole e donovanose;
\u2022	 se úlcera persistente ou 
irresponsiva ao tratamento, 
encaminhar para biópsia.
Orientações gerais: fornecer informações sobre as 
ISTs e sua prevenção, ofertar testes para HIV, sífilis, 
hepatite B, gonorreia e clamídia (quando disponíveis); 
ofertar preservativos e gel lubrificante; ofertar 
vacinação contra hepatite B.
Equipe multiprofissional
Ofertar profilaxia pós-exposição sexual para o HIV, 
quando indicado; notificar o caso; convocar e tratar 
parcerias sexuais.
Enfermeiro(a)/Médico(a)
Se úlcera sintomática, podem ser necessários 
analgesia e cuidados locais, com compressas frias, 
analgésicos ou anti-inflamatórios tópicos ou orais e 
banhos perineais.
Enfermeiro(a)/Médico(a)
Herpes simples: primeira infecção pode se 
beneficiar de tratamento com aciclovir, 400 mg, 
3x/dia (ou 200mg 5x/dia), por 7 dias. Em casos 
recorrentes, pode ser necessário tratamento com 
aciclovir, 400 mg, 3x/dia, por 5 dias, a partir do 
início dos pródromos. Se seis ou mais episódios 
por ano, considerar tratamento supressivo 
contínuo, com aciclovir, 400 mg, 2x/dia (realizar 
controle laboratorial de funções renal e hepática). 
Gestantes: tratar o primeiro episódio, em qualquer 
idade gestacional, conforme o tratamento das 
primoinfecções.
Médico(a)
Sífilis: realizar teste rápido para sífilis, solicitar VDRL e 
tratar com penicilina G benzatina, 2,4 milhões UI, IM, 
dose única (1,2 milhão UI em cada glúteo); Alternativa 
(exceto para gestantes): doxiciclina 100mg, 2x/dia, 
por 15 dias. Gestantes alérgicas à penicilina devem 
ser encaminhadas para dessensibilização em serviço 
terciário de referência.
Enfermeiro(a)/Médico(a)
Cancro mole (cancroide): tratamento em dose única 
com azitromicina 1g, VO, OU ceftriaxona 250mg, IM, 
OU ciprofloxacino 500mg, VO
Enfermeiro(a)/Médico(a)
Donovanose: tratar até o desaparecimento das 
lesões, por, no mínimo, 21 dias com doxiciclina 100 
mg, VO, 2x/dia, OU azitromicina 1g, VO, 1x/semana, 
OU sulfametoxazol/trimetoprim 800/160mg, VO, 2x/
dia
Médico(a)
Verruga 
anogenital
As lesões podem ser únicas ou 
múltiplas, restritas ou difusas e de 
tamanho variável, localizando-se 
na vulva, períneo, região perianal, 
vagina e/ou colo. Mais comum em 
pacientes jovens. Se diagnosticada 
após a menopausa, encaminhar para