Estatistica Basica
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Estatistica Basica


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Universidade de Pernambuco \u2013 Escola Politécnica -Estatística Básica - Profª. Mônica Barradas 1
 
 
 
 
 
 
ESTATÍSTICA 
BÁSICA 
(Profª Mônica Barradas) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Universidade de Pernambuco \u2013 Escola Politécnica -Estatística Básica - Profª. Mônica Barradas 2
 
 
 
ÍNDICE 
 
 
 
1. Introdução Geral à Compreensão Estatística........................................................................3 
 
2. Distribuição de Freqüência.................................................................................................10 
 
3. Medidas de Centralidade ou de Tendência Central............................................................14 
 
4. Medidas de Assimetria e Curtose.......................................................................................23 
 
5. Principais Tipos de Representação Gráfica........................................................................25 
 
6. Medidas de Dispersão ou de Variabilidade........................................................................28 
 
7. Correlação e Regressão.......................................................................................................32 
 
8. Introdução à Amostragem...................................................................................................47 
 
9. Probabilidade......................................................................................................................53 
 
10. Variáveis Aleatórias Discretas ........................................................................................56 
 
11. Distribuições de Variáveis Aleatórias Discretas..............................................................60 
 
12. Distribuições de Variáveis Aleatórias Contínuas............................................................62 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CAPÍTULO 1 \u2013 INTRODUÇÃO A ESTATISTICA 
1. Objeto da Estatística 
Estatística é uma ciência exata que visa fornecer subsídios ao analista para coletar, 
organizar, resumir, analisar e apresentar dados. Trata de parâmetros extraídos da população, 
tais como média ou desvio padrão. 
A estatística fornece-nos as técnicas para extrair informação de dados, os quais são muitas 
vezes incompletos, na medida em que nos dão informação útil sobre o problema em estudo, 
sendo assim, é objetivo da Estatística extrair informação dos dados para obter uma melhor 
compreensão das situações que representam. 
Quando se aborda uma problemática envolvendo métodos estatísticos, estes devem ser 
utilizados mesmo antes de se recolher à amostra, isto é, deve-se planejar a experiência que 
nos vai permitir recolher os dados, de modo que, posteriormente, se possa extrair o máximo 
de informação relevante para o problema em estudo, ou seja, para a população de onde os 
dados provêm. 
Quando de posse dos dados, procura-se agrupa-los e reduzi-los, sob forma de amostra, 
deixando de lado a aleatoriedade presente. 
Seguidamente o objetivo do estudo estatístico pode ser o de estimar uma quantidade ou 
testar uma hipótese, utilizando-se técnicas estatísticas convenientes, as quais realçam toda a 
potencialidade da Estatística, na medida em que vão permitir tirar conclusões acerca de uma 
população, baseando-se numa pequena amostra, dando-nos ainda uma medida do erro 
cometido. 
2. Ferramentas Estatísticas 
 
2.1 - O que é Estatística? 
 
Segundo JURAN: 
1. É a ciência da tomada de decisão perante incertezas; 
2. Coleta, análise e interpretação de dados; 
3. É um \u201ckit\u201d de ferramentas que ajuda a resolver problemas; 
4. Base para a maior parte das decisões tomadas quanto ao controle da qualidade, assim 
como em quase todas as outras áreas da atividade humana moderna. 
 
Vista dessa forma, a Estatística não deve ser confundida como uma disciplina isolada, e sim, 
compreendida como uma ferramenta ou um conjunto de ferramentas, disponível para a 
solução de problemas em diversas áreas do conhecimento. 
 
Segundo FEIGENBAUM: \u201cPrecisão significativamente aumentada em produção de itens e 
produtos tem sido acompanhada pela necessidade de métodos aperfeiçoados para medição, 
especificação e registro dela. A estatística, denominada ciência das medições, representa 
uma das técnicas mais valiosas utilizadas nas quatro tarefas, e isso tem ficado cada vez mais 
evidente\u201d. 
 
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2.2 Onde se aplica a Estatística na Engenharia? 
 
As aplicações concentram-se fundamentalmente em dois campos de ação: o Controle 
Estatístico do Processo e o Controle Estatístico da Qualidade. 
 
Definições segundo JURAN: 
1. Processo: é qualquer combinação específica de máquinas, ferramentas, métodos, materiais 
e/ou pessoas empregadas para atingir qualidades específicas num produto ou serviço. Estas 
qualidades são chamadas de \u201ccaracterísticas de qualidade\u201d, que podem ser uma dimensão, 
propriedade do material, aparência, etc. 
2. Controle: é um ciclo de feedback (realimentação) através da qual medimos o desempenho 
real, comparando-o com o padrão, e agimos sobre a diferença. 
3. Controle Estatístico do Processo (CEP): aplicação de técnicas estatísticas para medir e 
analisar a variação nos processos. 
4. Controle Estatístico da Qualidade (CEQ): aplicação de técnicas estatísticas para medir e 
aprimorar a qualidade dos processos. CEQ inclui CEP, ferramentas de diagnóstico, planos de 
amostragem e outras técnicas estatísticas. 
Segundo FEIGENBAUM, provavelmente, mais importante do que os próprios métodos 
estatísticos têm sido o impacto causado sobre o pensamento industrial pela filosofia que 
representam. O \u201cponto de vista estatístico\u201d resume-se essencialmente nisto: a variabilidade 
na qualidade do produto deve ser constantemente estudada: 
 
1.\uf020 Dentro de lotes de produto; 
2.\uf020 Em equipamentos de processo; 
3.\uf020 Entre lotes diferentes de um mesmo produto; 
4.\uf020 Em características críticas e em padrões; 
5. \uf020Em produção piloto, no caso de novos produtos. 
 
Esse ponto de vista, que enfatiza o estudo da variação, exerce efeito significativo sobre 
certas atividades no controle da qualidade. Ainda segundo FEIGENBAUM, cinco 
ferramentas estatísticas tornaram-se amplamente utilizadas nas tarefas de controle da 
qualidade: 
 
1. Distribuição de freqüências; 
2. Gráficos de controle; 
3. Aceitação por amostragem; 
4. Métodos especiais; 
5. Confiabilidade. 
 
Na abordagem do papel dos métodos estatísticos no gerenciamento de processos de 
produção, KUME também faz referência à variabilidade. Diz que, \u201c(...) independentemente 
dos tipos de produtos ou de métodos de produção usados, as causas de produtos defeituosos 
são universais. Variação, esta é a causa.\u201d, \u201cVariações nos materiais, na condição dos 
equipamentos, no método de trabalho e na inspeção são as causas dos defeitos.\u201d Ainda 
segundo KUME, \u201c(...) os métodos estatísticos são ferramentas eficazes para a melhoria do 
processo produtivo e redução de seus defeitos\u201d. 
 
O primeiro passo na busca da verdadeira causa de um defeito é a cuidadosa observação do 
fenômeno do defeito. Após tal observação cuidadosa, a verdadeira causa torna-se evidente. 
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As ferramentas estatísticas, diz KUME, conferem objetividade e exatidão à observação. As 
máximas da forma estatística de pensar são: 
 
1. Dar maior importância aos fatos do que os conceitos abstratos; 
2. Não expressar fatos em termos de intuição ou idéias. Usar evidências obtidas a partir de 
resultados específicos da observação; 
3. Os resultados da observação, sujeitos como são a erros e variações, são partes de um todo 
obscuro.