A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
3 pág.
resumo Aspectos Éticos da Pesquisa Científica

Pré-visualização | Página 1 de 1

UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL
CURSO DE PSICOLOGIA
LETÍCIA PRUSCH SPARREMBERGER
RESUMO
Aspectos Éticos da Pesquisa Científica
SAÚDE, BIOÉTICA E SOCIEDADE
Torres, março de 2017
Aspectos Éticos da Pesquisa Científica – RESUMO
Muitos pesquisadores acreditavam que uma firma determinação de fazer o bem, ter caráter e rigor científico eram suficientes para assegurar a eticidade das suas pesquisas, mas hoje em dia essa concepção já não é mais objeto de consenso.
Diariamente somos surpreendidos por novas descobertas tecnológicas, principalmente nas ciências da saúde, em que ainda causam discussões éticas acercas do assunto, como o início da anestesia, o primeiro transplante de rim, máquinas de diálise, a pílula anticoncepcional, epidemia de AIDS. Esses são alguns exemplos da importância da ética nas pesquisas científicas.
No decorrer dos anos foram feitas experimentações om seres humanos com diferentes padrões de qualidade e ética. Muitos casos chocaram e ainda chocam a humanidade, pois a falta de mecanismos éticos e morais resultou em abusos essas experimentações.
Muitos experimentos foram realizados, em alguns casos foram comprovados assassinatos, tortura, atos de crueldade, sendo crimes contra a humanidade. O processo científico não justifica nenhum tipo de experimentação, pois todo avanço científico que é feito pisoteando a dignidade humana leva consigo uma carga negativa e deve ser repensado.
Com esses abusos cometidos, foram criadas normas éticas para pesquisas em seres humanos, com a elaboração do primeiro código de conduta em pesquisas, internacionalmente aceito, o Código de Nuremberg (1947).
Código de Nuremberg: representa as primeiras recomendações internacionais que vigoram sobre aspectos éticos evolvidos na pesquisa em seres humanos. Estabelece a necessidade da participação exclusiva de voluntários e o teste prévios em animais.
Declaração de Helsinque: intitulada recomendações para orientação de médicos quanto a pesquisa biomédica envolvendo seres humanos. Reconhece os experimentos em benefício aos pacientes e da ciência, estabelecendo regras éticas que devem ser cumpridas, além de averiguar o risco do paciente é reforçado o consentimento livre e esclarecido e a indicação do melhor tratamento.
Diretrizes éticas internacionais para pesquisas biomédicas envolvendo seres humanos: tem o propósito de indicar a aplicabilidade dos princípios éticos fundamentais em pesquisas envolvendo seres humanos realizadas em países em desenvolvimento, estabelecendo a necessidade de encaminhamento o projeto de pesquisa para ser apreciado e julgado por uma comissão científica.
O Conselho Nacional de Saúde (CNS) normatizou por meio de resoluções as principais diretrizes brasileiras destinadas à pesquisa em seres humanos, em que nas quais são:
Resolução 1/88: pela primeira vez no Brasil, se normatizou a pesquisa envolvendo seres humanos.
Resolução 196/96: criou a CONEP, vinculada ao CNS. Institui o consentimento livre e esclarecido; ampliou formação dos comitês de ética com participação pluralista e comunitária.
Resolução 240/97: definiu o termo ‘usuário’.
Resolução 246/97: designou a composição dos membros da CONEP.
Resolução 251/97: estabeleceu normas para a pesquisa de novos fármacos, medicamentos, vacinas e testes diagnósticos em seres humanos.
Resolução 292/99: definiu e normatizou sobre a pesquisa coordenada do exterior ou com participação estrangeira.
Resolução 301/00: manteve inalterada a declaração de Helsinque.
A resolução 196/96 do CNS formulou um termo de consentimento, autorizando a participação voluntária no experimento. Esse consentimento livre e esclarecido é uma exigência não só do Brasil, mas de todos os códigos internacionais, e é sem dúvidas um dos pilares da ética nas pesquisas científicas. O consentimento livre e esclarecido é uma meta que o pesquisador deve atingir, e essa necessidade é baseada em três razões: ética; sociológica e legal.
A pesquisa pode trazer muitos riscos ou benefícios. O risco é a possibilidade de danos à dimensão física, psíquica, moral, intelectual, social, cultural ou espiritual do ser humano em qualquer fase da pesquisa. A estimativa dos riscos envolvidos em uma experimentação com seres humanos e a assistência proposta no caso de sua ocorrência é fundamental na determinação de sua validade ética.

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.