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1° Slide - História do Direito Nas Sociedades Primitivas

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História do Direito
Introdução
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História e Direito
Historicismo jurídico:
Mito da neutralidade do saber e da universalidade dos princípios do formalismo positivista;
Justifica a ordem liberal-individualista e a racionalidade burguês-capitalista;
Leitura desacreditada pelo seu apego a textos legais e sua interpretação firmada na autoridade de notáveis juristas- com construções dogmáticas e abstrações desvinculadas a realidade social, consagrando uma história elitista, idealista, acadêmica e conservadora. 
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História e Direito
Renovação crítica da historiografia do Direito:
Dialética da produção da vida material e das relações sociais concretas;
Pensar a História do Direito pelo viés interdisciplinar (idéias e instituições);
Fenômeno jurídico descrito sob uma perspectiva desmistificadora;
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Visualizar o Direito como reflexo de uma estrutura pulverizada não só por um certo modo de produção da riqueza e por relações de forças societárias, mas por representações ideológicas, práticas discursivas hegemônicas, manifestações organizadas de poder e conflitos entre múltiplos atores sociais;
Busca de uma perspectiva da História dos vencidos e periféricos;
Formar uma jovem geração de juristas imbuídos pela força da crítica, da transgressão, do inconformismo e da postura libertária.
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Direito das Sociedades Primitivas
Toda cultura tem um aspecto normativo:
 institucionalizar modelos de conduta
Assegurar uma ordem social/ com um sistema de controle social
“Na maioria das sociedades remotas, a lei é considerada parte nuclear do controle social, elemento material para prevenir, remediar ou castigar os desvios das regras prescritas. A lei expressa a presença de um direito ordenado na tradição e nas práticas costumeiras que mantêm a coesão do grupo social.”
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John Gilissen
Direito primitivo x Direito arcaico
Direito arcaico = contempla múltiplas sociedades que passaram por um processo social, político e jurídico avançado, mas não chegaram a dominar a técnica da escrita. Ex: Maias, Incas (o inverso também é verdadeiro)
Sociedades sem escrita = práticas legais primitivas.
Sociedades sem escrita = práticas legais desenvolvidas.
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Formação do Direito nas Sociedades Primitivas
Explicações sobre o Direito arcaico/ hipóteses e proposições distintas (tipo de sociedade que o gerou).
Princípios de parentesco= lei da propriedade e das sucessões = origem na família (crenças, sacrifícios, culto aos mortos).
Fustel de Colanges – direito antigo nasce espontânea e inteiramente nos princípios familiares, sob forte influência das crenças religiosas.
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Sem escrita - práticas orais, marcadas por revelações sagradas e divinas.
H. Summer Maine- caráter religioso do direito arcaico, faz dos sacerdotes-legisladores os primeiros intérpretes e executores das leis.
Medo a vingança divina/ leis do deus da cidade
O ilícito se confundia com a quebra da tradição e com a infração ao que a divindade havia proclamado.
Sanções legais = sanções rituais
Direito arcaico não se estabelece pelo conteúdo, mas por símbolos, palavras sagradas e rituais.
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H. Summer Maine- 
direito primitivo=matriz sagrada/
 3 grandes estágios:
O direito de provém dos deuses
O direito confundido com os costumes
O direito identificado como lei
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Com a técnica da escrita, são compilados os costumes tradicionais, proporcionando os primeiros códigos da Antiguidade (Hamurabi, Manu, Sólon, Lei das XII Tábuas).
Maine /Direito Antigo=
 mescla de prescrições civis, religiosas e morais. (Com os romanos que o Direito avançou para uma autonomia diante da religião e da moral).
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Características e Fontes do Direito Arcaico
Direito não era legislado; ( escritura formal)/ regras de regulamentação eram estabelecidas pela tradição)
Cada organização social possuía um Direito único (cada comunidade com as suas próprias regras)
Diversidade de direitos não escritos
Contaminado pela prática religiosa (difícil estabelecer o preceito sobrenatural do preceito de natureza jurídica)
São “direitos em nascimento”/ não há diferenciação no que é ou não jurídico/ jurídico x costume
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Obediência – temor de poderes sobrenaturais e medo da opinião pública (desprezo)
Penas – morte, castigos corporais, sanções sobrenaturais ou ainda banimento.
Regras de comportamento(leis) – enunciadas pelo chefe ou grupo de chefes repetidas em intervalos regulares para assegurar o seu conhecimento e respeito.
“Precedente judiciário” – julgamento com tendência para aplicar aos litígios soluções dadas precedentemente a conflitos do mesmo tipo.
Provérbios/ brocardos – expressão do costume manifesto no sistema oral em que a memória coletiva desempenhava papel fundamental.

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